O interior da Igreja Matriz de S. Romão foi alvo de “um restauro profundo”, como a restauração dos altares mor e laterais, dos bancos e tetos, requalificação de toda a parte elétrica e pintura. Com um valor de “cerca de 150 mil euros”, as obras de restauro da Igreja estão prontas e este domingo vão ser inauguradas como Rui Alves, pároco de S. Romão do Coronado, “sempre desejou: com o povo”.
O programa começa pelas 16 horas, com uma missa de ação de graças presidida pelo Bispo do Porto, D. António Francisco, juntamente com “os padres que passaram por S. Romão, nomeadamente o padre Lino Maia, padre Lucindo, padre Manuel Domingues dos Santos e o padre natural da freguesia Luciano Lagoa”. Segue-se “um porco no espeto e cerveja gratuita para toda a gente”. “Convidei as pessoas a trazerem comida de casa para que no fim pudéssemos conviver e confraternizar, porque se há alguma coisa que tiro destas obras de restauro é que quando nós queremos e quando damos as mãos conseguimos, e o povo de S. Romão, nesse aspeto, é fantástico e deu-nos um sinal maravilhoso de que o bairrismo, quando saudável, ajuda a fazer coisas magníficas e esta é uma delas”, salientou o sacerdote.
O padre afirmou que a “obra está quase paga”, recordando que começaram a obra “sem dinheiro nenhum e em meia dúzia de meses conseguiram o dinheiro e com trabalho”. Para isso, foram realizadas “ao longo do ano várias atividades”, desde “cantares de janeiras, almoço e jantar na ASCOR, caminhada e os cortejos com os leilões, que foi o que deu o grande balanço”. “As pessoas no anonimato juntavam-se e ofereciam e temos o dinheiro quase todo para pagar a obra. Esta obra fez-se com o dinheiro dos pobres, daqueles que esperavam o fim do mês, que chegasse a reforma ou o vencimento para poderem trazer um bocadinho e isso a mim, para além de me responsabilizar muito como homem e padre, dá-me uma satisfação muito grande, porque é sinal de confiança e de que quando nós queremos conseguimos”, completou.
O pároco Rui Alves deixa “uma palavra de grande agradecimento” à comunidade de S. Romão do Coronado, a quem “tem o privilégio de servir como padre”.