“As escolhas dos filhos e o papel dos pais” estiveram em debate na Escola Secundária da Trofa. Adesão não foi a esperada, mas mesmo assim superou a dos anos anteriores, com mais do triplo dos pais, explicou Paulo Ferreira, Presidente da Associação de Pais do estabelecimento.

 A ideia não é nova, mas pretende ganhar cada vez mais expressão. A Escola Secundária da Trofa promoveu mais uma palestra sobre o futuro dos alunos que concluem o 9º ano de escolaridade, valorizando o papel dos pais no processo de escolha do futuro dos jovens. A afluência “não foi a idealizada”, mas mesmo assim, Paulo Ferreira, Presidente da Direcção da Associação de Pais da Escola Secundária da Trofa, garantiu que, comparativamente aos anos anteriores, o número de pais presentes “triplicou”.

Esta iniciativa faz parte do plano de actividades da escola e, segundo Paulo Ferreira, a Associação de Pais “sente que ainda existem algumas dificuldades por parte dos alunos e dos pais em decidir o melhor caminho a seguir no percurso académico”.

“Este tipo de acção serve para retirar dúvidas que possam surgir, ao mesmo tempo que sugere as melhores soluções em todas as áreas de ensino”, explicou.

A palestra teve como oradora convidada a psicóloga Teresa Jesus, da Universidade Católica do Porto, que abordou “as escolhas dos filhos e o papel dos pais” nessas escolhas. A oradora acredita que os pais têm “um papel fundamental” no acompanhamento desta fase de mudança na vida dos jovens”.

Fernanda Ferraz, psicóloga da Escola, e Fátima Maia, do Grupo de Orientação Vocacional, apresentaram as ofertas educativas da Escola Secundária da Trofa.

O estabelecimento apresenta duas grandes opções à saída do ensino básico. A primeira está ligada aos Cursos de Ciências e Tecnologias e Científico-humanísticos, “para os alunos que realmente pretendam seguir estudos até ao Ensino Superior”, explicou Graça Oliveira, sub-directora da Escola. A par dos cursos do regime geral, funcionam na Escola Secundária vários cursos profissionais, que mesmo “afunilando as opções”, são “destinados aos jovens que pretendam ingressar no mercado de trabalho depois de concluído o 12º ano, mas que podem também prosseguir os estudos para a universidade”, garantiu. A palestra serviu também para desmistificar esta questão, já que os pais que estiveram presentes ficaram a compreender que mesmo um curso profissional não invalida que os alunos sigam, depois, um percurso académico para um nível superior.

A sub-directora frisou que “a escola está ciente de que uma oferta formativa diversificada e de qualidade é meio caminho andado para o sucesso educativo dos alunos”. Atendendo à “importância das decisões tomadas no 9º ano” para o futuro educativo dos alunos, “estas iniciativas revestem-se de “um carácter fundamental”, defendeu a professora.