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Ano 2008

Obras nas estradas diminuíram bermas

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Peregrinação a Fátima mais insegura

As novas dificuldades em circular nas estradas foram enunciadas por uma peregrina residente na Trofa. Maria da Conceição Dias referiu que por algumas ocasiões a caminhada é feita "com um pé na valeta".

  O alargamento das faixas de rodagem nas estradas revelou-se um revés para todos os peregrinos que nesta altura viajam até Fátima a pé. As bermas diminuíram com as obras, o que torna a circulação das pessoas mais insegura.

Esta situação foi alertada por uma voluntária que faz parte do Corpo de Voluntários da Ordem de Malta há 25 anos. Maria José Vilas Boas, presente no posto de atendimento aos peregrinos em Santa Luzia, Mealhada, revelou que, face às obras nas estradas, têm surgido mais lesões nas pessoas: "Os problemas nos músculos e nos tendões têm surgido mais. Antigamente havia algum espaço, mas com o alargamento das faixas de rodagem os peregrinos ou circulam pela via ou vão com um pé no asfalto e outro na valeta". Esta situação verifica-se face à construção de uma terceira faixa de rodagem que fez com que "grande parte do percurso o traço da berma seja em cima da valeta" e "diminui o espaço de segurança" para todos os peregrinos.

Maria José Vilas Boas afirmou ainda que, em 25 anos, nunca se confrontou com nenhum atropelamento como se verificou na madrugada de quarta-feira em Santa Maria da Feira, que causou ferimentos em nove peregrinos, apesar de se recordar de uma situação que colocou em perigo as pessoas que se encontravam num centro de acolhimento da Ordem de Malta em Condeixa-a-Nova, devido ao despiste de uma viatura.

Os problemas apresentados pelos peregrinos nos centros de atendimento também têm mudado de ano para ano: "Antigamente os peregrinos apareciam com muitos problemas de exaustão, muito mal calçados e mal alimentados. Hoje, o que se nota mais são problemas musculares e de tendões". Surgem problemas nas articulações do tornozelo, relacionadas com a irregularidade das bermas.

Nos centros, os voluntários aproveitam para auxiliar todos os crentes, com massagens nos pés, coxas e costas, e tratamentos às bolhas nos pés.

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Durante a noite os peregrinos não dispensam o uso de coletes reflectores e lanternas que os auxiliam a sinalizar a sua presença e sempre que podem, circulam fora da via.

As novas dificuldades em circular nas estradas foram enunciadas por uma peregrina residente na Trofa. Maria da Conceição Dias referiu que por algumas ocasiões a caminhada é feita "com um pé na valeta".

A peregrina trofense, há quatro anos a fazer este percurso, integra um grupo de 19 pessoas que se concentraram no Porto para se fazer à estrada, com destino a Fátima, para o próximo domingo de manhã.

"Às vezes uma pessoa cansa-se mais, mas vai bem", confessou, uma opinião corroborada por outras companheiras de viagem, oriundas da Trofa e Maia, cujas mazelas não iam além de umas bolhas nos pés.

Maria da Conceição Azevedo, outra peregrina, faz este percurso pela segunda vez, e Fernanda Machado, é uma estreante, fazendo-se à estrada para cumprir uma promessa a pedir a Nossa Senhora de Fátima ajuda para uma doença do filho, a padecer de um problema renal.

Já residente em Ribeirão, concelho de Famalicão, Cristina Moura não descurava da boa disposição pela sua estreia na peregrinação, apesar de alguns problemas nos pés e nos tornozelos que a fez pedir auxílio aos voluntários da Ordem de Malta: "Não há nada fácil na vida. Isto é custoso para os pés, mas para a cabeça estou de férias", referiu a agricultora que enunciou a dificuldade da profissão e a situação de desemprego do marido.

Mãe de dois filhos, uma menina de 14 anos e um rapaz de 7, Cristina Moura sublinhou as saudades da família que por vezes surgem durante o caminho: "canta-se, reza-se e chora-se quando há mais cansaço e apertam as saudades do marido e dos filhos".

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Cátia Veloso/Lusa

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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