Ano 2008
PARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA.
Decorreram cinco anos no passado mês de Março que as forças de ocupação bombardearam e ocuparam ilegalmente o Iraque. Os EUA, com armas interditas e não convencionais, desde o urânio empobrecido às armas de fragmentação, invenções da industria de morte e devastação, numa execução malvada e ignóbil, responsável por mais de um milhão de mortos, cinco milhões de exilados e deslocados, perpetraram inúmeros crimes contra a Humanidade.

A ocupação baseou-se em justificativos falsos e motivos verdadeiros, e teve responsáveis, com rosto. De facto, no Iraque não existiam armas de destruição massiva, apesar de Barroso e Portas, aldrabando descaradamente, terem assegurado a existência dessas armas. Ao contrário, as ditas "provas" sobre as alegadas armas, é que foram forjadas. Não existia qualquer ligação entre o Iraque e a Al-Qaeda, como foi confirmado recentemente num relatório do Pentágono que a administração Bush tentou, sem sucesso, esconder do povo norte-americano e do mundo. Assim o nefasto crime sustentou-se em duas mentiras. Tudo com o apoio do governo português de então chefiado por Barroso e Portas. Nem sempre uma mentira muitas vezes repetida passa a ser verdade. O autêntico móbil e a real causa desta atitude perversa: o domínio do imperialismo americano na região do médio oriente e, claro está, o petróleo. A guerra pagamo-la nós todos com os nossos impostos, mas o "tesouro" fica nas mãos de meia dúzia. Nas mãos sujas dos fabricantes de armamento e de bombas, nas petrolíferas norte-americanas que, reparem no paradoxo, exportam mais de dois milhões de barris de petróleo por dia enquanto o Iraque importa petróleo. A tudo isto não se encontra alheia a União Europeia que recentemente aprovou uma resolução baseada num relatório apresentado pela deputada do PS Ana Gomes que ao patrocinar o crescimento do envolvimento da União Europeia no Iraque, ambiciona eternizar a ocupação e repartir o saque.
A resistência à brutal ocupação e a recuperação da soberania, da independência e da liberdade são direitos legítimos e sagrados do povo iraquiano e não podem ser confundidos com terrorismo. A história demonstra que por fim a justiça, a liberdade e a luta do povo, vencerão. E povo iraquiano luta, resiste e…vencerá.
Mas os crimes têm culpados. Sabemos que a justiça funciona mal. Há uma justiça para ricos e outra para pobres, uma justiça para os poderosos e uma justiça para os fracos. Mas no banco dos arguidos estão os autores e mandantes da guerra : Bush, Blair, Aznar, Barroso, e mais alguns ajudantes como Dick Cheney e Portas. O Povo Iraquiano acusa, os povos do mundo inteiro argúem. Os mortos incriminam. Os que ainda vão morrer amanhã exprobram. Para quando então o julgamento em Tribunal Penal Internacional? PARA QUE SE FAÇA JUSTIÇA…
Atanagildo Lobo.



