Elementos do PSD acusaram o executivo da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado de “falta de respeito” por não ter respondido aos requerimentos apresentados.

Os elementos do PSD da Assembleia de Freguesia de S. Martinho voltaram a manifestar descontentamento pela falta de resposta aos requerimentos apresentados ao executivo da Junta. Na última sessão, no dia 28 de junho, Jorge Campos, considerou que “a democracia tem sido desrespeitada”, lamentando que “em seis meses ainda não foi respondido a nenhum requerimento”. “Esta é uma clara falta de respeito, que terá que ser tratada nos órgãos próprios”, afiançou.

José Sá, presidente do executivo, contrapôs, alegando que “o senhor Jorge já recorreu aos meios jurídicos, que já tiveram oportunidade de lhe responder”. Por seu lado, o social-democrata negou ter recorrido a outros órgãos, desafiando o autarca a mostrar documentos que provem alguma diligência judicial.

Depois de José Sá ter destacado, informação sobre a atividade da Junta, a Corrida de Cavalo (a 15 de maio), o concurso de desenhos para os alunos das escolas básicas e algumas intervenções em ruas, o tesoureiro Vasco Pereira explicou que, devido a “um problema informático” não seria possível apresentar com detalhe a situação financeira da Junta. Mas à questão de Jorge Campos, sobre o ponto de situação das transferências do protocolo com a autarquia, José Sá foi peremptório: “Neste momento, o protocolo está pago até ao mês de março, o que não acontecia no mandato anterior, cujo atraso era de um ano”.

A sessão ficou ainda marcada pela aprovação, com a abstenção do PSD, da alteração do horário de funcionamento da Junta de Freguesia. José Sá explicou que na base desta proposta esteve “um pequeno estudo que concluiu que o tempo de espera para o atendimento era de sete a oito minutos”. “Com esta alteração asseguramos o atendimento a todas as pessoas, já que quinta-feira a Junta estará aberta até às 19 horas”, frisou.

Depois de solicitarem cinco minutos para discutir o ponto, os elementos do PSD abstiveram-se, dando “o benefício da dúvida” ao executivo e solicitando que o horário vigore “num período experimental até ao fim do ano”.

Nos assuntos de interesse para a freguesia, ponto no qual intervieram os seis elementos do PSD, Jorge Campos quis saber como estão a ser tratados os limites de S. Martinho de Bougado com o concelho de Santo Tirso. O social-democrata considerou ainda que a contratação de “um cunhado” de José Sá para a Junta “está envolta de imprecisões”, questionando as funções desempenhadas e as razões pelas quais “está a auferir um ordenado do quarto escalão”. O autarca respondeu que “na Junta não há cunhados, nem irmãos, mas sim funcionários. “O ofício a que ele se ocupa é tão importante como os que outros se ocupam e o que lhe pago está baseado num parecer jurídico”, sustentou.

Quanto aos limites, José Sá assegurou que “estão a ser tratados pelas Câmaras Municipais”.

À intervenção de Isabel Cruz, que referiu que “se diz que a escola (EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques) vai ser destruída para lá ser construída uma Câmara”, José Sá apenas informou que “está a estudar-se a hipótese de se construir uma nova escola preparatória noutro local, brevemente”.

José Luís Monteiro questionou o executivo sobre o ponto de situação do projeto de construção dos Paços do Concelho, mas José Sá remeteu esclarecimentos para a autarquia, frisando que não se sente “habilitado para responder”.

José Sá congratulou-se pela intervenção de Renato Faria, que sugeriu o corte de um sentido na rua António Sousa Reis para resolver o constrangimento do trânsito. O autarca confirmou que essa “é a única solução”, no entanto confessou que “a sua implementação pode ser demorada”.

Amândio Couto mostrou algumas preocupações com o “perigo” que existe na rotunda de Nossa Senhora de Fátima, uma das que foram construídas pela Refer, no âmbito da obra da nova estação de comboios. “Quem caminha à noite, vê pedras a cair. Se ninguém tomar providências, a Junta será o terceiro culpado, porque os outros são a Refer e a Câmara”, salientou.

José Sá confirmou “a situação perigosa” que existe no local. “Já passaram lá altos responsáveis e ainda não conseguiram resolvê-la”, afirmou.

Já Maria Emília Cardoso voltou a levar o assunto do “bairro do tamanqueiro” à assembleia, para defender que a Junta “tem que, pelo menos, tentar resolver o assunto” relativamente à degradação daquela zona.

Na assembleia foi ainda aprovada, por unanimidade, uma proposta da Juventude Socialista, apresentada por Daniel Lourenço, que visa a colocação de um lugar de estacionamento para pessoas com deficiência motora no parque da junta.

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