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O CDS-PP foi o terceiro partido político mais votado para Câmara Municipal ao arrecadar 5,73 por cento dos votos (1364), registando uma descida de 1,13 pontos percentuais relativamente a 2005. Após enfrentar a derrota nestas autárquicas, Paulo Serra adiantou que dá como terminado o percurso na política.

Na sede de campanha do CDS-PP em Santiago de Bougado, Paulo Serra reconheceu a derrota e, após felicitar a vencedora Joana Lima que “foi persistente e trabalhou muito”, analisou os resultados das eleições e retirou algumas conclusões. “Aqueles que pensavam que tinham tudo ganho acabaram por perder”, afirmou, acrescentando que se o CDS “tivesse feito uma coligação na Trofa a Câmara teria sido à direita”.

Para Paulo Serra as expectativas saíram defraudadas na medida em que o partido “estava convencido” de que iria eleger um vereador, o que não aconteceu. Lamentando que “o senhor presidente da Câmara tenha perdido”, Paulo Serra reconheceu que é preciso melhorar e que o tempo que se segue é de reflexão sobre aquilo que falhou ao longo da candidatura. “Temos de rectificar muita coisa que podíamos ter rectificado”, referiu, adiantando que o seu percurso na política terminou a partir do dia 11 de Outubro.

Ao nível das Assembleias de Freguesia, o CDS-PP registou uma descida em cinco das oito freguesias do concelho, tendo aumentando a sua percentagem no Muro, em Covelas, onde elegeu um mandato com a eleição de Nicolau Silva, e Alvarelhos em comparação com os resultados de 2005. Em S. Mamede do Coronado o CDS perde o mandato eleito em 2005 com Augusto de Jesus a não conseguir ser eleito.

Já para a Assembleia Municipal o CDS elegeu um mandato com Jorge Curval a conseguir arrecadar 8,24 por cento dos votos (1962).