Não é nenhuma novidade que Portugal está em crise. Uns mais que outros, todos a sentem. É uma crise de valores, uma crise económica, uma crise financeira, uma crise social, uma crise quase geral. É uma crise tão profunda que se torna cada vez mais difícil sair dela. Vai ser preciso muita coragem e competência.

O único primeiro-ministro comparável, na sua mediocridade, com José Sócrates terá sido Vasco Gonçalves, do tempo do PREC de 1975. Sócrates arrisca-se a ficar na história como o pior primeiro-ministro de sempre.

O actual primeiro-ministro é o homem errado para a resolução da actual crise em que o país se encontra. O país está mergulhado numa das suas maiores crises de sempre, pois tem:

A maior dívida externa;

A maior carga fiscal;

O maior sentimento de insegurança entre os cidadãos;

A maior crise económica;

A maior precariedade no trabalho;

O maior endividamento público;

A maior degradação e desigualdades sociais;

A maior quantidade de falências;

O maior descrédito na justiça;

A maior quantidade de escândalos públicos;

A maior incerteza no futuro da juventude;

O maior défice orçamental;

A maior quantidade de desiludidos;

A maior degradação da confiança dos cidadãos nos políticos;

O maior aumento da criminalidade violenta;

A maior quantidade de vexames internacionais;

A maior despesa pública;

O maior défice de confiança;

A maior deterioração da auto-estima dos portugueses;

A maior taxa de pobreza;

A maior taxa de desemprego.

Há quem diga que é possível enganar muita gente, pouco tempo; ou pouca gente, muito tempo; o actual primeiro-ministro foi mais longe e quis enganar toda a gente ao mesmo tempo. É por isso que hoje, em Portugal, os satisfeitos são poucos e os desiludidos são imensos. Para a maioria dos Portugueses, o actual primeiro-ministro já é o passado; é um passado que lhes pesa; como sair desse passado, o mais depressa possível, é a questão fulcral que mais importa.

O actual primeiro-ministro é o passado e já não recupera. Os portugueses não o vêem como solução, vêem-no como problema. Os portugueses acham que quem nos trouxe a esta crise não é capaz de nos tirar desta crise.

O povo português está assustado e já está cansado das palavras e justificações do actual primeiro-ministro. José Sócrates, deveria pôr a mão na consciência, perceber o mal que está a fazer ao país e ter um gesto de humildade: sair!

 

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt