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Ano 2011

Pedro Ortiga reconduzido na Associação Humanitária

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Sócios da Associação Humanitária dos Bombeiros da Trofa reelegeram Pedro Ortiga para a presidência, por mais dois anos.

É a associação do concelho com o maior número de associados. Ao todo são quase 9300, mas desses, apenas 5227 têm as cotas em dia e, como tal, só estes poderiam participar na votação para a eleição dos órgãos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, para o biénio 2012/2013. Poderiam, mas não o fizeram, pois apenas 23 sócios exerceram o direito de voto e elegeram a lista A, única candidata, reconduzindo na presidência da direção Pedro Ortiga.

A fraca participação dos associados no ato eleitoral da passada segunda-feira, é para Pedro Ortiga, “o reflexo de um cenário que já existe noutras associações a nível nacional”. “Podemos interpretar isto como um cheque em branco para podermos trabalhar. Seria no entanto importante para nós, que as pessoas reconhecessem e vivessem a associação. Seria muito mais agradável ter um número de associados expressivo que viesse, por exemplo, inteirar-se sobre o que é a sua associação e quais as suas dificuldades”, referiu. O presidente acredita que muitos dos associados não têm ideia de que a associação “movimenta mais de um milhão de euros por ano”, no entanto, lamenta o facto de muitas pessoas se tornem associadas apenas para terem descontos nos serviços prestados e não com a ideia de ajudar a associação.

Já depois de encerradas as urnas, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, reuniu-se em Assembleia Geral, onde foram apresentados e aprovados, o plano de atividades e o orçamento para 2012. Os Bombeiros da Trofa contemplaram para o próximo ano, em orçamento, investimentos superiores a 300 mil euros, destacando-se a aquisição de umVeículo Florestal de Combate a Incêndio, comparticipado em 70 por cento pela União Europeia, pelo Programa Operacional Norte ON2 e 30 por cento pelo município da Trofa, e de um veículo de transporte de doentes. Obras de reparação e conservação do quartel também estão previstas pois,  segundo Ortiga, “estas instalações são grandiosas, toda a gente conhece parte daquilo que são as instalações desta associação”, mas “são poucos aqueles que se questionam de quanto custa mantê-las, e estes custos fazem com que exista a necessidade de investimento, para além da situação económica e financeira do país”. “Quando temos um património com esta dimensão, temos de ter o cuidado de o conservar, para que amanhã não venhamos a ter uma fatura ainda mais pesada”, sublinhou.

Contudo, esta é uma despesa pequena, cerca de 65 mil euros, quando comparada com os cerca de um milhão e quatrocentos mil euros previstos para 2012. No entanto, parte dessas despesas serão pagas com o serviço de transporte de doentes, pela prestação de serviço no combate a incêndio à Autoridade Nacional de Proteção Civil, pelo INEM, pela Segurança Social e pelo município da Trofa. A Associação Humanitária poderá também ser uma das coletividades a sofrer um corte de subsídio por parte da Câmara Municipal. Pedro Ortiga, apesar de “compreender a situação económica da câmara”, defende que devem ser “acauteladas as realidades das diversas associações, não menosprezando nenhuma delas, mas fazendo justiça àquelas que têm uma intervenção importante. Nós não procuramos a subsidiodependência, nós pedimos colaboração ao nível de investimento, para uma função que também é da Câmara Municipal, a Proteção Civil, e acreditámos que com o bom senso que o executivo municipal tem, é possível ter um entendimento que nos permita trabalhar e manter o padrão de serviço diário à população do concelho da Trofa. Não estamos a falar em fazer uma festa ou um concerto. Estamos a falar em criar condições para o serviço de socorro às populações. E quando fazemos isto, sabemos que o fazemos com menos custos do que se fosse feito por um corpo de bombeiros profissional”, sob a alçada da autarquia.

No orçamento para 2012, a Associação espera ter de receitas correntes, provenientes do município da Trofa, de cerca de 150 mil euros, valor idêntico ao do ano de 2011.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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