Depois de ver a notícia na edição desta semana do jornal O Notícias da Trofa, Joaquim Rodrigues desfez as dúvidas: os insetos que tinha encontrado junto de um canteiro com salsa eram percevejos asiáticos.

“Na semana passada, encontrei um, mas depois a minha esposa alertou-me que se poderia tratar dessa espécie. Ontem, depois de ler a notícia no jornal, vi um e tive a certeza que se tratava da mesma coisa. Eles destruíram-me a salsa toda”, contou Joaquim Rodrigues, que reside em Cidai, Santiago de Bougado.

Em comunicado, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural esclareceu que este percevejo, conhecido cientificamente como Halyomorpha halys, ao contrário da vespa asiática, “não é perigoso para pessoas e animais, não morde, não pica ou suga sangue, nem transmite doenças, exalando um cheiro forte e desagradável, razão por que é conhecido como percevejo fedorento”.

“Em Portugal, a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e as Direções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP) têm vindo a acompanhar a evolução deste problema fitossanitário, estando já em curso um Programa Nacional de Prospeção direcionado para a identificação da presença deste inseto, tal como acontece para mais cerca de 6 dezenas de pragas e doenças emergentes”, lê-se ainda no comunicado do Ministério, que pede aos agricultores atenção redobrada “em maquinaria e bens que entrem nas suas explorações agrícolas” e “em caso de deteção, deverão ser tomadas medidas de controlo”.

“Além da luta química, estão já a ser estudadas formas de controlo biológico desta praga, nomeadamente o uso de agentes já usados em fase experimental em Itália”, fez saber a tutela.