Edição 515
O Sofrimento de Passos Coelho…

Falhou…! Falhou porque não deu exemplo e falhou porque não foi humilde, pedindo desculpas aos portugueses pelas suas constantes retóricas de falso moralista: “olha para o que eu digo e não para o que eu faço”.
Refugiado em conversa de escola primária, alegou que os atrasos fiscais foram “por distração e falta de dinheiro”, facto que não colhe perante um olhar atento. A estratégia de argumentar distração passando por uma espécie de “inimputável dos impostos” esbarra com o argumento da falta de dinheiro, se não vejamos: a entrega do IRS é um ato declarativo (a cumprir entre os meses de março, abril) e o imposto vem a posteriori através da liquidação (normalmente pelos meses de julho, agosto). Era a liquidação que ele queria evitar, porque não tinha dinheiro para pagar o que, a meu ver, transforma o acontecimento num ato premeditado e consciente!
Passos Coelho deu, assim, mostras de ser “ um qualquer” e, como tal, não mostra qualquer mérito para desempenhar as funções que lhe estão confiadas, de primeiro-ministro de uma nação secular – Portugal. O povo, uma vez mais, foi enganado!
O sofrimento de Passos Coelho, um impreparado, que nunca acreditou que viria a ser primeiro-ministro levou-o a cometer erros primários e o lançam como protagonista de uma das maiores sagas da democracia portuguesa: “O incumpridor que pagou dívidas prescritas!” Algum leitor pagaria uma dívida prescrita?!



