Pedro Passos Coelho esteve na Trofa para apoiar o núcleo laranja do concelho. Líder social-democrata não se pronunciou sobre o possível adiamento da obra do Metro.

Foi para falar do país e da Trofa que Pedro Passos Coelho visitou o concelho e reuniu com a Comissão Política Concelhia (CPC) do PSD.

Numa breve passagem pela Trofa, na sexta-feira, o líder social-democrata visitou sexta-feira a sede do partido na cidade, confirmando o apoio ao núcleo da segunda maior do país.

Numa “discussão aberta” com dezenas de militantes do PSD Trofa, Pedro Passos Coelho afirmou ao NT/TrofaTv que foi feita “uma avaliação da situação que se vive no país”, sendo também “possível ouvir o presidente da Comissão Política Concelhia da Trofa” sobre o “esforço que está a ser feito para que o PSD, depois das últimas eleições autárquicas, possa centrar o trabalho de forma a poder prestar um bom serviço e preparar uma boa equipa para o futuro”.

Ao lado de Marco António Costa, líder da distrital do PSD Porto, Passos Coelho frisou “a missão” de “constituir um estímulo para os militantes” para explicar o apoio que manifesta ao núcleo laranja da Trofa. “Tenho que apoiar aqueles que se esforçam e os que têm maior dedicação ao trabalho, seja ao nível concelhio como ao nível nacional”, referiu.

Sérgio Humberto, presidente da CPC do PSD Trofa, confirmou a “honra” de receber Pedro Passos Coelho, pela primeira vez como líder do partido, para uma reunião que incidiu “essencialmente, naquilo que tem a ver com o concelho da Trofa” e com “as lutas que se avizinham quer a nível local, quer a nível nacional”.

Segundo o social-democrata, a reunião serviu para reposicionar o partido no concelho que, “depois de começar a tirar as ilações” da derrota nas autárquicas de 2009, procura agora “chamar todos os militantes – cerca de 4400 -, dos quais alguns, no passado, estiveram relativamente afastados do partido, para corporizar as causas do PSD e a luta pelos interesses da Trofa”.

Há quase um ano sem estar no poder, o PSD da Trofa, segundo Sérgio Humberto, tem feito uma “oposição séria”. “Nós já tomamos algumas posições que achamos pertinentes, como na questão badalada dos Paços do Concelho. Também a questão das variantes, em que na altura só se defendeu uma variante à EN 14, esquecendo-se que a EN 104 é necessária. São obras tremendamente urgentes para o concelho da Trofa e já ambicionadas há vários anos e que neste momento, continuamos a ver adiadas”, considerou.

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Outra das obras que o líder do PSD Trofa considera “mais que merecida” é a do Metro até à Trofa. Questionado sobre a posição do partido relativamente ao possível adiamento da empreitada, Sérgio Humberto referiu que a presença da CPC do PSD Trofa na Assembleia da República recentemente serviu para “questionar o Governo sobre essa questão” e “só quando este der uma opinião formal” é que o PSD se vai manifestar.

No entanto, esta terça-feira a CPC enviou um comunicado ao NT, onde refere que “uma rede de transportes estruturada e flexível é fundamental para o desenvolvimento e crescimento sustentado do concelho”. “Sem esta estrutura, afastam-se e adiam-se, por um lado, potenciais investimentos, entradas e trocas de valor, massa crítica, ou mesmo a fixação de capital empreendedor, o que poderá conduzir a Trofa a uma situação sócio-económica de apatia e sem capacidade de retorno”, pode ler-se no comunicado.

Os sociais-democratas vão mais longe e afirmam que “a Trofa tem uma presidente de Câmara obediente, que não luta nem enfrenta o Governo”.

No comunicado pode ler-se ainda que “a presidente diz que o Metro vai chegar à Trofa em 2013, leva-nos a crer que está equivocada e mais uma vez a fazer política”. “Pois, sabemos que todos os indicadores nos levam a pressagiar a suspensão do Metro até à Trofa – PEC 2. Não podemos nem devemos aceitar que o Metro seja suspenso, recebendo-se em troca as obras de intervenção dos parques. Não podemos aceitar que este tipo de acordo possa vir a existir. Os trofenses têm direito ao Metro a circular nos carris”, referem ainda os elementos da CPC do PSD Trofa.

Pedro Passos Coelho não quis fazer comentários sobre “as decisões que envolvem as políticas de investimento do Estado”, explicando que sobre o Metro não conhece “os termos em que a decisão foi tomada”. “Nós temos a certeza que há um conjunto de investimentos que eram importantes para o país, há muitos que não são e que precisam de ser reescalonados, o que quer dizer que não podem ter lugar agora. Confesso que não sei se foi essa a preocupação que presidiu ou não a essa decisão”, afirmou.