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Edição 450

O Miguel que pegou de estaca na comédia

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Trofenses Fantásticos é o nome da rubrica que o jornal O Notícias da Trofa vai publicar para dar a conhecer pessoas que se destacam pela sua profissão, pelo seu hobby ou simplesmente pelo seu percurso de vida. Começamos a rubrica com Miguel 7 Estacas.

Quem é que não se lembra do programa de comédia “Levanta-te e Ri”, transmitida na Sic, que projetou vários comediantes como Bruno Nogueira, Aldo Lima, Ricardo Araújo Pereira, entre outros. Miguel 7 Estacas foi um deles e a partir daí nunca mais parou. Inserido na rubrica “Trofenses Fantásticos”, o NT e Trofa Tv vão dar a conhecer o homem por trás deste profissional.

Antes de ser Miguel 7 Estacas é Miguel Costa, uma “pessoa simples e da terra”, onde continua a viver por “opção”, pois “sempre” gostou de “cá estar”. O seu “primeiro trabalho” foi na “área da contabilidade”, o que “na altura era espetacular porque o melhor contabilista era aquele que conhecia o chefe das finanças”. “Agora é tudo muito diferente, os contabilistas têm que estudar e tudo”, contou em tom de brincadeira.

Foi devido à “projeção bastante positiva” do “Levanta-te e Ri”, que Miguel começou a “ponderar” o salto da contabilidade para a comédia, porque deixou de ter “algum tempo” para fazer “textos novos para trabalhar mais na comédia”. Considerando ser “a altura certa para arriscar tudo”, Miguel decidiu aproveitar a que poderia ser a “única oportunidade” e dedicar-se exclusivamente à comédia. “Foi a oportunidade, tanto a minha como de muitos outros colegas meus que hoje em dia são grandes senhores na rádio, televisão, teatro, cinema”, afirmou, referindo que, para si, “os mais mediáticos” que deram o salto com o programa foram “o Nilton, Bruno Nogueira e Aldo Lima”.

Mas a sua estreia em palco como “profissional” e onde recebeu “o primeiro cachet, dez mil escudos”, foi uns anos antes, em 1989, no Geometria-Bar, em Santiago de Bougado. Foi também aí onde se deu o click para o nome artístico. Uma semana antes da sua estreia em palco no Geometria-Bar, Miguel foi até ao local assistir ao espetáculo de Óscar Branco. Antes de entrar em palco, Óscar Branco terá sido avisado por Jorge Coutinho, gerente do espaço, que “alguém do meio do público se ia meter com ele e que a forma de o calar seria dizer que era das 7 Estacas”. “E assim foi, eu mando-lhe uma boca qualquer e para espanto de toda a gente ele diz “ei oh 7 Estacas aguenta os cavalos”, ficou tudo espantado como é que ele sabia a história das 7 Estacas na zona”, recordou, declarando que foi assim que surgiu o nome artístico 7 Estacas, depois de ter juntado essa piada da “primeira vez” que subiu ao palco com “a história que todos conhecem ligada a Cidai”.

Quando questionado sobre a descoberta do seu talento, Miguel asseverou que este é “qualquer coisa natural” e que “nasce connosco”. Contudo é preciso ser “aperfeiçoado” para que o talento além de natural fique “o mais perfeito possível”. “Na comédia então só com os anos é que se vai mesmo tornando quase que a 100 por cento. Um bom comediante não consegue ser bom aos primeiros tempos, porque a maturidade e a estrada ensina-nos muito”, exemplificou.

Depois do Levanta-te e Ri, apareceram “muitos mais trabalhos sobretudo em bares, discotecas, festas de empresas e animação ao ar livre, que é muito mais variado”. Além de aumentar o número de trabalhos, esta série televisiva “abriu portas” para “trabalhos em salas de espetáculo”, “o desenvolvimento para outras áreas”, como na “área teatral”, e projetos em televisão, como o “Sempre em Pé” na RTP2 e o “Bolhão Rouge” no Porto Canal, juntamente com João Seabra e Hugo Sousa, onde esteve durante “mais tempo” a fazer stand up comedy.

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Senhor Limpinho é das personagens “mais mediáticas”

Para os seus trabalhos, Miguel vai buscar a inspiração ao seu “sentido crítico e, principalmente, observador”, uma vez que não é uma pessoas de “dialogar muito” mas de “ficar num cantinho a ver o que se passa e a registar todos os momentos, tanto visualmente como tirando apontamentos de escrita de tudo o que acontece à sua volta”. Outra forma de ir buscar inspiração está relacionada com “o trabalho” de personagens.

Ao longo sua carreira de quase 25 anos, Miguel já criou “bastantes” personagens, “algumas que ficaram durante mais tempo, umas ainda permanecem e outras percebe-se que não são tão mediáticas”, uma vez que são para “um público especifico”.

“A última e a mais mediática na atualidade” é o Senhor Limpinho. Uma personagem que foi criada no Porto Canal, quando em “muito pouco tempo”, Miguel tinha que criar uma personagem para “preencher dez minutos” devido a “um problema qualquer que surgiu na regie”. “A primeira coisa que me apareceu foi a bata da senhora das limpezas do canal e a vassoura. A figura tem um ar muito estranho, porque tem uma peruca de mulher, mas tem bigode e depois anda nas limpezas e na recolha de objetos que havia espalhados no estúdio”, recordou, salientando que devido ao feedback ter sido “tão bom”, “a personagem foi crescendo”.

O nome da personagem foi atribuído pelos colegas, que ficaram surpreendidos com “esta coisa que apareceu” e em nada tem a ver com “o carro das limpezas do Município”. Esta personagem juntamente com o Mágico Urini são as que “mais gozo” lhe dá fazer. O Senhor Limpinho porque tem “panos para mangas” e o Mágico Urini, por ser “uma personagem de magia cómica que não existe”. Além destas, Miguel já deu vida a Fredo, o homem das obras, ao Bombeiro Meireles e a um motard.

Miguel continua com “vários projetos”

Atualmente, Miguel 7 Estacas está envolvido em “vários projetos”. Além de continuar com “o registo habitual do stand up comedy”, tem o projeto “Stand da Comédia” com Hugo Sousa e João Seabra, que engloba “vários projetos a nível teatral”, como a “história de Portugal em 90 minutos”, a peça teatral “Coisas de Canalha”, baseada em “contos infantis”, e o Stand Up Comédia Convencional, que é “uma mistura de vários estilos de humor”.

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Para além disso, Miguel tem, neste momento, um projeto com os Perfume e Ana Viriato, apresentadora da RTP, denominado “Diabo a 7 show”. Um espetáculo que mistura “música com comédia”.

Depois da pré-estreia em Lisboa do espetáculo “Humor na Cartola”, este será apresentado este mês “mais a norte para mostra aos empresários para conhecerem o produto”. “Somos dois, o mágico profissional João Miranda e eu faço a parte mais cómica/estúpida da magia. Faço tudo aquilo que corre mal e ele é aquele senhor da magia que faz tudo muito direitinho, super profissional e eu vou a seguir e desmonto tudo”, concluiu.

 

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Brinquedos tradicionais de madeira expostos na Casa da Cultura

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Quer uma boa razão para visitar a Casa da Cultura? Que tal visitar a exposição “Produção de Brinquedos Tradicionais em São Mamede do Coronado”, que vai estar patente até ao próximo dia 31 de dezembro.

A sala de exposição está transformada num mundo de sonho para pequenos e graúdos, reunindo brinquedos de coleção, das décadas de 50, 60 e 70 do século XX e ainda exemplares da recriação e interpretação contemporânea dos mesmos brinquedos, que são agora certificados e adequados ao manuseamento das crianças.

A exposição, inaugurada aquando das comemorações do 15º Aniversário do Concelho da Trofa, convida os visitantes a viajarem no tempo, revivendo momentos da sua infância, ao mesmo tempo que conta “a história da evolução da produção de brinquedos na região”, contando para tal com contributos da oficina Artesana, propriedade do artesão trofense, Abílio Cardoso. Presente em vários certames promovidos pela autarquia, bem como em alguns programas de televisão e feiras de artesanato nacionais e internacionais, este artesão não deixa “morrer” estes brinquedos, levando-os também até às novas gerações.

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Crónica Verde. É Natal…

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Aproxima-se a época em que o consumismo atinge o seu auge: o Natal.

Quero deixar claro que eu gosto do Natal. E também gosto das prendas, de as dar a quem trago no coração, de as receber… Mas as prendas são uma parte de algo maior, uma fascinante mistura de crenças, tradições, algumas tão antigas que se perdeu nos tempos o seu porquê; interpretadas, adaptadas, transformadas, cunhadas, a cada ano, por cada família que as adopta. Para mim , o Natal é o entusiasmo em estudar e fazer as decorações de Natal; o escolher ou fazer carinhosamente cada presente, cada oferta, até os embrulhos; o partilhar com amigos, vizinhos, desconhecidos; o participar na alegre labuta dos doces tradicionais segundo receitas herdadas; é a leve excitação que paira no ar até ao dia 24; é a alegria esfuziante dos mais pequenos… É confusão, risos, conversas, abraços, frio lá fora e lenha a arder na lareira, cheiro a calda de açúcar, a pão a levedar e a especiarias. É a família que se junta – às vezes vinda de pontos opostos do país ou até do outro lado do mundo – e, durante uma noite e um dia, celebra o que a une: amor.

Posto isto, acredito que é possível vivermos alegremente esta época sem seguirmos a “corrente”, sem sermos sugados pelo apelo assustador do tal consumismo.

Há muitas escolhas e decisões que podem tornar o nosso natal numa festividade mais “amiga do ambiente”, desde a escolha conscienciosa da árvore de natal, até à compra dos ingredientes – preferencialmente de origem local – para a consoada, passando pelo que fazemos aos embrulhos no final da festa (que tal guardá-los para os reutilizar no próximo Natal?), mas como hoje não posso falar de tudo, vou focar-me nas prendas, onde – presumo – é gasta a fatia maior do “orçamento natalício” (e talvez descubram que não tem que ser assim).

Gostaria de vos pedir para, quando escolherem os presentes para os vossos entes queridos terem em atenção o impacto que estes têm no meio que nos rodeia. Muito resumidamente, optem por presentes que sejam (sempre que possível) reciclados/recicláveis, biodegradáveis; que não impliquem exploração animal; que não tenham na sua composição elementos perigosos para a saúde e o ambiente e cuja produção, de preferência local, não advenha da exploração de mão-de-obra. E troquem os shoppings pelas ruas da cidade!

Pode dar um bocadinho mais de trabalho, mas o facto de sabermos porque o estamos a fazer aquece-nos o coração, acreditem!

E até vos deixo algumas sugestões:

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uma bicicleta; lápis e cadernos reciclados; pequenos vasos com cactos coloridos; sacos de pano para compras, sacos de compras com rodinhas; carregador de baterias solar; floreira de ervas aromáticas; um cabaz gourmet ecológico, com produtos orgânicos e de comércio justo (chás, cafés, chocolates, azeite, conservas, vinhos, compotas); um cabaz com produtos de beleza naturais; t-shirts de algodão biológico; uma iogurteira; ecoponto caseiro; um cheque-prenda para uma massagem; plantas (adequadas ao clima onde vão ser colocadas); livros com dicas sobre como ser mais ambientalmente sustentável; bilhetes para o teatro ou um concerto; fazer bolachas e biscoitos e oferecê-los, de preferência em caixas reutilizadas, decoradas em casa; para quem tiver “jeito de mãos”, oferecer outras coisas “feitas por nós”: bijuterias e acessórios, roupas…

Que tal, aceitam o desafio?

Bom Natal!

 

ema magalhães | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

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