quant
Fique ligado
cartaz-muro cartaz-muro

Ano 2011

“Os que ignoram a Trofa no caso Metro, a Trofa ignora-os em eleições”

Publicado

em

População do Muro pretende não votar nas presidenciais a 23 de Janeiro. Foi colocado um cartaz junto à Igreja do Muro, onde está patente o descontentamento dos trofenses.

“O Muro está farto de ser enganado”, dizia Joaquim Nogueira à porta do café da Estação na mesma freguesia. A situação já se arrasta “há oito anos”, avançou Abel Araújo, que recorda as promessas dos governantes em relação à vinda do metro para o concelho. “É-nos feita a promessa de que na primeira fase somos beneficiados com o projecto do Metro, que entretanto é adiado para uma segunda fase e, posteriormente, vai para as calendas, eu penso que ninguém pode ficar indiferente perante uma injustiça destas”, frisou.

Por todas estas razões, a população do Muro decidiu passar das palavras aos actos e a 23 de Janeiro,  data marcada para as eleições presidenciais, não vai votar, como forma de protesto. Esta quarta-feira foi colocado um cartaz, cuja autoria se desconhece, junto à Igreja do Muro, que dá a conhecer o descontentamento não só dos murenses, mas também dos trofenses: “Os que ignoram a Trofa no caso Metro, a Trofa ignora-os em eleições”.

“Todas as pessoas do Muro estão a pensar em não votar”, avançou Joaquim Nogueira que se tivesse oportunidade de falar com o primeiro-ministro, diria: “Deixem de mentir, o Muro está farto de ser enganado e chegou a altura de nós também dizermos basta”.

“O Metro faz-nos muita falta”, garantiu Abel Araújo, que também não está de acordo com a acção das forças políticas que, segundo o murense, tem sido “praticamente nula”. Mas Pedro Fontes foi mais longe e explicou que “há inúmeras pessoas que não têm carro e que querem deslocar-se e é extremamente difícil”.

Num café repleto de pessoas, nenhum se mostrou contra esta tomada de decisão e Joaquim Nogueira, que foi convidado para fazer parte das mesas de voto, também decidiu não aceitar “em sinal de protesto”. “Este é um boicote pacífico”, concluiu.

Publicidade

 

“As pessoas têm direito à indignação”

Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, tem conhecimento deste sentimento de revolta da população da freguesia que comanda e concorda com este tipo de “protesto ordeiro”. “Se o povo não vai votar acho muito bem. É um dever cívico ir votar, mas as pessoas também têm direito à indignação”, justificou.

Considerada uma “decisão acertada” pelo presidente da Junta, terá sido também o que pensaram os partidos políticos com assento na Assembleia de Freguesia do Muro, que não apresentaram nenhum nome para as mesas de voto no dia 23 de Janeiro. “Esta é também uma forma de protesto”, frisou o autarca. “No dia, às 8 horas, tenho de abrir as portas, se não estiver lá ninguém não há condições para se realizar a votação”, concluiu.

Joana Lima, presidente da Câmara Municipal da Trofa, garantiu não ter conhecimento “de nada em relação ao boicote”. “A Câmara Municipal, responsável pelo acto eleitoral, indicou os nomes para constituir as assembleias e as secções de voto”, explicou. A edil trofense voltou a confirmar o apoio do executivo aos murenses, mas não concorda com esta forma de luta: “Boicote acho que é um bocadinho forte para a população do Muro, tenho a certeza de que estão de boa-fé, connosco na defesa do interesse do Metro para a Trofa”. “Não recrimino desde que eles façam as coisas de uma forma pacífica e com muita responsabilidade”, reiterou.

 

Publicidade

Partidos estão “solidários” com os murenses

O PSD da Trofa “não concorda com o boicote” às eleições presidenciais. Sérgio Humberto, presidente da Comissão Política Concelhia (CPC) considera que “há diferentes formas de intervenção”, como “votar e demonstrar o seu desagrado”. No entanto, defende que a pretensão dos murenses “é legítima” e que “está do lado deles e de todas as freguesias do concelho”.

Da mesma opinião partilham os membros do PCP do concelho, apesar de estarem ao lado desta luta. Por isso, Paulo Queirós, membro da comissão, adiantou ao NT que preparam já a visita do deputado do partido na Assembleia da República, Honório Novo à Trofa, no sábado, às 10.30 horas, junto à antiga estação da CP da Trofa. Em seguida, os comunistas estarão na desactivada Estação do Muro.

Já o CDS-PP “compreende e está solidário com a população do Muro”, adiantou Renato Pinto Ribeiro, presidente da CPC. “Consideramos que é um direito que lhes assiste sendo a forma que entenderam para demonstrar o seu descontentamento”.

 

Deputado do CDS-PP leva assunto do Metro ao Parlamento

João Almeida, deputado do CDS-PP, levou o assunto do Metro até à Trofa ao Parlamento, em meados de Dezembro, para afirmar que o distrito do Porto “é um caso paradigmático de promessas incumpridas”.

Publicidade

O deputado referiu que, relativamente ao Metro, o Governo “prometeu tudo aquilo que veio a incumprir imediatamente a seguir”. “Ou seja, fez na Trofa o que faz no país, prometer e não cumprir e deixar as pessoas pior do que estavam, porque ao estar com o comboio, mesmo que não fosse o transporte ideal, era certamente melhor do que retirar a linha de comboio sem pôr a linha do Metro, deixando a população completamente pendurada”, atestou.

A 15 de Setembro de 2010, na sequência de uma visita à Trofa, deputados do PSD enviaram um requerimento ao Governo, no qual questionavam sobre o ponto de situação do processo do Metro até à Trofa.

Em Dezembro de 2010 também Honório Novo questionou o Governo sobre as implicações da decisão de cancelamento da linha do Metro para a Trofa.

Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

Publicado

em

Por

A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

Publicidade

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

{fcomment}

(mais…)

Continuar a ler...

Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

Publicado

em

Por

O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

{fcomment}

Publicidade
Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);