A "falta de obras de projecção", o início da construção da capela mortuária e a ilegalidade do transporte colectivo de crianças foram os temas que estiveram em debate na Assembleia de Freguesia de Guidões, que decorreu na passada quarta-feira.

   No inicio de mais uma Assembleia de Freguesia de Guidões, notou-se a ausência do presidente da Junta, Bernardino Maia, substituído pelo secretário do executivo, Francisco Maia Castro, que tentou responder às questões colocadas pelos membros da oposição, relativamente aos problemas da freguesia.

A "falta de obras de projecção", o início da construção da capela mortuária e a ilegalidade do transporte colectivo de crianças foram os temas que estiveram em debate na Assembleia, que decorreu na passada quarta-feira.

Joaquim Ferreira, membro eleito pelo PSD e Atanagildo Lobo, membro eleito pelo PCP, foram os membros mais interventivos, que desde logo questionaram o executivo quanto à situação do transporte colectivo de crianças. "As carrinhas estão ilegais e até eu que não sou crente, rezo para que não aconteça nada", afirmou Atanagildo.

Francisco Maia Castro, secretário do executivo, concordou e referiu que é necessário "salvaguardar a protecção das crianças" e que a solução passa por "diminuir a lotação e por uma pessoa responsável pelas crianças no autocarro", mas "já tivemos uma reunião com António Pontes (vereador do pelouro da educação) para a resolução do assunto e ainda não foi tomada nenhuma decisão em concreto", explicou.

Quanto ao inicio da construção da capela mortuária, Francisco Maia Castro referiu: "Houve um atraso, porque eram preciso engenheiros técnicos que verificassem o projecto, mas essa situação já foi rectificada e vamos entretanto avançar com a primeira fase de construção, que é de pedreiro e trolha", que custará à Junta cerca de 100 mil euros.

A oposição reclamou ainda das ruas em mau estado em toda a freguesia. "Há locais que parecem uma pista de motocross", afiançou Joaquim Ferreira, relativamente ao estado das ruas da freguesia que desde a intervenção feita pela empresa Indáqua se encontram esburacadas. "Foi tomada a decisão de prolongamento do abastecimento", adiantou o secretário do executivo, quanto a este problema, justificando assim os buracos ainda existentes, mas "no fim da obra serão feitas as rectificações".

No período em que debateram as contas e as obras apresentadas pelo executivo da Junta, Joaquim Ferreira acusou o executivo de ter "pouca dinâmica para fazer as obras que Guidões precisa", porque apesar de "não desconfiar das contas", a freguesia continua a ter "falta de obras de projecção".

Nestes dois pontos da ordem de trabalhos Atanagildo Lobo absteve-se, uma "abstenção politica", que explicou por não estar "de acordo com as prioridades da Junta de freguesia".

A oposição reclamou mais uma vez o dia em que se realiza a Assembleia, visto que coincide várias vezes com a Assembleia Municipal. "São praticamente todas as vezes", afirmou Joaquim Ferreira. Quanto ao membro do PCP, Atanagildo Lobo, "as coincidências nas assembleias ordinárias ainda vá que não vá, agora nas extraordinárias também, convenhamos", declarou. Ao que o presidente da mesa, Aires Ferreira, respondeu, "não sabia que a Assembleia Municipal ia ser neste dia".

No período de intervenção do público, Joaquim Monteiro, um guidoense ?? questionou o secretário da Junta quanto à construção do edifício da sede de Junta, "o projecto está aprovado" e quanto às capacidades de acolhimento do Jardim de infância da Escola do Cerro número um.

Em resposta, Francisco Maia Castro, explicou que "o problema do edifício da Junta é o mesmo da capela mortuária", e que numa próxima Assembleia Municipal a Câmara iria "passar o terreno para domínio público". Quanto ao Jardim de infância que acolhe 41 crianças, o secretário lembrou que "já foi feito um aumento, que é provisório", concluiu.