"Basta de Exploração" podia ler-se nos panfletos distribuídos na passada segunda feira pelos membros do PCP na Trofa. Esta acção insere-se numa caravana regional que o PCP está a promover no distrito do Porto que visa denunciar a situação económica e social do país.

   "Denunciar a situação económica e social a que chegou ao fim de trinta anos de politicas de direita, que trouxeram ao distrito do Porto o desemprego, o encerramento de empresas, a precariedade laboral e até nalguns casos a fome", são os objectivos do PCP, anunciou Jaime Toga durante caravana regional que o partido está a promover no distrito do Porto. Na Trofa este contacto com as pessoas decorreu na passada segunda feira, onde nos panfletos distribuídos podia ler-se "Basta de Exploração".

A deslocalização de multinacionais, "que recebem apoios milionários e que depois de findos esses apoios fogem do país deixando um rasto de desemprego e de exclusão social", preocupa o partido anunciou Jaime Toga, que deu como exemplo as empresas Gabor e da Gamic, que chegaram a empregar mais de mil trabalhadores.

"Procuramos ainda alertar para a questão do desemprego, que no caso do concelho da Trofa a taxa é de 13 ou 14 por cento, segundo os dados do próprio Instituto de Emprego, e sabemos que aqui há muitos desempregados que não estão a ser contabilizados", denunciou. O problema do desemprego, traz também a fome, que "infelizmente tem crescido".

Os membros do PCP denunciaram ainda as desigualdades sociais: "Baseado em dados concretos, as cem maiores fortunas do país que aumentaram 35,8 por cento no último ano, para estes não há sacrifícios", afirmou Jaime Toga.

As soluções apresentadas passam também pelo reforço dos investimentos públicos. "Olhemos para o concelho da Trofa, as propostas do Governo para obras aqui, olhemos para o metro, a variante, para o caos que é o cruzamento do Catulo", acrescentou o membro do PCP.

Neste contacto com os comerciantes,o PCP divulgou também um projecto de lei do partido que defende o encerramento do comércio ao domingo, em particular dos hipermercados. "Há uma concorrência desleal entre o pequeno comércio e as grandes superfícies", afirmou Jorge Machado, deputado do PCP, que se deslocou à Trofa. O desemprego, a baixa de poder de compra e os salários que não crescem face aos aumentos, são algumas das situações que vêm "agravar a situação dos pequenos comerciantes". Porque "muitos estabelecimentos porque passamos já estão fechados devido à crise social e económica do país".

O deputado apelou à luta no terreno: "Os comerciantes devem unir-se e fazer chegar a sua voz ao Governo e aos outros partidos da Assembleia da República".

Estes e outros projectos fazem parte de um conjunto de propostas que partido entregou na Assembleia da República, num pacote ao qual chamou um Plano social de emergência para o distrito do Porto.

Isabel Moreira Pereira