A repavimentação das Estradas Nacionais 14 e 104 já começaram, mas apenas 24 horas depois de a repavimentação ter começado na Rua das Indústrias em Lantemil, as máquinas voltaram a cortar o alcatrão, desta vez para instalar a rede de gás.

Depois de longos meses de solavancos, os automobilistas que circulam nas Estradas Nacionais 14 e 104, na Trofa, vão poder respirar de alívio. As máquinas já começaram a tapar os buracos e a corrigir as irregularidades e desníveis da Estrada Nacional 14, entre Lantemil, em Santiago de Bougado, e o Muro.

Mas apenas 24 horas depois de a repavimentação ter começado na Rua das Indústrias em Lantemil, empresários e automobilistas olhavam incrédulos para aquilo que parecia até uma brincadeira de mau gosto. Uma retroescavadora, a raquete de sinalização e vários trabalhadores começaram logo na manhã de quarta-feira a rasgar o alcatrão “novinho em folha”.

Fernando Almeida, gerente da Ruprec, empresa sedeada no parque industrial Ibaccoc, estava satisfeito ao ver as máquinas, mas rapidamente este sentimento deu lugar à revolta. “A repavimentação foi feita ontem (terça-feira) e hoje de manhã (quarta-feira) qual não é o meu espanto quando vejo que estavam novamente a abrir uma grande vala, menos de 24 horas depois de o pavimento ter sido colocado”, adiantou.

O empresário mostrou-se incomodado com esta situação, realçando que “na Trofa em muitas ruas existem buracos, os desvios não existem ou estão mal sinalizados e as autoridades têm de estar alertadas para estas situações que prejudicam todos, mas sobretudo as empresas”. “Os clientes dizem que é impossível chegar à Trofa, e aquelas que vêm de Braga ou do Porto dizem que é impossível chegar às nossas instalações e evitam cá vir. Isto acarreta grandes prejuízos para as empresas da Trofa”, asseverou.

Contactado pelo NT, António Pontes, presidente do Conselho de Administração da Trofáguas, adiantou que “a situação resultou de uma descoordenação dos empreiteiros que estão encarregados de executar as duas obras”. “O empreiteiro responsável da instalação do gás já devia ter executado a obra, antes da pavimentação, não o fez, e hoje avançou sem dar uma satisfação prévia.

Agora vão assumir os custos da repavimentação e proceder à execução da mesma o mais rapidamente possível”, assegurou o responsável, em nota enviada à nossa redacção.

Na segunda-feira António Pontes tinha avançado ao NT que as obras estavam planeadas “desde há um ano e meio a esta parte”. “Quando arrancámos com a execução da obra do saneamento básico na bacia oeste de Santiago de Bougado e na área nascente do Muro naturalmente que tínhamos já planeado esta repavimentação. São duas vias que são da maior importância para o nosso concelho, têm muito transito também e portanto com as intervenções que lá fizemos naturalmente que o piso ficou num estado um bocadinho degradado. Pretendíamos no início da Primavera, mas devido à chuva que caiu nestes meses tal não foi possível”, adiantou.

Pontes avançou ainda que “nas próximas duas semanas se espera ter a repavimentação concluída, causando o mínimo impacto aos condutores”.