“É um grande projecto em favor do desporto e da qualidade de vida dos famalicenses, que vamos concretizar nos próximos anos.” Foi deste modo que o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Armindo Costa, enquadrou a futura Cidade Desportiva, a criar na zona sul do perímetro urbano da sede do concelho, junto à praça de portagem das auto-estradas A3 (Porto-Braga) e A7 (Póvoa de Varzim-Vila Pouca de Aguiar), cujo estudo preliminar foi apresentado quarta-feira, no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide.

Segundo a proposta apresentada pela arquitecta Paula Santos, a futura Cidade Desportiva de Vila Nova de Famalicão será desenvolvida numa área de 217 mil metros quadrados de terreno, que deverá acolher um estádio com capacidade até 12 mil lugares, um segundo campo de futebol, dois campos de futebol de sete, uma pista de atletismo, um parque verde e uma praça pública multifuncional, que poderá acolher eventos desportivos e culturais de grande dimensão.

Atravessado pelo rio Pelhe, o que valoriza a intervenção paisagística, o terreno, que é delimitado a sul pela A 7, a norte pela variante à cidade e a poente pela Linha do Minho, será dominado pelas áreas verdes, o que fará da futura cidade desportiva um grande pólo de lazer para todos os cidadãos, não só de Vila Nova de Famalicão, mas também da região do Vale do Ave e, inclusive, da Área Metropolitana do Porto.

“Estamos a falar da criação de uma nova centralidade na zona sul da cidade dearmindo-costa-com-a-arquite.gif Vila Nova de Famalicão – uma centralidade vocacionada para o desporto e o lazer”, adiantou Armindo Costa. Também a arquitecta Paula Santos destacou “a grande centralidade do terreno” referindo que “a área escolhida para a criação da cidade desportiva beneficia de excepcionais vantagens, nomeadamente a facilidade de acessibilidades, que permite a deslocação a pé das pessoas que habitam no perímetro urbano”. Além disso, “a proximidade das auto-estradas facilita o acesso às pessoas que venham de fora do concelho”.

Paula Santos – arquitecta que Armindo Costa apresentou como “um grande nome da nova geração de arquitectos portugueses, da conceituada “escola de arquitectura” do Porto” – afirmou que o terreno é realmente uma “mais valia” na criação da cidade desportiva, tendo em conta também a qualidade paisagística. “A localização nesta área beneficia de uma paisagem extraordinária, com características rurais. Por outro lado, é um terreno praticamente plano e com grande visibilidade da auto-estrada e da variante, que se encontram nos limites, em cotas superiores”, explicou Paula Santos, uma arquitecta licenciada pela Universidade do Porto, que iniciou a sua actividade profissional como colaboradora do consagrado Eduardo Souto Moura, que desenhou do emblemático Estádio Municipal de Braga, vencedor do Prémio Secil 2004.

Para Armindo Costa, o projecto que agora vai mobilizar todos os esforços da autarquia, será “uma segunda cidade desportiva, porque a cidade desportiva que existe actualmente, projectada há mais de 50 anos, e que foi construída ao longo de muitos anos, não irá acabar, embora tenha de ser reformulada”.

De acordo com projecções actuais, a futura Cidade Desportiva de Vila Nova de Famalicão deverá custar entre 20 a 25 milhões de euros, embora tudo dependa das infra-estruturas que serão incluídas no projecto, o qual deverá estar pronto em 2009, de modo a que o concurso público para a primeira fase das obras seja lançado ainda nesse ano, conforme pretende Armindo Costa. Porque Vila Nova de Famalicão precisa “de um estádio municipal moderno e de outras infra-estruturas desportivas e de lazer, que respondam às necessidades actuais”.

“A existência deste estudo preliminar significa, em primeiro lugar, que sabemos o que queremos. Agora, vamos trabalhar para calendarizar a concretização no terreno desta obra grandiosa e, ao mesmo tempo, encontrar o modelo de financiamento adequado”, indicou o autarca, sem deixar de lembrar que seria justo poder registar apoios da Administração Central: “A futura cidade desportiva de Vila Nova de Famalicão resultará da nossa arte e do nosso engenho. Resultará do nosso esforço colectivo, embora saibamos que seria justo contar com um apoio estatal, porque o trabalho que as autarquias desenvolvem em prol do desporto é essencial para ocupar sadiamente os tempos livres dos nossos jovens”, afirmou Armindo Costa, perante uma plateia constituída maioritariamente por vereadores e deputados municipais de todos os grupos partidários.