José Pinto Oliveira, antigo autarca que inaugurou edifício, em 1961, recordou momento histórico.

Corria o dia 11 de junho de 1961 quando, em Vila Nova de Famalicão, se inaugurou, pelas 16 horas, o edifício dos Paços do Concelho. Volvidos 50 anos, os famalicenses reviveram este momento histórico com pompa e circunstância. Várias dezenas de famalicenses reuniram-se na Praça Álvaro Marques para recordar um dos acontecimentos mais marcantes da história do concelho.

Tal como há meio século, foram as fanfarras dos bombeiros voluntários e a Banda de Música de Famalicão que deram início às festividades. O presidente da Câmara Municipal que inaugurou esta construção, José Pinto Oliveira (1958-1964), esteve presente, tal como José Mário Machado Ruivo, vereador do executivo municipal em 1961, e o atual presidente da autarquia famalicense, Armindo Costa, entre outras personalidades da vida política famalicense.

Visivelmente feliz e emocionado com a cerimónia, José Pinto de Oliveira recordou que o edifício, projetado pelo arquiteto Januário Godinho, custou perto de oito mil contos: “Era muito dinheiro. Na altura, pedimos um empréstimo, que cumprimos rigorosamente”, salientou. Pinto de Oliveira manifestou-se ainda surpreendido com o desenvolvimento do concelho: “Famalicão tem progredido imenso”.

Num discurso sentido e repleto de história, Armindo Costa disse que a inauguração do ex-líbris de Famalicão “foi, sem dúvida, um dos momentos mais marcantes e felizes da história recente de Vila Nova de Famalicão”. O autarca acrescentou: “Passados 50 anos, revivemos esse acontecimento memorável, com orgulho e dignidade”.

No átrio deste edifício decorrerá, até 30 de outubro de 2011, uma exposição onde estão retratados os fatos históricos que deram origem à criação do edifício. A mostra intitulada “Percursos (1835-1961)” aborda vários temas desde a formação do concelho (1835-1841), à construção do primeiro edifício da autoria de Frederico Pimentel (1872-1882), o incêndio dos antigos Paços do Concelho (1952), o projeto do arquiteto Januário Godinho e, por último, a inauguração em 1961.“A exposição retrata uma época de ouro na vida do nosso concelho. Os vários documentos, os recortes de imprensa, as imagens e as fotografias expostas têm o poder de despertar em nós o orgulho de sermos famalicenses”, referiu. E acrescentou: “Ao ver aquelas imagens tão familiares para alguns de nós, sobretudo para os mais velhos, somos transportados para um tempo que, apesar de longínquo, nos parece muito próximo.”

No final das comemorações, houve ainda tempo de apresentar “Januário Godinho, um arquitecto ímpar no seu tempo”, pela professora da Escola Superior Artística do Porto, Fátima Sales.

 

João Martins

 

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