A estrutura concelhia do Partido Comunista Português (PCP) da Trofa organizou um almoço comemorativo dos 94 anos do partido, no Restaurante Cantinho da Feira, em Santiago de Bougado. Cerca de 50 pessoas juntaram-se para assinalar mais um ano de atividade política do PCP. Para Paulo Queirós, membro do PCP Trofa, esta data coincide com o tempo que o partido está “ao lado das populações mais frágeis”.
O comunista mostrou-se satisfeito com os cerca de 50 militantes presentes no almoço, face à atual conjuntura económica do país. “Cada um paga do seu bolso para aqui estar e para sentir que faz parte deste coletivo e da solução que temos para este País”, assinalou.
Paulo Queirós admitiu ainda que, no âmbito concelhio, existem fatores na condução política que não tem agradado ao PCP, como é o caso do “sectarismo que tem estado vigente neste executivo”, assegurando também que problemas como a rede viária, a questão da obra dos parques, o metro e aos Paços do Concelho, são “desafios” que têm que ser ultrapassados, e que contribuem diretamente para o desânimo da população da Trofa.
“Desde sempre que defendemos os Paços do Concelho numa determinada zona. Já passaram vários partidos pelo executivo da Câmara e, ao fim deste tempo todo, já nos vêm dar razão que esse seria o melhor local. A questão do metro já esteve para ser resolvida tantas vezes e continuamos a sentir que nunca mais será ultrapassada. O facto de o senhor presidente da Câmara ter lançado a proposta de ter o metro até ao Muro e, posteriormente, até à Trofa veio esvaziar a luta. Veio fazer com que as pessoas que não são do Muro se sentissem mais desanimadas e deixassem de ter uma perspetiva a curto prazo”, assinalou.
Já Ricardo Galhardo, membro da Organização Regional do Porto (DORP) do PCP, fez questão de relembrar e enfatizar o caminho percorrido pelo Partido Comunista ao longo destes 94 anos e a luta constante do povo português pelos seus direitos.
Para o comunista, o grande desafio da atualidade “é combater a política de direita”, fazendo alusão ao partido grego de Alexis Tsipras, Syriza: “É possível esta mudança”.
Tanto o representante do PCP Trofa, como o membro da DORP, fazem referência ao lema do partido, “Trabalho, Honestidade e Competência”. Os comunistas afirmam que é assim que o partido irá enfrentar “as próximas lutas”, e que desta forma o povo português vai entender que “será a vez do Partido Comunista Português”.
Ricardo Galhardo acrescentou ainda que a população portuguesa não se acomoda com a atual situação do país e que nos últimos três anos não só “travou intenções de retirada de direitos”, como também, tem vindo a “conquistar” novos.