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Ano 2008

PARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA.

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Decorreram cinco anos no passado mês de Março que as forças de ocupação bombardearam e ocuparam ilegalmente o Iraque. Os EUA, com armas interditas e não convencionais, desde o urânio empobrecido às armas de fragmentação, invenções da industria de morte e devastação, numa execução malvada e ignóbil, responsável por mais de um milhão de mortos, cinco milhões de exilados e deslocados, perpetraram inúmeros crimes contra a Humanidade.

   A posterior aplicação da tortura e outras atrocidades, os assassinatos selectivos, a carnificina de populações civis, o recurso a prisões ocultas, os julgamentos sumários com condenações à morte e os aprisionados sem direitos em Guantánamo, consubstanciam sucessivas e profundas violações dos direitos humanos. « Centenas de pessoas são mortas mensalmente na violência omnipresente, enquanto um número incalculável de vidas são ameaçadas todos os dias pela pobreza, cortes de electricidade e de abastecimento de água, falta de alimentos e de remédios, e pela crescente violência contra mulheres e jovens raparigas», lê-se no último relatório da Amnistia Internacional sobre o Iraque com o elucidativo título « Carnificina e desespero, o Iraque cinco anos depois». Segundo o mesmo relatório, três em quatro iraquianos ainda não tem acesso seguro a água potável e um terço da população necessita de ajuda urgente para sobreviver. Metade da população activa está desempregada e cerca de 40% vive com menos de um dólar por dia. No diagnóstico, concordante com os dados difundidos pelas agências da ONU e outras instituições independentes, acresce a subnutrição infantil, que aumentou substancialmente desde a ocupação e a cólera que atinge metade das 18 províncias do país. Todos estes horrendos e sórdidos crimes da imperial politica norte-americana que tentam ceifar um povo e desestabilizaram, cindiram e desmembraram um estado soberano colocam Saddam Hussein num pedestal e apenas são comparáveis com a barbárie nazi. Pode-se afirmar que o Iraque e o seu povo estão hoje bem pior do que no tempo de Saddam. Depois, pergunta-se como Jorge de Sena no seu poema " Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya" : «…Quem ressuscita esses milhões, quem restitui / não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado? / Nenhum juízo final, meus filhos, pode dar-lhes / aquele instante que não viveram, aquele objecto / que não fruíram, aquele gesto / de amor, que fariam "amanhã"…».

A ocupação baseou-se em justificativos falsos e motivos verdadeiros, e teve responsáveis, com rosto. De facto, no Iraque não existiam armas de destruição massiva, apesar de Barroso e Portas, aldrabando descaradamente, terem assegurado a existência dessas armas. Ao contrário, as ditas "provas" sobre as alegadas armas, é que foram forjadas. Não existia qualquer ligação entre o Iraque e a Al-Qaeda, como foi confirmado recentemente num relatório do Pentágono que a administração Bush tentou, sem sucesso, esconder do povo norte-americano e do mundo. Assim o nefasto crime sustentou-se em duas mentiras. Tudo com o apoio do governo português de então chefiado por Barroso e Portas. Nem sempre uma mentira muitas vezes repetida passa a ser verdade. O autêntico móbil e a real causa desta atitude perversa: o domínio do imperialismo americano na região do médio oriente e, claro está, o petróleo. A guerra pagamo-la nós todos com os nossos impostos, mas o "tesouro" fica nas mãos de meia dúzia. Nas mãos sujas dos fabricantes de armamento e de bombas, nas petrolíferas norte-americanas que, reparem no paradoxo, exportam mais de dois milhões de barris de petróleo por dia enquanto o Iraque importa petróleo. A tudo isto não se encontra alheia a União Europeia que recentemente aprovou uma resolução baseada num relatório apresentado pela deputada do PS Ana Gomes que ao patrocinar o crescimento do envolvimento da União Europeia no Iraque, ambiciona eternizar a ocupação e repartir o saque.

            A resistência à brutal ocupação e a recuperação da soberania, da independência e da liberdade são direitos legítimos e sagrados do povo iraquiano e não podem ser confundidos com terrorismo. A história demonstra que por fim a justiça, a liberdade e a luta do povo, vencerão. E povo iraquiano luta, resiste e…vencerá.

            Mas os crimes têm culpados. Sabemos que a justiça funciona mal. Há uma justiça para ricos e outra para pobres, uma justiça para os poderosos e uma justiça para os fracos. Mas no banco dos arguidos estão os autores e mandantes da guerra : Bush, Blair, Aznar, Barroso, e mais alguns ajudantes como Dick Cheney e Portas. O Povo Iraquiano acusa, os povos do mundo inteiro argúem. Os mortos incriminam. Os que ainda vão morrer amanhã exprobram. Para quando então o julgamento em Tribunal Penal Internacional?  PARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA…

 

                                                                        Atanagildo Lobo.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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