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Edição 484

Organização lamenta pouca participação na Feira da Saúde em S. Mamede

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O Centro Social e Paroquial de S. Mamede do Coronado promoveu a segunda edição da Feira da Saúde. Ao longo do dia de domingo, o espaço foi um autêntico posto de emergência e segurança, tal a quantidade de meios que estiveram envolvidos na iniciativa: Bombeiros Voluntários da Trofa, INEM, Cruz Vermelha de Vilar e de Ribeirão, Guarda Nacional Republicana e Polícia Municipal. Segundo Andreia Silva, da organização, a ideia foi “conjugar a saúde com a educação para a segurança”. Também marcaram presença algumas empresas que trabalham com o Centro Social, assim como a parceira Junta de Freguesia do Coronado.

Os participantes tinham à disposição um sem número de rastreios – visual, pressão arterial –, demonstração do suporte básico de vida, reiki e exposição de material ortopédico.

A tarde foi ocupada, em grande parte, por um simulacro, que envolveu diversos meios dos Bombeiros Voluntários da Trofa, da GNR – que mobilizou uma equipa cinotécnica -, e da Polícia Municipal.

Andreia Silva lamentou apenas a falta de participação da população: “Este tipo de iniciativas é sempre muito importante. É pena não haver a adesão que gostaríamos que houvesse, penso que as pessoas ainda não estão sensibilizadas para a questão da saúde. Só pensamos nela quando não está de acordo com os parâmetros normais”.

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Edição 484

Vicentinos de Bougado ocupam tempos livres de 80 crianças

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Brincar, aprendendo. Este foi o lema das Atividades de Tempos Livres (ATL) gratuitas que a Conferência S. Vicente de Paulo de Santiago de Bougado promoveu para cerca de oito dezenas de crianças, na Escola Básica da Lagoa.

Graças a um projeto financiado pela Fundação Rotária Portuguesa, e ao “apoio dos vicentinos de S. Martinho de Bougado, Rotary Club da Trofa, da Câmara Municipal e da empresa Odlo”, a Conferência Vicentina de Santiago conseguiu proporcionar umas “férias diferentes” às crianças participantes. “A ideia de fazer o ATL surgiu quando visitei algumas famílias, em Bougado, e reparei que quando os pais iam trabalhar, os filhos ou ficavam a brincar na rua com outros miúdos ou então não tinham para onde ir. então achei que era interessante criar um ATL com todos os miúdos, cujos pais não tinham a ideia de os colocar nalgum sítio”, explicou o presidente da conferência vicentina, Júlio Paiva.

Durante cerca de um mês, as crianças ocuparam os tempos livres com atividades lúdicas e desportivas, entre as quais não ficaram de fora as ações de sensibilização sobre higiene oral e alimentação. Devido às idades dispersas, foram criadas turmas para que os professores atuassem de acordo com o grau de conhecimento das crianças.

“O objetivo era fazer com que as crianças conjugassem as férias com a disciplina e o rigor”, salientou. Depois de perceberem a mecânica do ATL, os alunos integraram-se no grupo e mostraram-se “contentes” quando chegavam a casa, “contando as atividades que fizeram”.

Face ao sucesso da primeira experiência, Júlio Paiva quer repetir o feito no próximo ano e alargá-lo, no entanto “são necessários apoios”. “Teremos de procurar ajuda junto de outras entidades. Há pais que nos pediram que estavam dispostos a pagar alguma coisa para ter os filhos neste ATL. Vamos ver a possibilidade de o realizar nesses moldes, mantendo o apoio àqueles que não têm possibilidade de pagar”, concluiu.

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Nasceu o CineClube da Trofa

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CineClube da Trofa foi apresentado na noite de sexta-feira, no auditório da AEBA. Associação quer reavivar a tradição do cinema ao concelho.

No auditório que durante muitos anos foi sala de cinema, foi apresentada uma associação que pretende devolver o gosto pela sétima arte aos trofenses. Dá pelo nome de CineClube da Trofa e era um sonho antigo de Joaquim da Costa Azevedo, cinéfilo e impulsionador do cinema no concelho. Quem nunca ouviu falar da ApoloCine, empresa de cinema ambulante que, desde há muitos anos, leva as películas de 35 milímetros por todo o país, principalmente a locais mais recônditos.

Para que a tradição na Trofa acordasse de um sono profundo, Joaquim Azevedo, filho do projecionista, decidiu pôr mãos à obra e levantar o projeto do pai. “Contra muita gente”, afirmou, o CineClube da Trofa foi apresentado e dele os trofenses podem esperar “cinema de qualidade”.

O plano de atividades da associação sem fins lucrativos estará recheado de “ciclos, festivais e concursos de curtas-metragens”. Joaquim Azevedo explicou que já há protocolos assinados com o ISLA (Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia), de Vila Nova de Gaia, com a Fundação Gil, para intercâmbio de atividades, e com a AEBA (Associação Emrpesarial do Baixo Ave), para a cedência do espaço. Em cima da mesa está ainda a possibilidade de o CineClube da Trofa acertar uma parceria com o CineClube de Avanca, para fazer parte integrante do festival internacional.

Joaquim Azevedo lamentou a “falta de apoios públicos” para o arranque do projeto. A Junta de Freguesia de Bougado “não respondeu em tempo útil se cediam o espaço do auditório da antiga Junta de Santiago”, enquanto da parte da autarquia o pedido para “cooperação a nível logístico” foi declinado porque “este ano todos os apoios estão concedidos”. “Para o ano vamos ver”, projetou.

Para outubro, o CineClube da Trofa estava a preparar “um ciclo de cinema dedicado aos grandes autores portugueses, cujos livros deram filme”. “Infelizmente, não sei se por coincidência, foi agora anunciado pela Câmara um festival internacional de cinema e literatura. É um pouco diferente, porque inclui autores internacionais e é festival, ou seja, atribuem prémios, mas é pena coincidir na mesma data”, desabafou.

Ainda em fase de negociação está a presença de Joaquim d’Almeida e Maria de Medeiros, no ciclo de cinema agendado para novembro. No último mês do ano, as crianças estarão em destaque com um ciclo de filmes infantis.

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A atividade do CineClube vai passar ainda por divulgar a cultura cinematográfica a diversos pontos do território trofenses, com a projeção de filmes “ao ar livre” no parque da cidade e nas freguesias.

No seio de uma comunidade desligada das atividades culturais, e confirmada pela pouca adesão à sessão de apresentação do clube, Joaquim Azevedo aponta para “30” o número mínimo de sócios que satisfaça o clube.

Na apresentação, foi mostrada uma retrospetiva do cinema desde o primeiro filme, dos irmãos Lumiere, até à atualidade. Foi ainda feita uma homenagem a Joaquim da Costa Azevedo e, depois, projetado o filme francês, premiado nos César Awards 2014, “Gravidez de Alto Risco”.

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