Nuno Paulo Serra é o responsável máximo pela concelhia da Trofa do CDS/PP e membro eleito na Assembleia Municipal da Trofa. O responsável fez uma análise crítica sobre a realidade do partido na Trofa, assim como dos 10 anos da criação do concelho.

  Actualmente com 600 militantes e depois de se ter ressentido, na década de 80, com a restruturação do partido em Santo Tirso, o CDS tem registado, paulatinamente, uma recuperação na sua militância: "com a restruturação do partido, muitos militantes resolveram filiar-se no PSD, o que provocou uma quebra no CDS e tivemos algumas dificuldades em levantá-lo na Trofa. Mas neste momento o partido está outra vez a recuperar a sua militância, e isso é importante para as futuras eleições locais", referiu.

"O partido mantém na sua estrutura concelhia, dois elementos na Distrital do Porto e duas pessoas no Conselho Nacional, e o presidente da Juventude Centrista da Trofa está no Conselho de Jurisdição da Juventude Popular", afirmou Paulo Serra garantindo que "o partido está muito bem representado nos órgãos nacionais, e isto para mim é muito importante, para podermos reivindicar com muito mais força obras importantes para a Trofa".

Paulo Serra Preocupado com o futura localização dos Paços do Concelho, Paulo Serra reprova a construção do edifício junto à Capela de Nossa Senhora das Dores, considerando no entanto que "se o edifício da Câmara for construído nos terrenos da serração da capela, sem ocupar qualquer parcela do Parque Nossa Senhora das Dores, não discordo".

O responsável afirmou que "existem outros espaços para se localizarem os Paços do Concelho" e que está "farto de ver tantos erros e situações de construções de betão sem espaço para as pessoas, principalmente para as crianças", asseverando que "se Câmara insistir em construir nos terrenos do parque Nossa Senhora das Dores, eu serei o primeiro a encabeçar uma lista contra esta decisão".

O responsável também não deixou de criticar a proliferação de grandes superfícies comerciais existentes num pequeno espaço à entrada da cidade, alegando que era necessário a elaboração do PDM para que "depois se possa planificar o crescimento sustentado, não só da cidade mas do próprio concelho", frisou.

"Eu sempre fui contra a construção destes hipermercados, não faz sentido à entrada da cidade colocar dois hipermercados um de cada lado, começam a ser hipermercados a mais para um determinado sítio, e é neste ponto de vista que eu acho que a Câmara não tem uma visão apropriada", assegurando que "no lugar e momento oportuno, se for caso disso, mostrarei o meu desacordo", frisou.

Paulo Serra criticou ainda a posição da autarquia pelo facto de ter sido criada "uma comissão de acompanhamento, da qual fazem parte elementos de todos os partidos com assento na Assembleia Municipal, para seguir de perto a elaboração do Plano que até agora nunca foi chamada para dar a sua opinião", frisou.

Quanto à escolha da localização da Área de Localização Empresarial da Trofa (ALET), o empresário não tem duvidas de que foi uma "escolha acertada", salientando que "o acesso fácil e rápido à auto-estrada que liga Porto a Braga, a proximidade do aeroporto e da Linha de caminho de ferro são razões mais que suficientes para ser uma localização privilegiada", assegurou. Apesar de considerar "urgente a construção da ALET", Paulo Serra coloca algumas reticências pelo facto de "ter uma dimensão muito grande e pelo que sei, o numero de empresas instaladas no concelho tem vindo a diminuir", frisou.

 

Segurança , saneamento e acessibilidades são três prioridades

 

A insegurança que se tem feito sentir no concelho e a falta da Esquadra da Policia de Segurança Pública, há muito prevista para a Trofa, mas que tarda em chegar, são outra das preocupações de Paulo Serra.

O saneamento é outra das prioridades que o empresário realça. Afirma estar de acordo com "a atitude tomada pelo executivo por decidir primeiro fazer o saneamento e deixar para segundo plano os Paços do Concelho", reiterou.

Devido à "falta de acessibilidades temos vindo a perder força no sentido empresarial e um concelho só pode ser rico se tiver contribuintes (empresas) que paguem. Tem que haver receitas e neste momento posso afirmar que um terço da nossa indústria saiu da Trofa porque estão cansados de promessas que não são cumpridas, acabando por se fixar em concelhos vizinhos", asseverou.

 

Piscinas municipais poderão ser "um fardo"

 

A dimensão "exagerada" do complexo das piscinas municipais é para Paulo Serra um dos "problemas" com que o executivo da Câmara poderá vir a deparar-se em termos de sustentabilidade financeira. As piscinas de Ribeirão estão "quase concluídas e entram em funcionamento primeiro que as da Trofa", o que fará com que "as pessoas daquela Vila, que poderiam utilizar a piscina da Trofa, não o façam, limitando assim a utilização do nosso complexo aos trofenses", alertou.

Habitação a custos controlados ainda não foi entregue

 

Prontos há quase 2 anos, os dois pólos de habitação a custos controlados continuam sem inquilinos o que para Paulo Serra é preocupante já que "há no nosso concelho pessoas que vivem em condições dramáticas, sem o minimo de condições de habitabilidade e salubridade", afirmando ainda não entender o porque do arrastar da situação. Segundo ele "a Assembleia Municipal já votou e aprovou o financiamento pelo que espero que o mais rapidamente possível as habitações sejam entregues". Apesar de ser contra a construção destes pólos de habitação concentrados no mesmo local, o responsável considera "urgente a resolução deste problema que dura há quase dois anos" e alerta para que "em situações futura se construam habitações para os mais carenciados, de forma descentralizada, integrando-os nas comunidades".

Paulo Serra apoia Bougadense

Paulo Serra mantem uma grande estima pelo Atlético Clube Bougadense. E como prova o responsável, para além de tecer largos elogios à direcção do emblema bougadense, mostrou-se completamente disponível para oferecer uma contribuição para as obras da colocação do piso sintético: "as pessoas que compõe a direcção do Bougadense têm um valor inestimável, são simples, mas estão lá não só para o desporto mas também pelo gosto que têm pelo Bougadense. Eu vou contribuir para as obras do relvado e se como eu mais vinte pessoas o fizessem, eles não teriam mais que se preocupar", asseverou.

Para além do Bougadense, Paulo Serra apoia Trofense, Vigorosa e Associação do Muro, pois segundo responsável, estas associações "não conseguem sobreviver só com as contribuições da Câmara, porque é muito pouco. Assim como eu espero que mais cidadãos ajudem", concluiu.