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Edição 687

“Pérolas Ignoradas” em cena em S. Mamede do Coronado (c/ vídeo)

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Depois do sucesso da peça que serviu para inaugurar o renovado palco do centro paroquial de S. Mamede do Coronado, Fernando Duarte regressou à encenação, para apresentar a tragicomédia “Pérolas Ignoradas”. A peça estreia a 23 de fevereiro, às 21.30 horas, no mesmo local. Os bilhetes já estão à venda e custam quatro euros, que revertem na totalidade para a residência paroquial.

Fernando Duarte volta a levar à cena um trabalho de Joaquim Sousa Ferreira e Silva. Para o encenador, “Pérolas Ignoradas” é um dos “grandes trabalhos” escritos do antigo pároco de S. Mamede do Coronado, assim como “Atelier Educador da Moda” e “As Florinhas do Mato”. “Quero dar continuidade a este trabalho, porque além de gostar de o fazer, os atores estão habituados a este tipo de peça e o público gosta”, acrescentou Fernando Duarte.

Com centro nevrálgico na cidade do Porto, a trama conta a história de uma mulher, antiga recoveira, que casa com o patrão e endivida-se para fazer face a caprichos das amigas. Como ela vai resolver o problema é a chave da história, sustentada por um elenco de cerca de 15 atores, maioritariamente jovens.

Sofia Oliveira veste a pele de uma das personagens e apesar da juventude – tem 19 anos – já há muitos anos que tem contacto com o teatro. “Já fizemos esta peça há muitos anos, em 2007, e eu era a pessoa mais nova do elenco. Esta é uma peça divertida, que tem os seus momentos de tragédia, mas conta com personagens que dão o ar menos pesado à história”, explicou a jovem, que não esconde o quão “gratificante” é “ver a sala cheia” e “ter o público a aplaudir no final”.

Apesar de ter cariz amador, o grupo encara o projeto com profissionalismo e tenta ultrapassar os obstáculos de levar à cena um trabalho escrito há mais de meio século, com “palavras difíceis de pronunciar e algumas delas que já caíram em desuso”, anotou Sofia Oliveira.
O grupo de teatro tenciona repetir a sessão de “Pérolas Ignoradas” mais duas vezes durante o ano.

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“Nunca imaginei um emprego que não fosse ligado à Natureza”

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Num mundo cada vez mais tecnológico, ainda há quem veja na terra e na natureza o caminho para a felicidade. Em contraponto com a tendência crescente de desinteresse dos jovens pela agricultura, há quem invista a formação académica nessa área, agarrando as oportunidades que surgem. O NT falou com Gil Sá, 23 anos, residente na Maganha, Santiago de Bougado, que enveredou pelo curso de Agronomia na Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, para cumprir o sonho de criar o próprio negócio ligado aos vinhos. Atualmente a concluir o mestrado em Agricultura Biológica na mesma Escola Superior, o jovem redirecionou os projetos, mas sem perder o foco na Natureza.

O Notícias da Trofa (NT): Como surgiu o teu gosto por esta área?
Gil Sá (GS):
Nunca imaginei um emprego que não fosse ligado à Natureza e tudo começou depois de ter visto uma série de documentários na área da viticultura e enologia. A minha média era suficiente para entrar noutros cursos de áreas completamente diferentes, mas o meu objetivo era conseguir um dia ter o meu próprio negócio ligado à viticultura e enologia e que este fosse reconhecido.

NT: Que expectativas tinhas quando enveredaste por esta formação superior?
GS:
Quando entrei no curso de agronomia e à medida que o fui fazendo, descobri que haviam vários ramos neste grande setor que é Agricultura. Queria muito aprender sobre vinho, mas à medida que o tempo passou surgiram novas ideias e novos planos. Esta formação e mesmo a instituição que me formou, não só corresponderam às expectativas como as superaram. Criei muito boas relações com docentes que ainda hoje me orientam e me aconselham.

NT: E a tua escolha foi bem compreendida pela tua família?
GS:
O que eu acho desde o início, é que a Agronomia sempre foi e sempre será uma área com saída, quer para mercados de trabalho onde se trabalha por conta de outrem, quer para mercados de trabalho em que se trabalha por conta própria. Aliás, um dos maiores problemas das empresas agrícolas neste momento, que fui constatando à medida que falava com produtores, é a falta de mão de obra. Relativamente à opinião da minha família, sempre me deixaram escolher a área que eu quis e nunca foram um entrave para concluir os meus objetivos, pelo contrário, sempre me apoiaram em tudo.

NT: Que objetivos tens para a tua carreira no futuro? Esses objetivos passam por um projeto no setor, na tua terra Natal?
GS:
Neste momento, o meu objetivo passa por tirar um Doutoramento e seguir carreira de ensino e investigação. Como disse anteriormente, as ideias e os planos foram mudando à medida que fui concluindo o curso. Contudo, não coloco de parte, de maneira alguma, a ideia inicial de criar a minha empresa. Se será implementada na minha terra natal? Não sei, só o tempo e as oportunidades disponibilizadas o dirão.

NT: Que opinião tens relativamente à perceção que os jovens da tua idade têm sobre a importância do setor primário?
GS:
Penso que neste momento ainda há muita desinformação, e, arrisco-me a dizer, uma certa ignorância, acerca daquilo que é a agricultura. “Que curso estás a tirar?” – “Agronomia” – “O que é isso?”. Hoje em dia, os jovens optam muito mais pelas áreas das engenharias tecnológicas, direito, saúde, etc. Acontece que, muitas vezes, esses mesmos jovens não sabem de onde veio aquilo que têm no prato todos os dias. Obviamente, existem exceções, que são aquelas pessoas que passaram grande parte da sua infância com os avós que semeavam batatas e plantavam couves. Felizmente, cada vez mais se fala na agricultura na comunicação social e se debate temas bastante complexos e polémicos ligados ao setor primário, o que vai fazendo com que mais jovens se interessem ou pelo menos se informem mais.

NT: E que tipo de apoio o teu país dá a quem quer progredir com uma carreira neste setor?
GS:
No que toca ao incentivo do nosso país aos jovens a seguirem a sua formação na área da agronomia, penso que seja ainda muito fraco. Fala-se muito que a agricultura é importante e que necessitamos de jovens agricultores, mas não vejo medidas concretas para assegurar isso. Relativamente à criação de empresas, felizmente, por enquanto, temos um quadro comunitário da União Europeia (PDR2020) que além de ter vindo ajudar muitos agricultores a revitalizar e/ou aumentar a sua exploração, também ajudou muitos jovens a criar as suas próprias empresas agrícolas, mesmo jovens sem formação na agricultura, mas que despertaram o seu interesse pela área. Já tive colegas que têm formação em áreas completamente distintas da agricultura, mas estão a tirar mestrado nesta área para adquirirem competências e conhecimento porque se querem candidatar ao PDR2020 e implementar um projeto agrícola.

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“Houve um incentivo para quem quisesse abandonar produção de leite”

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Na Trofa, 13 produtores desistiram do negócio do leite em 2018. O número foi divulgado por Jorge Oliveira, presidente da APROLEP – Associação dos Produtores de Leite de Portugal, que em entrevista ao NT explicou que este é o resultado da baixa compensação pela produção, com preços abaixo do que os agricultores consideram suficientes para manter as explorações. Além disso, “houve um incentivo para quem quisesse abandonar”, atestou o também responsável pela Quinta de Santo Isidro, em Santiago de Bougado.

O Notícias da Trofa (NT): Dois mil e dezoito foi um ano agitado para os produtores?
Jorge Oliveira (JO):
Dois mil e dezoito foi mais um ano difícil para os produtores de leite, por causa do preço baixo com que começámos o ano e que se manteve até agosto, quando ainda desceu mais até novembro e por causa dos limites à produção impostos aos produtores.

NT: Houve uma aparente subida do interesse dos consumidores pelo leite nacional. Quais as razões que levaram para esta tendência?
JO:
Em 2018, começou a rotulagem da origem do leite. Não temos dados diretos dos consumidores, mas verificámos que as principais marcas de distribuição tiveram a preocupação de mostrar bem, no rótulo, a origem do leite e num caso em que a cadeia de supermercados tem fábrica própria, veio à nossa região abastecer-se diretamente nos produtores, o que é positivo. Quando consumimos leite e produtos láteos portugueses, como queijo e iogurtes, ajudamos a economia e criamos empregos no meio rural.

NT: Apesar deste indicador, continuam a argumentar que os produtores se confrontam com os preços abaixo dos custos de produção e da média europeia. Sugeriram o aumento do preço em 2019, que feedback receberam das entidades competentes?
JO
: Até agora não tivemos qualquer resposta da indústria. Falta inovação, capacidade de criar valor, falta uma visão de futuro, vontade de dar esperança aos produtores. Esperamos que o Governo português tome uma posição clara na defesa dos produtores e do aumento do preço do leite, tal como já se manifestaram o ministro espanhol da agricultura e o governo regional dos Açores.

NT: Como têm os produtores respondido à insuficiente compensação pela produção do leite?
JO:
Temos feito um enorme sacrifício, temos adiado investimentos e não tiramos o pagamento do trabalho que temos a cultivar os campos e cuidar das vacas. Todos os anos abandonam produtores e no ano que passou esse abandono ainda foi maior, porque houve um incentivo para quem quisesse abandonar, porque a indústria não tinha capacidade para recolher o mesmo leite de anos anteriores.

NT: A APROLEP alertou para o abandono das produções. Que implicações terá esta realidade no futuro para o país?
JO:
Quando a produção agrícola e pecuária é abandonada, o país fica a depender da importação de alimentos, aumenta o défice comercial, o mundo rural fica abandonado e aumenta o risco de incêndios.

NT: E na Trofa, que efeitos têm tido estes fatores nos produtores locais?
JO:
Em 2018, no concelho da Trofa, tivemos a desistência de 13 produtores.

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NT: Com a eleição do deputado do PAN, houve um aumento da visibilidade das manifestações ativistas pró-direitos dos animais. Os produtores sentem algum efeito no mercado decorrente destas ações?
JO:
Nos anos anteriores houve redução do consumo do leite, por dizerem que o leite faz mal à saúde, mas agora estabilizou, porque as pessoas começam a estar informadas e as autoridades de saúde e até o Presidente da República já vieram reafirmar que podemos beber leite como sempre, tal como queijo e iogurtes, até com benefício para a saúde. A carne continua a comer-se normalmente, qualquer pessoa sabe que o ser humano é omnívoro e precisa de uma alimentação equilibrada e completa. Os ativistas do PAN não conhecem a realidade e repetem coisas que viram na internet. Ao seguir a ideologia vegan, querem proibir toda a criação de animais domésticos, vacas, cavalos, porcos, tudo! São uma minoria que quer impor uma ditadura alimentar e fazem muito “barulho” nas redes sociais. É importante a sociedade e os consumidores pronunciar-se, não podem ser apenas os agricultores a defender a pecuária que existe há 10.000 anos desde o início da civilização.

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