A escola Passos de Dança participou, mais uma vez, no Festival de Dança de Viana do Castelo. Alunas voltaram à Trofa com vários prémios.

“Orgulho”. Este foi, provavelmente, o substantivo mais repetido por Márcia Ferreira, professora e responsável da escola Passos de Dança, a propósito da participação no Festival de Dança de Viana do Castelo. As duas dezenas de alunas que foram até ao Minho, regressaram à Trofa, no último fim de semana, com quatros prémios. Das nove coreografias apresentadas pela escola trofense, quatro passaram à fase final e saíram vencedoras. A Passos de Dança arrecadou o 1º prémio de nível avançado de danças tradicionais, o 2º prémio de nível intermédio de ballet clássico, 2º prémio de nível intermédio de dança jazz e ainda 2º prémio de nível pequenos bailarinos de dança jazz.

As alunas, garantiu a professora, trabalham “para se superar a elas próprias e não pelos prémios em si”. “A intenção é que elas se superem e se divirtam ao mesmo tempo”, acrescentou. Algumas das alunas, mesmo não ganhando, estavam “muito orgulhosas” do trabalho realizado. “A Ana Luísa é uma das alunas mais velhas. A coreografia que apresentou não passou à final, mas nem por isso ela deixou de sentir orgulho, porque durante a atuação na semi-final houve um problema técnico com a música durante alguns segundos – que para quem está em palco parece uma eternidade – e ela teve o discernimento de continuar a dançar, independentemente do que estava a acontecer e saiu cheia de orgulho porque se superou a ela própria”, recordou a professora.

Preparar esta participação no Festival de Dança de Viana do Castelo foi “cansativo, mas valeu a pena”. Alunas e professora desdobraram-se em esforços para angariar fundos, com a realização de várias atividades.

Ao todo, no Festival foram apresentadas 150 coreografias, divididas por várias escolas de dança, durante os três dias.

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Mas o “orgulho” não se fica pelas subidas ao pódio, entendendo-se, “sobretudo”, aos bastidores. “É um orgulho pelos prémios que ganharam, mas, especialmente, pelo facto de se terem portado tão bem. Pela primeira vez, levámos as mais pequeninas e as mais velhas mostraram um sentido protetor muito forte. Toda a gente, desde outros professores a alunos e juris me vieram dar os parabéns pelo bom comportamento e pela educação de todas as alunas. Por tudo isto, só podia estar orgulhosa”, confessou Márcia Ferreira.