Se o descontentamento era dominante na sede de campanha do CDS-PP, a festa e a alegria invadiram o largo da Serra no Muro, onde Carlos Martins festejou a vitória por arrecadar a Junta de Freguesia. O autarca foi reeleito com o voto de 578 murenses, contra 468 arrecadados pelo PSD.

Muitas bandeiras no ar, música popular e animação mostraram o contentamento da população com a reeleição de Carlos Martins. O candidato do CDS-PP foi reeleito com 46,06 por centos dos votos (578), ficando à frente do PSD que conquistou 37,29 por cento dos votos (468), o PS com 11,95 por cento (150)e a CDU com 1,51 por cento (19). Rodeado de amigos e apoiantes, Carlos Martins emanou satisfação por ver o seu trabalho reconhecido pelos murenses. Em declarações à TrofaTv, o candidato reeleito afirmou que estava “confiante” no resultado. “Pelo trabalho que tivemos, pela humildade que tivemos com o povo da freguesia estava confiante, porque quem pediu para eu vir não fui eu, foi o povo que confiou em mim e eu tenho toda a confiança no povo”, sustentou. Carlos Martins fez questão de cumprimentar os adversários e adiantou que o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, será uma presença garantida na sua tomada de posse, cumprindo assim a promessa que deixou aquando a sua visita à Trofa na campanha eleitoral.

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Contactado pelo NT, Vítor Maia, que se candidatou pelo PSD ao Muro e conquistou 37,20 por cento dos votos, fez questão de “felicitar e desejar o maior sucesso” aos eleitos. Apesar de não vencer, o social-democrata mostrou-se satisfeito com a subida da votação relativamente a 2005 e, na análise aos resultados, apontou que “houve uma transferência de votos do PS para o CDS-PP”. Com quatro mandatos eleitos na Assembleia de Freguesia, o PSD irá ter uma postura de “colaboração”, garantiu Vítor Maia. “Vamos colaborar com o executivo eleito para que o Muro evolua e haja melhores condições na freguesia”, adiantou ainda.

No Muro o CDS-PP elegeu quatro mandatos para a Assembleia de Freguesia, o PSD o mesmo número e o PS um mandato. Prevê-se que com um possível acordo entre o CDS-PP e o PS, o CDS obtenha a maioria sobre o PSD.