Marco Ferreira tomou posse como presidente da Juventude Socialista da Trofa. A cerimónia contou com a presença de dezenas de jovens socialistas, de Luís Cameirão em representação do PS Trofa, Nuno Araújo da JS Porto e de vários presidentes da Juventude Socialista de vários concelhos.

 

 "Há vários anos que não existia uma estrutura organizada da Juventude Socialista na Trofa". Foi desta forma que Marco Ferreira, presidente da JS Trofa iniciou o seu discurso, depois de ter vencido as eleições para aquela estrutura partidária.

Falando em Bandeiras, que é como quem diz prioridades, Marco Ferreira elegeu "a mobilidade (ou falta dela), enumerando a Linha de Metros, as variantes e a falta de transportes urbanos colectivos" como algumas lacunas graves que deixam a Trofa "muito atrasada em relação aos concelhos vizinhos".

Outra das bandeiras que o líder da JS quer ver "hasteada" é a construção de um pólo de juventude que atraia os jovens e onde possam estudar, conviver, ter áreas de lazer, que neste momento, não existem e acreditamos que com boa vontade política, com perspicácia, mesmo a nível económico, é possível constituir esse lugar e agradar a muitos jovens".

Marco Ferreira alertou ainda para a necessidade do apetrechamento das infraestruturas das escolas do concelho, que actualmente se encontram "desenquadradas com a realidade social do país".

O líder da JS lembrou as palavras de Cavaco Silva relativamente ao facto dos jovens estarem "divorciados" da política para referir que a JS Trofa quer inverter essa tendência com "um bom projecto que pode agradar os jovens".

"Já organizamos várias actividades, entre as quais, uma no dia 25 de Abril, em que distribuímos alguns cravos e mensagens alusivas ao dia da liberdade", referiu o líder socialista.

A JS pretende ainda promover algumas "iniciativas interessantes nos meses de Verão", não tão ligadas à política, mas incentivando ao convívio. "Acredito que os jovens da Trofa devido à falta de espaço que têm para se agruparem e conviver, até acabam por não se conhecer todos e há muitos jovens que não conhecemos e que moram ao nosso lado", sublinhou.

O trabalho político começa "em Setembro para defender as nossas bandeiras na Câmara Municipal e assembleias de freguesia e aí mostrarmos o plano que temos para a Trofa", concluiu Marco Ferreira.

Luís Cameirão, representante do PS da Trofa, não deixou de caracterizar o dia da tomada de posse como "um dia histórico para a Trofa. Depois de muitas vicissitudes, a Juventude Socialista conseguiu instalar-se como movimento político no concelho".

O representante deixou alguns concelhos aos jovens socialistas, no sentido de não olhar para a política como "algo sórdido, obscuro e isento de nobreza" e não confundir "a organização política como é a JS com uma organização de festas". A JS "deve ser um órgão que participa activamente no processo de tomada de decisões e de reflexão política e ajuda o partido, para estar preparado a Governar bem em nome das pessoas e dos portugueses", referiu.

O socialista não deixou de sublinhar "o papel especial dado à participação da juventude da Trofa por parte da comissão política", pois o futuro "exige o vosso empenho, criatividade, dinamismo e alegria" para incentivar os jovens à participação política nas próximas eleições. Luís Cameirão alertou à JS Trofa para que "não ande a reboque" das orientações da comissão política concelhia e da direcção nacional do partido, incentivando-a a elaborar uma agenda "com ideias próprias, independentemente do efeito que elas possam causar a quem está no exercício do poder, seja do PS ou de outra força política qualquer".

"Somos os herdeiros da tradição revolucionária em Portugal e temos que fazer política orientados pelos princípios desta tradição, desenvolvendo o princípio da liberdade e da igualdade".