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Edição 484

Obra dos parques divide trofenses

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A obra de requalificação dos Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro, que deveria estar pronta há meses, continua por acabar e os atrasos na empreitada, que a Câmara justifica com erros de projeto que tem sido necessário corrigir, faz com que este ano as Festas em Honra de Nossa Senhora das Dores não se realizem nos Parques.

As obras, contestadas por uns e valorizada por outros, têm feito correr muita tinta e diariamente muitos são os que passam horas a contemplar o andamento dos trabalhos.

Alvo de críticas, o projeto foi iniciado pelo executivo liderado por Bernardino Vasconcelos, sofreu alterações profundas durante a presidência de Joana Lima e nunca foi consensual. Uns criticavam o abate das árvores, outros a demolição dos coretos, outros ainda garantiam que a obra nunca se iniciaria.

O NT foi para a rua ouvir os trofenses sobre o que acham da obra que acabou com o buraco que separava os dois Parques e que deverá ser inaugurada nos próximos meses.

 

José Ferreira


“A obra está muito demorada. Temos as festas de Nossa Senhora das Dores e está muito atrasada. Ou as pessoas não trabalharam ou então não sei. Devia andar mais pessoal, uma vez que o prazo da obra foi prolongado mais do que uma vez.
Penso que vai ficar muito bonita. Às vezes, vale a pena sofrermos um bocadinho com o pó, o barulho e com cortes de estradas. Espero que a rotunda funcione, ela foi corrigida três vezes, espero que à quarta fique em condições. Penso que está um bocadinho estreita e que os camiões vão passar por cima do passeio ou da guia”.

 

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Alberto Sousa


“Tem muita coisa que está errada nesta obra. Os carreiros que estão feitos deviam ser avenidas largas e estão estreitas, assim como a entrada para o parque de estacionamento. A rotunda do Catulo está mal, porque devia estar mais larga. Tem muita coisa que está mal e o presidente (da Câmara) disse que se vai remendar. Fazer é agora não é mais tarde. (Quanto a pontos positivos) a estrada no centro da cidade está boa. Eu sou a favor da obra, mas que podia estar melhor, podia”.

 

Manuel Santos

“Não sei como é que o metro vai chegar, se cobriram o canal todo. Têm de dar uma solução à nova regra de trânsito que proíbe os condutores de virar à esquerda (na Rua Guerra Junqueiro – junto à Pantir – para a EN14). As pessoas não estão a respeitar, porque estavam habituadas a virar”.

 

Abílio Simões

“Ao tirar aquela rua de acesso à capela (junto à rotunda), tiraram tudo. Agora, gostava de saber onde é a entrada para a procissão e para os andores para a capela. Quanto a pontos positivos, plantaram árvores, pensei que iam abater mais árvores e não deitaram abaixo assim tantas. Não fui a favor desta obra de unir os parques. O parque estava bem como estava”.

 

Olívia Portela

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“A obra está muito bonita, mas a capela da Senhora das Dores ficou muito tapada (do lado do Centro Comercial D. Pedro V)”.

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Vicentinos de Bougado ocupam tempos livres de 80 crianças

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Brincar, aprendendo. Este foi o lema das Atividades de Tempos Livres (ATL) gratuitas que a Conferência S. Vicente de Paulo de Santiago de Bougado promoveu para cerca de oito dezenas de crianças, na Escola Básica da Lagoa.

Graças a um projeto financiado pela Fundação Rotária Portuguesa, e ao “apoio dos vicentinos de S. Martinho de Bougado, Rotary Club da Trofa, da Câmara Municipal e da empresa Odlo”, a Conferência Vicentina de Santiago conseguiu proporcionar umas “férias diferentes” às crianças participantes. “A ideia de fazer o ATL surgiu quando visitei algumas famílias, em Bougado, e reparei que quando os pais iam trabalhar, os filhos ou ficavam a brincar na rua com outros miúdos ou então não tinham para onde ir. então achei que era interessante criar um ATL com todos os miúdos, cujos pais não tinham a ideia de os colocar nalgum sítio”, explicou o presidente da conferência vicentina, Júlio Paiva.

Durante cerca de um mês, as crianças ocuparam os tempos livres com atividades lúdicas e desportivas, entre as quais não ficaram de fora as ações de sensibilização sobre higiene oral e alimentação. Devido às idades dispersas, foram criadas turmas para que os professores atuassem de acordo com o grau de conhecimento das crianças.

“O objetivo era fazer com que as crianças conjugassem as férias com a disciplina e o rigor”, salientou. Depois de perceberem a mecânica do ATL, os alunos integraram-se no grupo e mostraram-se “contentes” quando chegavam a casa, “contando as atividades que fizeram”.

Face ao sucesso da primeira experiência, Júlio Paiva quer repetir o feito no próximo ano e alargá-lo, no entanto “são necessários apoios”. “Teremos de procurar ajuda junto de outras entidades. Há pais que nos pediram que estavam dispostos a pagar alguma coisa para ter os filhos neste ATL. Vamos ver a possibilidade de o realizar nesses moldes, mantendo o apoio àqueles que não têm possibilidade de pagar”, concluiu.

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Nasceu o CineClube da Trofa

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CineClube da Trofa foi apresentado na noite de sexta-feira, no auditório da AEBA. Associação quer reavivar a tradição do cinema ao concelho.

No auditório que durante muitos anos foi sala de cinema, foi apresentada uma associação que pretende devolver o gosto pela sétima arte aos trofenses. Dá pelo nome de CineClube da Trofa e era um sonho antigo de Joaquim da Costa Azevedo, cinéfilo e impulsionador do cinema no concelho. Quem nunca ouviu falar da ApoloCine, empresa de cinema ambulante que, desde há muitos anos, leva as películas de 35 milímetros por todo o país, principalmente a locais mais recônditos.

Para que a tradição na Trofa acordasse de um sono profundo, Joaquim Azevedo, filho do projecionista, decidiu pôr mãos à obra e levantar o projeto do pai. “Contra muita gente”, afirmou, o CineClube da Trofa foi apresentado e dele os trofenses podem esperar “cinema de qualidade”.

O plano de atividades da associação sem fins lucrativos estará recheado de “ciclos, festivais e concursos de curtas-metragens”. Joaquim Azevedo explicou que já há protocolos assinados com o ISLA (Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia), de Vila Nova de Gaia, com a Fundação Gil, para intercâmbio de atividades, e com a AEBA (Associação Emrpesarial do Baixo Ave), para a cedência do espaço. Em cima da mesa está ainda a possibilidade de o CineClube da Trofa acertar uma parceria com o CineClube de Avanca, para fazer parte integrante do festival internacional.

Joaquim Azevedo lamentou a “falta de apoios públicos” para o arranque do projeto. A Junta de Freguesia de Bougado “não respondeu em tempo útil se cediam o espaço do auditório da antiga Junta de Santiago”, enquanto da parte da autarquia o pedido para “cooperação a nível logístico” foi declinado porque “este ano todos os apoios estão concedidos”. “Para o ano vamos ver”, projetou.

Para outubro, o CineClube da Trofa estava a preparar “um ciclo de cinema dedicado aos grandes autores portugueses, cujos livros deram filme”. “Infelizmente, não sei se por coincidência, foi agora anunciado pela Câmara um festival internacional de cinema e literatura. É um pouco diferente, porque inclui autores internacionais e é festival, ou seja, atribuem prémios, mas é pena coincidir na mesma data”, desabafou.

Ainda em fase de negociação está a presença de Joaquim d’Almeida e Maria de Medeiros, no ciclo de cinema agendado para novembro. No último mês do ano, as crianças estarão em destaque com um ciclo de filmes infantis.

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A atividade do CineClube vai passar ainda por divulgar a cultura cinematográfica a diversos pontos do território trofenses, com a projeção de filmes “ao ar livre” no parque da cidade e nas freguesias.

No seio de uma comunidade desligada das atividades culturais, e confirmada pela pouca adesão à sessão de apresentação do clube, Joaquim Azevedo aponta para “30” o número mínimo de sócios que satisfaça o clube.

Na apresentação, foi mostrada uma retrospetiva do cinema desde o primeiro filme, dos irmãos Lumiere, até à atualidade. Foi ainda feita uma homenagem a Joaquim da Costa Azevedo e, depois, projetado o filme francês, premiado nos César Awards 2014, “Gravidez de Alto Risco”.

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