Sebastien Ogier (Volskwagen Polo R WRC) venceu a 48º edição do Vodafone Rally de Portugal que disputou na região do Algarve nos dias 4, 5 e 6 ao impor-se a uma concorrência muito forte. Já o trofense Jorge Carvalho mais uma vez não teve a sorte do seu lado.

Definitivamente Ogier dá-se bem com Portugal. Foi cá que conquistou a sua primeira vitória no Mundial de Rally’s e com este último triunfo elevou para 4 o número de vitórias em terras lusas. Dado como favorito à vitória, Ogier não teve a vida facilitada. Na 1ª etapa com as especiais muito molhadas e escorregadias, o francês teve forte oposição do espanhol Dani Sordo (Hyundai I20 WRC) e de Mikko Hirvonen (Ford Fiesta WRC) que nunca lhe deram um minuto de descanso, chegando ao ponto de disputarem especiais ao décimo de segundo.

Na 2ª etapa com os pisos mais secos, Ogier simplesmente voou, arrasou com a concorrência e confirmou o favoritismo que lhe era atribuído tendo ainda vencido a Power Stage, que dá um bónus de três pontos. Hirvonen saiu de Portugal com um moralizador 2º lugar, enquanto Sordo foi novamente vítima da “jovialidade” do Hyundai e somou mais um abandono. Madds Ostberg, fruto de uma prova muito consistente e sem erros, levou o Citröen DS3 WRC ao lugar mais baixo do pódio. No WRC2, Nasser Al-Attiyah, em Ford Fiesta RRC, travou uma luta intensa com Jari Ketomaa (Ford Fiesta R5), mas no final o simpático piloto do Qatar levou a melhor, vencendo a classe. Bernardo Sousa, que disputa esta categoria no mundial de ralis, foi vítima de alguns problemas no Ford Fiesta RRC, mas ainda assim terminou em 5º no WRC2 e foi 15º da geral, tendo sido o melhor português em prova.

O Campeonato Nacional de Ralis também marcou presença no Algarve. Apenas pontuavam no 1º dia e Pedro Meireles (Skoda Fabia S2000) continuou na senda das vitórias. Após ter ganho em Fafe e em Guimarães, o piloto vimaranense beneficiou dos problemas de Rui Madeira (Ford Fiesta R5), que comemora 25 anos de carreira, na altura em que este liderava a prova, para carimbar a 3ª vitória da época e assim deu um passo de gigante rumo ao título que há tantos anos lhe foge. O campeão em título, Ricardo Moura, que tripula um Skoda Fabia S2000, fez uma má escolha de pneus e assim foi impossível ir além do 2º lugar. O algarvio Ricardo Teodósio associou o facto de conhecer a zona como poucos e com a mestria que tem ao volante, para assegurar um excelente 3º lugar à frente de “máquinas” bem mais evoluídas do que o seu Mitsubishi Lancer Evo 9.

Jorge Carvalho não foi feliz no Algarve. Depois de na “companhia” de Diogo Gago, num Citröen C2 R2 MAX, terem feito um brilharete na Super Especial em Lisboa, ao vencerem na categoria RC4, muito à frente de pilotos que disputam o Mundial de Ralis nesta categoria, viram a transmissão ceder logo na 1ª especial. Gago, que praticamente corria em casa, e Jorge Carvalho foram obrigados a abandonar de forma inglória.

Por fim, referir a excelente organização, elogiada por todas as marcas e pilotos por parte do ACP, que proporcionou um excelente Rally de Portugal aos milhares de espetadores que se deslocaram ao Algarve e ao que tudo indica e ao contrário do que tem sido anunciado por vários órgãos de comunicação social, se vai manter na região Sul em 2015.