Por várias vezes aqui escrevi que o PSD/Bernardino Vasconcelos confunde a maioria absoluta que detém com poder absoluto.

Sempre que referi isso associei a exemplos concretos: o não cumprimento do estatuto do direito de Jaime Togaoposição, o branqueamento das malfeitorias do governo PSD/CDS ao concelho da Trofa e a exclusão da CDU do Conselho Geral da Trofaguas, entre muitas outras situações.

As últimas edições dos jornais locais publicaram um anuncio (aparentemente normal e "inocente") sobre a alteração do dia das reuniões públicas da Câmara Municipal da Trofa.

A alteração do dia da Reunião (da sexta-feira para a quarta-feira), decretada pela maioria absoluta PSD irá impedir a participação da Vereadora (e Deputada do PS) Joana Lima.

Como é publico, a Assembleia da República reúne em plenário às terças, quartas e quintas, funcionando as comissões nos cinco dias das semanas.

Esta decisão infantil e autoritária é o princípio do fim de Bernardino Vasconcelos porque:

  1. Dará a possibilidade de Joana Lima de capitalizar um palco mediático cujo desempenho enquanto líder do PS nunca fez por merecer. Enquanto Vereadora Joana Lima não tem sido capaz de demarcar-se da politica da maioria PSD na Câmara da Trofa.

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    1. O PSD e Bernardino Vasconcelos esquecem rápido o passado recente em que Bernardino Vasconcelos era vereador na Câmara Municipal de Santo Tirso e simultaneamente Deputado na Assembleia da República.

  • Toda a gente agora irá discutir que Bernardino Vasconcelos e o PSD não quiseram ter Joana Lima nas reuniões da Câmara.

O argumento do novo horário de funcionamento da Câmara é insuficiente perante tal medida e às vezes até parece que Bernardino Vasconcelos está a preparar a sua saída abrindo caminho para o PS…

Por falar em Trofaguas, um parecer jurídico da Procuradoria Geral da República considera ilegal que um vereador a tempo inteiro possa presidir a um Conselho de Administração de uma Empresa Municipal. Trocando isto por miúdos, é ilegal que António Pontes seja Vereador a tempo inteiro na Câmara Municipal da Trofa e simultaneamente a Presidente do Conselho de Administração da Trofaguas.

Sendo público (há pelo menos uma semana) a existência deste parecer exige-se que a Câmara aja por antecipação e tome medidas para a substituição de António Pontes na Câmara ou na Empresa Municipal.

É verdade que a mesma situação existe também em autarquias como o Porto, Gaia ou Lisboa, mas o pior que poderia acontecer seria a humilhação pública da imposição legal de proceder a estas alterações.

Não é nada agradável a perspectiva de cenário para o fim do mandato.

Umas piscinas municipais (com dois tanques e uma área verde exterior) e vários quilómetros de tubagem para saneamento e abastecimento de água ficará muito aquém das megalomanias prometidas no inicio do mandato.

Sendo lógica (e esperada) a saída de Bernardino Vasconcelos no final do mandato, os membros do PSD pretendentes ao lugar não terão trabalho facilitado.

Jaime Toga

http://jaimetoga.blogspot.com