Associação Recreativa de Paradela está a organizar a festa de S. Pedro. Presidente da direção quer manter festa, mas com algumas restrições orçamentais.

Tomou posse há menos de um mês, mas mesmo assim a nova direção da Associação Recreativa de Paradela decidiu manter viva a tradição e está a organizar o arraial de S. Pedro. “Começamos tarde, mas as coisas estão a decorrer a bom ritmo, apesar de algumas dificuldades. Com algum esforço, acho que vamos levar as festas a bom termo”, reconheceu Luís Ferreira, presidente da direção.

O responsável explicou que “as pessoas da aldeia colaboram dentro do que era habitual”, embora a associação tenha “alguns problemas” no que diz respeito ao apoio de patrocinadores, que, possivelmente, “foram criados pela anterior direção”. “São coisas que temos que limar com o tempo, mas de resto, dentro do possível está a correr bem”, reiterou.

Luís Ferreira garantiu que vão “tentar fazer o melhor possível”. A abertura oficial das festas está prevista para o final da tarde de sexta-feira, 1 de julho, com “a presença das entidades oficiais e dos principais patrocinadores”. À noite a animação está a cargo do “Cavaquinhos da Borga”.

Nos dias de festa, “haverá tasquinhas, com petiscos e bom vinho”. No sábado, o recinto abre às 12.30 horas para o almoço, com porco no espeto. Quem quiser juntar-se à festa deve fazer a sua reserva junto dos membros da direção. À noite, vai atuar o grupo musical Novas Tradições. “Tentámos arranjar grupos que não nos ficassem caros, até porque começamos a organizar as festas tarde”, reconheceu Luís Ferreira.

A ideia original de promover “as tasquinhas” era a angariação de fundos para a coletividade, no entanto com “a dimensão que a festa foi ganhando”, os gastos aumentaram e o lucro “era pouco”. Luís Ferreira quer que este objetivo volte a ser o motivo da realização das festas: “Estamos a contar que seja mesmo para angariar fundos”. “Atendendo à situação económica da associação, era importante que as pessoas participassem na festa e que nos apoiassem, porque é mesmo necessário conseguir fundos para cobrir certas despesas que nos foram deixadas e que temos de pagar”, alertou.

A grande diferença em relação às festas de anos anteriores é a ausência de espetáculos pirotécnicos no programa: “Fazer uma sessão de fogo de jardim era perigoso, já que a escola está em obras e depois, como começámos tarde, também não houve muito tempo para angariar fundos para o fogo, que fica muito caro numa festa destas”, explicou o presidente da direção.

Luís Ferreira espera que, na sexta-feira, “a adesão do público seja boa”. Já para a noite de sábado, o otimismo não é tão grande, uma vez que coincide com a abertura da ExpoTrofa.

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