Conhecer as necessidades das Associações de solidariedade Social do Concelho da Trofa foi o objectivo do mandato aberto que o Partido Comunista Português da Trofa realizou, promovendo encontros de trabalho com a Associação Muro de Abrigo, da freguesia de S.Cristovão do Muro e com a ASCOR – Associação de Solidariedade da Vila do Coronado. Durante esta acção a comitiva comunista esteve ainda em Cedões, Santiago de Bougado, onde ficou a conhecer um projecto de iniciativa privada para a construção de uma creche, destinada a crianças até aos três anos de idade.

Jaime Toga, responsável do PCP distrital e da concelhia da Trofa considera que a obrigação primeira "de zelar  pelos interesses e pelo apoio social ao cidadãos é do Estado e da Segurança Social, mas as próprias autarquias devem também apoiar os seus munícipes", asseverando que "não sendo competência da autarquia é um dever moral que os técnicos municipais acarinhem e ajudem a ultrapassar problemas que surgem nestas IPSS'S".

Na Muro de Abrigo, Jaime Toga alertou para o facto da associação, apesar de ter inaugurado instalações para centro de convívio de idosos, "com a presença da autarquia e Segurança Social ter que esperar dois anos para adquirir uma licença de utilização, para depois se poder candidatar para apoios da Segurança Social. Isto atrasa ainda mais a capacidade de resposta da iniciativa privada das IPSS'S aos problemas que existem no Concelho".

Jaime Toga afirmou ainda que o PCP vai actuar junto da Muro de Abrigo para que esta consiga assegurar a intervenção junto da infância, nomeadamente na construção de uma creche: "a Muro de Abrigo já tem contacto com o proprietário do terreno, que tem uma localização favorável que é nas proximidades de uma escola básica do 1º ciclo na zona central da freguesia e que poderá num futuro próximo dar resposta a outras freguesias vizinhas, nomeadamente Alvarelhos e Guidões".

Relativamente à Associação de Solidariedade da Vila do Coronado, o responsável referiu que existe "falta de coordenação em termos de política social". O PCP defende que a autarquia "intervir de forma activa com os técnicos ao serviço da Câmara junto dos idosos" e não apenas "agendar colónias balneares, um passeio a Fátima e festa de natal ou um chá dançante na altura das eleições autárquicas".

A inacessibilidade de transportes também é um problema que Jaime Toga pretende ver resolvido: "muitas associações têm até grandes limitações em termos de transportes. Umas dependem de carrinhas que são fornecidas pela junta de freguesia e outras têm uma viatura própria de capacidade reduzida, tendo em conta o número de idosos que têm nas suas instalações. Perante isto defendemos que a Câmara deve abandonar a política que tem seguido até agora, pois quase todos os meses apresenta projectos pioneiros e relatórios diagnósticos, no entanto, junto da população que mais precisa, não há efectivamente intervenção, nem há tão pouco o apoio devido às associações que intervêm e que substituem a autarquia e a própria Segurança Social".