As campanhas eleitorais são “ricas” em promessas dos vários partidos e candidatos que concorrem. Nas últimas legislativas não foi diferente.

Dos quatro partidos com organização e implantação na Trofa – PCP, CDS, PSD e PS – todos disseram defender a construção do Metro para a Trofa. Todos manifestaram preocupação com o desemprego. Todos afirmaram preocupações com a crise económica e social que afeta o país, a região e o concelho.

As eleições foram há um mês, mas será que aqueles partidos mantêm a mesma palavra, a mesma preocupação e o empenho que juravam ter?

Cada um falará por si, mas no que ao PCP diz respeito (e a mim enquanto candidato da CDU nas últimas eleições legislativas) a palavra dada na campanha eleitoral é para cumprir!

Prova disso é a apresentação de um pacote de iniciativas na Assembleia da República relativas ao distrito, das quais destaco duas.

A primeira iniciativa que destaco é o Projeto de Resolução que “Cria no distrito do Porto um plano de combate à precariedade e promoção de emprego com direitos”. Pretende-se o envolvimento do Governo e das entidades representativas dos trabalhadores e do patronato, num compromisso para acabar com os falsos recibos verdes e converter os contratos precários em contrato de trabalho efetivo. O projeto propõe ainda medidas no plano da fiscalização e da monitorização do cumprimento dos objetivos a assumir.

A outra medida visa a “Alteração do modelo de financiamento do Metro do Porto, possibilitando o avanço da segunda fase, com a integração da linha da Trofa”.

É a oportunidade política e financeira para acabar com esta promessa com mais de uma década. Oportunidade política porque recoloca a linha da Trofa na prioridade merecida. Oportunidade financeira porque, permite encontrar solução no plano do financiamento (incluindo dos fundos comunitários) e corrigir o desastroso modelo de financiamento da construção da rede do Metro do Porto que é, desde a sua génese, insustentável, concebido de forma a provocar, a médio prazo, a falência da empresa, impossibilitando o seu desenvolvimento e comprometendo a concretização integral do alargamento previsto para a sua rede metropolitana, visando, em última instância, a privatização da empresa e o aumento insustentável do respetivo tarifário.

Como é público, apesar do reforço do grupo parlamentar do PCP, não temos maioria na Assembleia da República. Assim, a aprovação destas propostas depende do PS, do PSD e do CDS.

Será que esses partidos farão na Assembleia da República aquilo que prometeram na campanha eleitoral?

Da parte do PCP, podemos afirmar que já estamos a cumprir com os compromissos assumidos com os trofenses!

Jaime Toga

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