Em 30 anos, é o primeiro capelão militar da diocese do Porto. Depois de concluir o curso de formação, o pároco de S. Mamede do Coronado e S. Romão do Coronado, Micael Silva, vai desempenhar funções junto das forças armadas e de segurança “em três unidades do Grande Porto”, num universo de cerca de 400 militares, a quem vai prestar “assistência religiosa”. Para o padre, é como assumir “uma nova paróquia”, à qual vai ter de ajustar com as funções assumidas nas paróquias do Coronado, desde o verão passado.

“A figura do capelão é como o pároco para os militares, muitos deles deslocados da zona de residência e sem possibilidades de se deslocarem com frequência aos espaços religiosos. Normalmente, o batizado, o crisma e o casamento destas pessoas passam pelo capelão militar”, explicou ao NT o sacerdote, que para assumir esta função teve de cumprir alguns procedimentos normais da vida militar, como testes físicos e psicotécnicos.

Sendo uma escolha pessoal do próprio bispo do Porto, D. Manuel Linda, o presbítero não esconde o peso da “responsabilidade” para “fazer jus” às expectativas do superior, mas também a felicidade por ver “reconhecido o trabalho realizado até agora”.

O curso de formação de capelães militares foi encerrado a 17 de março, numa cerimónia presidida pelo comandante da Academia Militar, Major-General Luís António Morgado Baptista, acompanhado pelo Bispo das Forças Armadas e das Forças de Segurança, D. Rui Valério.