Começou a edição 2012 do Festival Paredes de Coura.

Com muita chuva á mistura, a dar uma imagem woodstockiana deste festival, principalmente na zona de campismo e estacionamento, o dia 0 do festival até arrancou com sol durante o dia, com a habitual azáfama de festivaleiros a chegar, montar tendas e a ambientar-se ao espaço.

 A Trofa estava bem representada, a julgar pelo que encontramos ao deambular pela zona campismo.

 Quando caiu a noite e mais ou menos aquando do 1º concerto da noite, a chuva entrou em grande neste festival e prolongou-se pela noite e 2º dia a dentro.

 Nada que afaste os festivaleiros de curtir a ambiência do festival e a música que é o mote principal do evento.

 Assim o dia 0 concentrou-se no palco Vodafone FM, e às 9 da noite as hostilidades abriram com a Brass Wires Orchestra, banda Portuguesa que fez jus às suas vibrações folk , fez a festa e fez vibrar a multidão que se concentrou naquela espécie de tenda que se ergue á volta do palco Vodafone FM.

  Seguiram-se os também Portugueses Salto, a banda de Guilherme Tomé Ribeiro e Luis Montenegro, que se dedicaram a entreter o público com uma lufada de canções simples e “orelhudas” que fazem-nos entoar refrões  ao primeiro ouvido.

  Antes ainda da Meia-noite, foi a vez dos League, mais um projecto nacional a dar uma sonoridade mais electrónica á noite, provando em palco o interesse da MTV dos EUA nesta banda. Frescos e com muita garra, deram uma cor diferente á primeira noite do Festival.

 A fechar a noite de concertos do dia 0, o mais que consagrado B Fachada, que continua enérgico e eternamente debutante, fazendo do palco um laboratório de experiências sonoras que têm coloridos interessantes e que atraem naturalmente o público. Enigmático e genuíno como sempre, á falta de uma peça fundamental para uma música ( um capo de guitarra), fez tempo e  falava com o público quando apareceu um festivaleiro a entregar-lhe o dito capo, dando continuidade assim ao concerto, e dando uma informalidade no relacionamento músico/público que é reveladora da simplicidade de B Fachada. Um concerto á altura da grandeza do músico.

 Com a chuva a cair sem parar ainda houve tempo para o set de Quim Albergaria, DJ de serviço da noite e auto-intitulado “pior DJ do Mundo”.