O Trofense promoveu uma gala na Quinta d’Alegria, em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão, para os atletas das camadas jovens.

A época terminou, mas o futebol parece não sair do pensamento destes jovens. Por toda a dedicação que demonstraram a envergar a camisola do Clube Desportivo Trofense, os responsáveis pelo departamento de formação promoveram um jantar-convívio com os pequenos craques e familiares.

Foram 500 as pessoas que estiveram na Quinta d’Alegria para homenagear os atletas de todos os escalões de formação. No entanto, Manuel Wilson, vice-presidente do clube, gostaria de “ver o dobro das pessoas”, que não foi possível pelo facto de a gala ter sido preparada com um timing apertado. “Também percebemos que a adesão não foi fácil, porque por muito barato que seja, a crise afeta a todos e há pessoas que entendem que não é oportuno dispender desta verba”, explicou.

Esta foi a “pequena desilusão” do responsável que mesmo assim viu um salão cheio de atletas da formação e familiares.

A iniciativa ficou ainda marcada pelo anúncio de Manuel Wilson que coloca um ponto final na sua ligação com o projeto do departamento de formação que começou há cinco anos: “Nunca escondi que se o presidente Rui Silva saísse eu estaria solidário com ele e saía também”.

Já com sentimentos de “nostalgia” e “tristeza”, Manuel Wilson fez um balanço “excelente” do trabalho feito nas camadas jovens do emblema trofense. “Começamos com 130 atletas e neste momento contamos com cerca de 400. Criámos os polos no Muro, S. Mamede e S. Romão do Coronado, já para não falar das condições que temos no complexo, atualmente”, frisou.

A evolução que o departamento de formação sofreu nos últimos é visível “com o interesse dos grandes clubes nos treinadores”. “Eu sou capaz de ser a pessoa que menos falta faz, mas a estrutura que temos é liderada por uma pessoa de uma competência ímpar, que é o doutor Jorge Maia”, acrescentou.

Manuel Wilson também quis deixar uma palavra àqueles que criticam a direção: “Há pessoas que só arranjam críticas construtivas, são mal-intencionadas e só querem destruir todo este trabalho. Acho que é uma injustiça e uma falta de caráter o que dizem sobre o nosso presidente. O clube tem 80 anos, mas nestes últimos cinco, com Rui Silva, a história foi muito linda e teve acontecimentos impensáveis, como a primeira divisão”.

Na gala, todos os atletas mereceram uma medalha e um diploma por envergarem a camisola do clube e os flashes constantes das máquinas fotográficas dos familiares eternizaram o momento de fama dos pequenos craques.

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