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Edição 411

Olivença é Portugal. É bom não esquecer!

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Olivença, a antiga vila portuguesa do Alentejo, hoje cidade da província espanhola de Badajoz e da comunidade autónoma da Estremadura, está situada na margem esquerda do rio Guadiana e tem uma forma aproximadamente triangular, com dois dos seus vértices no Guadiana. A cidade de Olivença dista 23 km de Elvas, 24 km de Badajoz, 236 km de Lisboa, 424 km de Madrid e tem mais de 12.000 habitantes e uma área de mais de 430 km2. A sua demarcação é objeto de litígio entre Portugal e Espanha e é reivindicada de jure por ambos os países.

Olivença, com mais de cinco séculos de domínio português e dois séculos de administração espanhola, foi integrada no território de Portugal, aquando do Tratado de Alcanizes (12/09/1297), que estabelecia Olivença como parte integrante de Portugal, tendo-lhe D. Dinis dado foral logo no ano seguinte e mandado reedificar o castelo antigo. Pela sua situação geográfica fronteiriça teve várias ocupações espanholas nas guerras da Independência e nas da Restauração, delas se conseguindo libertar.

Em 1801, o município de Olivença, era constituído pelas seguintes freguesias: Nossa Senhora da Talega ou Táliga (hoje município), Santa Maria do Castelo, Santa Maria Madalena, São Domingos de Gusmão e São Jorge da Lor. Foi em 1801, quando as pretensões napoleónicas atingiram Portugal, que Manuel de Godoy (político, diplomata e militar espanhol) ocupou Olivença, que foi anexada a Espanha, através do Tratado de Badajoz, denunciado em 1808 por Portugal. Desde essa data, até hoje, não foi conseguido recuperar a soberania portuguesa, apesar de sucessivas e persistentes intervenções políticas e diplomáticas e apesar do Tratado de Paris (1814) e o Congresso de Viena (1815) reconhecerem os direitos de Portugal. Em 1817 a Espanha reconheceu a soberania portuguesa subscrevendo o Congresso de Viena de 1815, comprometendo-se à retrocessão do território o mais prontamente possível. Porém, até aos dias de hoje, tal ainda não aconteceu.

Na atualidade, Portugal não reclama abertamente Olivença, mas também não renuncia à sua pretensão. Em 1995, o governo português enviou às autoridades espanholas um relatório sobre o impacto ambiental da projetada Barragem de Alqueva no território espanhol, omitindo Olivença. Uma semana depois, foi enviado um novo documento intitulado “Espanha e Território de Olivença”, torneando o problema de reconhecer Olivença como território espanhol. Da mesma forma, para melhorar as acessibilidades de Olivença à margem direita do Guadiana, Portugal assumiu o financiamento e a direção da obra de construção de uma nova ponte rodoviária e de recuperação da antiga Ponte da Ajuda, cuja realização foi entregue à Câmara Municipal de Elvas. Ao responsabilizar a autarquia de Elvas, pela execução do projeto, o Governo Português confirmou que Olivença é parte integrante de Portugal e que a ligação entre estas duas cidades não tem uma dimensão internacional e transfronteiriça como a Espanha pretendia. Na inauguração da nova ponte, a 11 de Novembro de 2000, não esteve presente nenhum representante do governo português, para que a presença ao lado do Presidente da Câmara de Olivença não fosse interpretada como reconhecimento da ocupação de Olivença pela Espanha.

Embora Olivença tivesse sido espanholizada, ainda mantém fortes vestígios portugueses, principalmente na fala, nos costumes e nos monumentos. É uma vergonha nacional, Olivença continuar ocupada pelos nossos vizinhos espanhóis. Também é uma vergonha nacional, Portugal nada fazer, na atualidade, para que seja cumprido o Tratado de Viena de 1815, ratificado em 1817 pelos nossos hermanos. Como sói dizer-se: “com hermanos desta espécie, Portugal não precisa de inimigos”. Já está “bem servido”.

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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Edição 411

Espuma no rio Trofa provocada por “acidente” numa fábrica de perfumes

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Espuma que se amontoou no ribeiro de Lantemil e rio Trofa, na segunda-feira, foi originada por “acidente” numa fábrica de produção de perfumes e gel de banho, afirmou fonte da GNR.

 Um amontoado de espuma quase não deixava ver a superfície do rio Trofa, na Rua de Santiago, na Lagoa, em Santiago de Bougado, ao início da tarde de segunda-feira. Junto à ponte da Vigenta, por onde também passa o rio, porçoes de espuma branca esvoaçavam por entre os automóveis que circulavam na Estrada Nacional 104.

A espuma, que teve origem no Ribeiro de Lantemil, também se acumulou à superfície da água que corria sob a Ponte da Corredoura, na rua da CEE, em Santiago de Bougado, onde foram avistados muitos peixes mortos. Segundo populares, o grande manto branco começou a formar-se de manhã, “cerca das 9 horas”.

Devido ao histórico de atentados ambientais dos quais este recurso hídrico já foi vítima, o Núcleo de Proteção do Ambiente (NPA) do Destacamento de Santo Tirso da Guarda Nacional Republicana (GNR) foi alertado para a situação, deslocando-se cerca das 13 horas, à Zona Industrial Ibacoc, em Lantemil, Santiago de Bougado. Aí, segundo fonte da GNR, fiscalizaram várias empresas e detetaram que a origem da espuma provinha de um “acidente” ocorrido “numa fábrica de perfumes e gel de banho”.

Apesar de ter sido um acidente, a empresa não se livrou de uma contraordenação.

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Ave campeã do Mundo é de criador trofense

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João Pedro Silva, criador de aves trofense, venceu o 61º Campeonato do Mundo, com o Diamante Gould.

 “Foi espetacular, porque é a espécie que mais gosto e na qual mais trabalho. Nunca tinha sido campeão ou tirado alguma medalha e desta vez tirei logo duas”. O sentimento é do João Pedro Silva, criador de aves trofense, que foi campeão e vice-campeão do Mundo na secção de Diamante Gould.

O criador participou, entre os dias 23 e 27 de janeiro, na 61ª edição do Campeonato do Mundo, que este ano decorreu na Hasselt, na Bélgica. Na secção de Diamante Gould, que teve “cerca de 800 aves participantes”, o criador concorreu com 19 aves: 11 individuais e duas equipas compostas com quatro aves. Na classe de Diamante de Gould cabeça laranja peito branco, João Pedro Silva foi campeão, com 94 pontos, e na classe Pastel Peito Roxo Cabeça Preta arrecadou o 2º posto, com 93 pontos, tendo sido o “terceiro português mais medalhado” nesta secção.

Pela primeira vez, Portugal foi o país “mais medalhado” num mundial, com 26 medalhas, destronando a Espanha, com 16, que era o “país dominante ao longo dos últimos anos”.

Como “nunca tinha apostado tanto” nesta espécie, João Pedro Silva estava satisfeito, pois as aves foram “muito bem pontuadas e classificadas”, o que para si é “um motivo de muito orgulho”. “Pela primeira vez consegui ter medalhas nas aves que mais aprecio”, afirmou, denotando que o Diamante Gould é de “uma beleza extraordinária, parecendo quase pintadas à mão, como um arco íris, tal a definição e separação das várias cores brilhantes e coloridas que possui”.

Esta ave é originária da Austrália e, depois de domesticada, foram criadas “uma enorme variedade de mutações, desde azul, peito branco, pasteis”, entre outros.

Estes prémios são também “muito gratificantes” devido às “muitas horas de trabalho” que dedica aos pássaros, no mínimo, “uma hora por dia”. “Quero deixar aqui o meu agradecimento à minha família, esposa e filhos, meus pais e meu irmão, por todo o apoio, compreensão e motivação, para que eu possa dedicar algum do meu tempo livre a este hobbie de tanta paixão”, concluiu.

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A FONP – Federação Ornitológica Nacional Portuguesa e FOP – Federação Ornitológica Portuguesa Cultural e Desportiva organizaram um almoço, que se realizou no domingo, dia 17 de fevereiro, em Coimbra, para a entrega dos prémios obtidos pelos criadores portugueses no Campeonato do Mundo. Foi aí que o criador trofense recebeu os diplomas e as respetivas medalhas de ouro e de prata.

 

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