Era um anseio com “mais de 30 anos” e foi concretizado este ano. A zona envolvente à Capela de S. Pantaleão foi alvo de uma profunda intervenção e tem uma “nova cara” para receber as festas, que se realizam nos dias 25, 27 e 31 de julho e 1 e 2 de agosto.
A inauguração do espaço requalificado está marcada para as 19 horas do dia de S. Pantaleão, 27 de julho, segunda-feira. A cerimónia vai contar com uma intervenção do historiador Moutinho Duarte sobre S. Pantaleão, pelas 20 horas, seguindo-se uma missa em honra ao santo, pelas 20.30 horas. Para as 21.30 horas, está marcado o corte do bolo comemorativo da efeméride.
O projeto de requalificação foi lançado em 2013 pelo anterior executivo municipal, que deliberou 50 mil euros de subsídio para a execução da obra. No final da empreitada, Carlos Martins, presidente da Junta de Freguesia do Muro, apresentou as contas totais da empreitada: “Foram gastos cerca de cem mil euros, sendo que a Câmara comparticipou em 75 por cento e a Junta no restante”.
Em declarações ao NT, o autarca considera que, no concelho, “todas as capelas tiveram os espaços envolventes requalificados e este era o único que faltava”. “Neste momento, acho que era justo e merecido que esta obra se fizesse para a freguesia e para a população”, acrescentou.
Carlos Martins também não esqueceu o “envolvimento e a dedicação” do conselho económico (anteriormente conhecido como Fábrica da Igreja), assim como “do padre Rui”. “Foi um dos grandes dinamizadores do espaço, quer na recuperação da capela como das casas de banho, que nos acabou por ‘obrigar’ a fazer o resto”, acrescentou.
O espaço que circunda a capela foi completamente remodelado, dando mais condições para a circulação das pessoas. Foram igualmente privilegiados os espaços verdes e o recinto ficou restrito ao trânsito automóvel, aumentando a segurança. Com esta obra, o executivo murense quer também “afastar as más frequências”, que “a população não gosta” e que tornou aquele local conhecido pela “homossexualidade, droga e prostituição”.
Terceira fase Carlos Martins diz que, dada a requalificação de que foi alvo o espaço, tornou-se “apetecível” avançar para a terceira fase do projeto e que passa por “criar um pequeno anfiteatro e um acesso desde a capela à Estrada Nacional 318”. “Penso que o sítio se tornará apetecível à população e à Câmara Municipal, que veja que pouco mais falta. Este é um sítio emblemático não só para a freguesia como para todo o concelho”, sustentou.