Grupo Danças e Cantares do Vale do Coronado nasceu em novembro de 2012. Objetivo do conjunto é “preservar, estudar e demonstrar o folclore e a etnografia do Vale de uma forma diferente daquela que vige atualmente”.

Numa altura em que a reforma administrativa levanta muita polémica no concelho da Trofa, há quem considere que a lei “vem ajudar”. É o caso das pessoas que criaram o novo Grupo de Danças e Cantares do Vale do Coronado. Porém este conjunto não se esgota na representação das freguesias de S. Romão e S. Mamede do Coronado: “Também engloba Folgosa (que atualmente inclui a extinta freguesia de Santa Cristina do Vale do Coronado) e São Pedro Fins (outrora Sanfins do Coronado)”.

Foi numa festa de S. Martinho, a 11 de novembro de 2012, que um grupo de amigos decidiu criar um conjunto folclórico. O nome exalta as tradições do Coronado, que “já é uma entidade fixada desde 1997, aquando da criação da Vila, uma região riquíssima que tem muito por descobrir e por explorar”, afirmou o presidente Ricardo Oliveira, em entrevista.

Recentemente presidiu outro grupo, o Rancho do Divino Espírito Santo, de S. Mamede do Coronado, mas a saída deste não foi, garante, o motivo que levou à criação do novo conjunto. “Criámo-lo apenas e tão só porque gostamos de estudar as raízes da região”, argumentou.

Os objetivos do Danças e Cantares do Vale do Coronado passam por “preservar, estudar e demonstrar o folclore e a etnografia do Vale de uma forma diferente daquela que vige atualmente”. “O nosso projeto é muito abrangente e, brevemente, daremos novidades à Trofa. Não estamos aqui para rivalizar com quem quer que seja. Sabemos o espaço que ocupamos e não nos vamos sobrepor a ninguém”, sublinhou.

O grupo conta com “30 elementos”, mas encontra-se aberto a novas entradas. Já fez pouco mais que cinco ensaios e ainda não fez nenhuma atuação: “Começamos do zero, as músicas, letras, danças… Em termos de trajos, estamos em fase de elaboração, uma vez que queremos respeitar todas as indicações que obtivemos aquando dos nossos estudos e jornadas de trabalho. No que respeita aos instrumentos, temos já quatro cavaquinhos, duas concertinas, um acordeão, um reco-reco, uma viola braguesa, um violão, ferrinhos e um bombo”.

O logotipo do grupo “tem dois dançadores de folclore vestidos com trajos da região, dançando sobre o rio Mamoa, encimado por uma coroa de quatro torres, confirmando o estatuto de vila atribuída ao Coronado e no listel o nome do grupo”. Ricardo Oliveira afirmou que já tem prontas “13 danças, das 35 possíveis”. “Depois dos trajos prontos, o nosso passo será a escritura de criação da associação cujos estatutos e regulamento interno já estão prontos”, frisou.

A comissão de gestão do grupo é composta ainda por Paulo Vaz (secretário), Rosa Maria Viage (vice-presidente), Agostinho Viage (tesoureiro), José Guedes (2º secretário), Laurinda Martins (vogal) e Lurdes Ferreira (vogal).

Ceia de Reis

Na noite de sábado, 5 de janeiro, cerca de 30 pessoas ligadas ao grupo juntaram-se numa ceia de Reis, na Quinta de S. Romão, num convívio onde não faltaram as batatas cozidas e o bacalhau. Este jantar é uma das primeiras atividades do grupo.

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