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 Novos traçados rodoviários e ferroviários vão transformar por completo a cidade da Trofa. Esta é a convicção de Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia, que sexta-feira percorreu os vários locais da empreitada da variante à Linha do Minho.

Bernardino Vasconcelos considera-se o “pai” da obra da variante à Linha do Minho. O presidente da Câmara Municipal da Trofa afirmou-o numa visita às obras: “sinto alguma paternidade em relação a estas obras que se estão a desenvolver no concelho e de estudos, planos que existem na Câmara para o futuro, sinto essa paternidade, não é por vaidade, naturalmente sinto porque isso resulta do trabalho com os técnicos e entidades externas que estão a investir na Trofa”.

A nova estação da Trofa receberá o metro em subterrâneo, o comboio à superfície e terá ainda uma central de camionagem e um parque com capacidade para cerca de 160 automóveis. “Esta variante não vai viver isoladamente, vai ter a confluência do metro e também de uma central de camionagem, para além de todo um parque de estacionamento de transportes privados, isto constituirá uma plataforma rodo-ferroviária de extrema importância para o desenvolvimento do concelho”, explicou o autarca.

A variante ferroviária “vai retirar o constrangimento de dentro da cidade, determinar uma nova centralidade” e, de acordo com o autarca, “o tráfego vai escoar mais facilmente do que no passado”.

As intervenções mais profundas estão já a ser feitas na freguesia de S. Martinho de Bougado, nos lugares de Paradela, Esprela e Real e quem passa nestes locais diariamente não imagina a dimensão da empreitada.

Grandes crateras foram já formadas, tubos com diâmetros extensos estão já instalados e as elevações para a passagem das carruagens dos comboios já foram erguidas, mas ainda andará muito pó no ar, pelo menos até 8 de Maio de 2010, data prevista para a conclusão da empreitada.

Bernardino Vasconcelos está consciente “dos constrangimentos que a obra provoca”, no entanto pediu a colaboração de todos os munícipes.

Vasconcelos quer “transformar a Trofa numa cidade bonita” e acredita que “nos próximos quatro anos, com a chegada do metro, com a variante pronta e ainda com a variante às Estradas Nacionais 104 e 14, para além das requalificações urbanísticas, a Trofa vai sofrer uma transformação que pouca gente a vai conhecer”.

Depois de concluída esta obra, serão reformulados e criados novos arruamentos no concelho numa extensão de 4,5 quilómetros. A Rua Cesário Verde, junto à nova estação, terá quatro faixas de rodagem, na Estrada Nacional 104, que será intervencionada entre a Igreja Nova e a Escola EB 2,3 Napoleão Sousa Marques e a Avenida de Paradela passará a ter três acessos possíveis.

Sem esquecer a história do concelho, Bernardino Vasconcelos frisou que o aspecto da nova estação fará lembrar a antiga Ponte Pênsil. “A estação nova tem uma forma estilizada, tenta memorizar a Ponte Pênsil, quem reparar no desenho verifica isso mesmo”.

A empreitada, iniciada a 2 de Março de 2009 pela empresa contratada pela REFER, terá um custo estimado de 65 milhões de euros.