Jantar da ASAS juntou cerca de 900 pessoas, na Trofa. Instituição mereceu largos elogios de responsáveis autárquicos.

“Há um lugar/ Onde tu podes sonhar/ Onde encontras a alegria / Para viver mais um dia”. Para muitos esse lugar é, facilmente, identificado. Pelo menos para as cerca de 900 pessoas que encheram os pavilhões da antiga Gabor, em Santiago de Bougado, para o jantar anual da ASAS (Associação de Solidariedade e Ação Social).

O excerto faz parte do hino da instituição, que mereceu a solidariedade daqueles que reconhecem a importância da ASAS nos concelhos da Trofa e de Santo Tirso.

Muitas são as palavras para descrever o porquê de a instituição receber apoio de benemeritos dos dois municípios. Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, considera que “só quem visita as crianças que são tão felizes na instituição, é que pode avaliar o trabalho que a ASAS faz”. “Está à vista de todos a atividade desenvolvida, ao nível de acolhimento como o apoio domiciliário, sempre feitos com muito carinho e amor e isto é fundamental para a vida das crianças e dos idosos”, sublinhou.

Já a vereadora da Ação Social da autarquia de Santo Tirso, Júlia Godinho destaca “o saber crer, saber querer e saber fazer” da ASAS: “Há um trabalho muito grande que é feito todos os dias, a todas as horas. É um trabalho árduo, mas, também motivador”.

E para dar mais brilho a uma noite como esta, o conhecido artista Fernando Pereira aceitou o convite da ASAS para entreter os convidados. O presidente da instituição, José Pinto, estava satisfeito com a adesão ao jantar, reconhecendo que “todos os anos, este jantar tem uma recetividade muito grande das comunidades da Trofa e de Santo Tirso”. “A ASAS, até nisto, é diferente, porque consegue juntar dois povos irmãos”, afirmou.

A instituição tem três centros de acolhimento, para crianças dos zero aos 18 anos. Também dá apoio aos mais idosos, com o Centro Comunitário sediado na Trofa. “A ASAS é uma instituição aberta e é bom que a comunidade a conheça. As crianças chegam de várias situações, como abandono e maus tratos, e nunca souberam o que era carinho ou amor, mas encontram na ASAS essa almofada que lhes faltava”, frisou.

Para além do trabalho “dos funcionários”, José Pinto destacou ainda a solidariedade dos “mecenas”, que “abraçaram o projeto e dão um apoio muito gratificante”. “Trabalhar com crianças obriga não só à prevenção, mas também a um acompanhamento muito assíduo e de muita responsabilidade, com técnicos extremamente especializados”, explicou.

Com a persistência da crise, são cada vez mais as famílias desestruturadas que precisam de apoio. “Com a falta de emprego, as famílias têm muito mais dificuldades e por consequência há o abandono dos filhos e no futuro estamos à espera de problemas muito mais delicados”, frisou.

Com a mudança do panorama político no País, José Pinto espera que agora o projeto que a ASAS tem para a Trofa, a “Autonomia” – casa de apoio a jovens com mais de 18 anos -, prossiga a bom ritmo. “O projeto estava em bom andamento, mas atendendo à mudança da situação política, as verbas ficaram praticamente paradas. Esperamos que este novo governo abra as portas, porque falta a Segurança Social dizer qual o acordo que nos vai ceder”, destacou.

Durante a cerimónia, José Pinto fez saber que “esta será a última intervenção como presidente da ASAS”, pelo que será substituído na próxima direção que tomará posse, para meados de outubro.

O jantar anual da ASAS vai agora ser intercalado entre a Trofa e Santo Tirso.

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