A TrofaSenior Residências recebeu Maria do Deserto, que apresentou o seu livro sobre a vida e obra de Carlos Paião. Alegre, divertido e determinado. Não era apenas um cantor, mas também um poeta e um artista.

Emprestava às suas canções todas as qualidades que tinha. Era humilde e tímido, mas tinha consciência das suas grandes qualidades. Era um homem que se dava aos outros, transmitia paz e alegria. Este era Carlos Paião aos olhos de quem o admira, mesmo quase 24 anos depois do seu desaparecimento, num fatídico acidente a 26 de agosto de 1988.

A sua vida, aventuras, momentos áureos e testemunhos exclusivos de pessoas que privaram com o cantor português pode ser dissecada num livro publicado pela escritora Maria do Deserto, em maio de 2009, e que foi apresentado na TrofaSenior Residências, no sábado, 2 de junho.

A autora aceitou o convite endereçado pelo presidente do Sindicato dos Bancários do Norte e esteve no clube residencial a apresentar um livro sobre alguém que “nunca pode ser esquecido”. 

Na obra, “podem conhecer o Carlos Paião, o seu percurso, imagens da sua vida, um cd-rom interativo com fotos e música instrumental e testemunhos de amigos e familiares”. Maria do Deserto decidiu escrever sobre este cantor depois de um desafio lançado por amigos “num jantar”. “No dia seguinte, meti as mãos à obra e comecei a trabalhar na obra”, acrescentou. 

No trabalho de triagem de elementos para o livro, Maria do Deserto “descobriu” Taveira da Fonseca, sacerdote, que nutre uma peculiar admiração pela pessoa e trabalho de Carlos Paião.

Numa apresentação extensiva e bem demonstrativa do gosto pela obra do cantor português, Taveira da Fonseca elogiou a “grandeza” do homem e a “beleza” das suas músicas, que “ainda hoje se conservam” e que todos “trauteamos muitas vezes”. “Como é possivel com 31 anos ter uma vida tão rica? Pergunto-me o que teria sido este homem se a sua vida se tivesse prolongado”, afirmou. 

Taveira da Fonseca exaltou a qualidade da obra “que mostra que ele era um homem para os outros”. Sobre Maria do Deserto, o sacerdote acredita que “era a pessoa certa para fazer este livro, pela sintonia de alma que tem com Carlos Paião”. “Ninguém melhor do que ela seria capaz de penetrar tão fundo na alma rica deste artista, deste poeta, deste compositor e cantor. Só ela conseguia escutar as fontes onde nasciam as melodias das suas música”, concluiu.

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