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Ano 2011

Orçamento de Estado para 2012

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O Estado é pessoa de bem?

Se alguma característica pode atribuir-se a este governo é a falta de bom senso e uma atitude de extrema subserviência às entidades internacionais que nos emprestaram dinheiro, a ponto de procurar ir muito mais longe do que nos foi exigido pelos financiadores.

Há 10 anos que os portugueses vêem a sua situação económica a degradar-se, encontrando-se quase no limite da sua capacidade para “apertar o cinto” e vêem agora este governo a agravar a carga fiscal muito para além do limite do razoável e do que aconselharia o bom senso.

Com a euforia de quem ganhou as eleições, e com a mal disfarçada arrogância dos vencedores, olhou apenas a números, alheou-se por completo dos dramas que se vivem na sociedade portuguesa, e aumentou os impostos, com a brutalidade de quem não tem a menor sensibilidade social, tentando implantar em Portugal o neoliberalismo que já deu provas de não ser justo nem promover o desenvolvimento económico e social.

O funcionalismo público foi eleito “inimigo público”, sendo privado dos subsídios de férias e de Natal.~

O governo não devia esquecer que os funcionários públicos nunca legislaram nem tiveram o poder de decisão sobre os seus salários. E, se os seus salários são, em média, mais elevados, não devemos esquecer-nos que têm um nível de habilitações, também em média, mais elevado, se atendermos às suas profissões e habilitações exigidas (médicos, enfermeiros, professores, etc.).

Os reformados não podem fazer greve e são um alvo fácil, agora que, quem ganha 1000 euros foi promovida a rico.

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Parece haver indícios de atitude demagógica de dividir os portugueses, virando-os uns contra os outros: os maus, os funcionários públicos, dum lado, que são os ricos, e os outros, doutro lado.

A verdade é que são todos portugueses e a igualização, se é que é do que se trata, não devia ser nivelada por baixo. Ao fim e ao cabo, estão a cavar um fosso muito maior entre os que têm muito dinheiro e os outros, que não têm, e que foram agora atingidos violentamente.

A equidade fiscal, para este governo, é coisa que não existe nem faz parte das suas preocupações.

E, afinal, a crise não vai ser resolvida com esta carga brutal. Pelo contrário, vai provocar uma recessão acelerada, abrindo caminha a mais insolvências, mais desemprego e mais pobreza.

Os sacrifícios não são equilibradamente distribuídos. É mais fácil criar impostos e retirar o dinheiro a quem precisa dele.

Já acontece que, pessoas que foram sempre cumpridoras, estão em falta com os bancos, sendo-lhes penhorados os bens que lhes custou muitos anos de trabalho. Isso vai agravar-se porque o Estado altera as regras do jogo, a meio desse mesmo jogo, impedindo as pessoas de cumprirem os seus compromissos.

E o Estado não corta onde devia. O Estado devia cortar nos desperdícios, que continuam. Mas, cortar nos desperdícios, dá mais trabalho e é mais fácil ir ao bolso do contribuinte sacar-lhe o dinheiro que lhe faz falta.

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Ao mesmo tempo, o governo promove reprivatizações ao desbarato, esquecendo, ou fazendo por isso, que os grupos económicos nacionais não estão em condições de concorrer porque os bancos não financiam. Assim, vai tudo para os estrangeiros que, todos os anos transferirão os lucros para os países deles.

Não parece que este governo vá ter vida longa.

Afonso Paixão

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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