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Ano 2008

Operações sem internamento em Santo Tirso

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Apesar de estar a funcionar desde Fevereiro, esta valência localizada na sede do Centro Hospitalar de Médio Ave teve apenas descerrada a placa inaugural na passada sexta-feira, com o presidente do conselho de administração a anunciar cerca de 800 pacientes operados neste regime, que permite ao doente entrar na sala de operações de manhã e regressar a casa no mesmo dia.

 Reduzir em 46 por cento as operações sem internamento foi a meta apontada por José Dias, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Ave, no dia em que foi inaugurada a nova unidade de cirurgia de ambulatório do Hospital de Santo Tirso, com a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.

Apesar de estar a funcionar desde Fevereiro, esta valência localizada na sede do Centro Hospitalar de Médio Ave teve apenas descerrada a placa inaugural na passada sexta-feira, com o presidente do conselho de administração a anunciar cerca de 800 pacientes operados neste regime, que permite ao doente entrar na sala de operações de manhã e regressar a casa no mesmo dia. É uma intervenção cirúrgica sem que haja lugar a internamento que contribui para a redução das listas de espera.

A unidade tirsense de cirurgia de ambulatório, ainda pioneira no país, custou cerca de dois milhões de euros e representa o segundo investimento mais avultado apontado para a unidade de Santo Tirso, o que lhe permite estar na "liderança nacional" do atendimento médico, garantiu Manuel Pizarro.

Ao todo, são esperados gastos na ordem dos 10 milhões de euros para a introdução do novo Serviço de Urgência, que se prevê que esteja concluído no final do primeiro trimestre de 2009, e ainda das novas unidades de Medicina Interna e Consulta Externa.

"A unidade de Santo Tirso, como a unidade de Famalicão, tem um conjunto de profissionais, médicos e enfermeiros muito qualificados, o que não significa que essa equipa não precise de melhorias e de actualização, mas as populações podem estar tranquilas, porque a resposta que temos tido dos profissionais à melhoria das condições é notável", referiu o secretário de Estado.

José Dias sublinhou que a cirurgia de ambulatório é o futuro e poderá representar metade das operações agendadas no espaço de dois anos. Prevê-se ainda, já para o final deste ano, que se dupliquem o número de cirurgias deste tipo, relativamente a 2006, de 1689 para 3750. "O Governo não vai precisar fazer muita propaganda desse assunto porque as pessoas farão a propaganda por nós quando virem as mudanças", frisou o secretário de Estado acerca da nova valência inaugurada.

Para melhorar o serviço, em Agosto, o actual bloco de cirurgia vai sofrer obras para a ligação com a cirurgia de ambulatório. Esta rentabilização do espaço permitirá "ter duas salas a drenar doentes para o actual recobro e melhorar os números", afirmou José Dias.

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A meta de 46 por cento de cirurgias de ambulatório é apenas um objectivo para este ano, já que José Dias referiu que a intenção do Centro Hospitalar é atingir os valores dos países onde esta valência está mais desenvolvida, que é de 50 a 60 por cento, dentro de dois anos. Estes números poderão obrigar a introduzir uma outra unidade em Famalicão.

Falta de recursos humanos dificulta apetrechamento de serviços

Sobre as melhorias apontadas para a unidade tirsense do Centro Hospitalar, José Dias não escondeu a dificuldade na formação de equipas nalgumas áreas cirúrgicas do serviço de urgência, como no caso da ortopedia.

A neurologia é outro dos serviços, cujo entrave é a "falta de recursos humanos", pois não há médicos que se possam recrutar. Apesar da dificuldade de integrar novos médicos nas unidades de Santo Tirso e Famalicão, o presidente do conselho de administração sublinhou que vão ser mobilizados esforços para "manter a identidade das duas instituições".

No serviço de saúde mental falta organizar a recepção do serviços e prevê-se que em meio ano entre em funcionamento e que Famalicão integre também uma unidade.

No que concerne à gastroenterologia existe já uma unidade a funcionar em Famalicão três vezes por semana e duas vezes em Santo Tirso. O próximo objectivo é formar "uma unidade que possa ter essa especialidade todos os dias", frisou José Dias.

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Castro Fernandes espera que protocolo assinado com Governo "seja cumprido"

Manuel Pizarro visitou ainda as freguesias de Areias e S. Martinho do Campo, onde a população reivindica duas novas extensões de saúde do concelho. Na visita, o edil tirsense, Castro Fernandes, aproveitou para relembrar a assinatura do protocolo com o Governo e sublinhou a preocupação da autarquia sobre a saúde dos tirsenses, não deixando de frisar a qualidade do hospital "com cirurgia de ambulatório, cuja importância passa ao lado dos tirsenses, e com um serviço de urgência básica que não serve apenas o concelho de Santo Tirso".

Perante o pedido, o secretário de Estado assegurou que "há um conjunto de medidas a tomar para melhorar as estruturas dos cuidados de saúde primários".

Cátia Veloso/Vera Araújo
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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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