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“Eu apelo ao senhor presidente da Câmara que informe a população qual é o local em S. Martinho de Bougado onde os Paços do Concelho irão ser construídos”. O desafio foi lançado por José Sá, em pleno discurso na acção de campanha do Partido Socialista na freguesia e mereceu o aplauso ruidoso das centenas de apoiantes que aderiram a mais uma festa popular.

Foi com a capela de Nossa Senhora Senhora das Dores como plano de fundo, que o candidato e actual presidente da Junta garantiu que o local para o edifício da Câmara já está escolhido e é em S. Martinho. “Eu sei que local já está escolhido, é em S. Martinho, simplesmente o senhor presidente da Câmara ainda não quis divulgar. Eu fiz parte de uma comissão para a escolha do sítio para os Paços do Concelho, essa comissão, oficialmente, escolheu um local em S. Martinho”, referiu.

Mas não é só da “defesa intransigente” dos Paços do Concelho em S. Martinho que vive a candidatura do socialista. Na lista de prioridades constam também a “defesa do património”, que José Sá afirma que outros “tentaram dilapidar” e a continuação do alargamento do cemitério e, mais tarde, a construção de um novo que consiga suprir as necessidades da freguesia.

O socialista garantiu ainda ter “energia suficiente” para “acabar com os caminhos em terra”, situação que considera “fora de prazo” e galvanizou-se pelo trabalho desenvolvido pelos mandatos que cumpriu em 1993/1997 e este que termina a 11 de Outubro. “Se nesta cidade da Trofa existe a maior parte das ruas pavimentadas posso dizer que 40 por cento dessas pavimentações foram feitas comigo a presidente da Junta”, atestou.

Os desafios alargaram-se e José Sá apelou a que “alguém da freguesia diga qual é junta de anos passados que fizesse tanto como a actual”. “As obras estão à vista”, postulou o candidato, que lembrou “a inauguração do edifício sede da Junta em 1994”, o mercado/feira da Trofa que foi “arrastado” para S. Martinho de Bougado em 1997 e “construído pela Junta”.

“E mais ainda. Os alargamentos que se fizeram há 30 anos para cá foram feitas única e simplesmente por mim”, referiu.

“Competente” e “sério” foram os adjectivos que o presidente da Juventude Socialista, Marco Ferreira, utilizou para caracterizar José Sá. Num discurso similar ao que deu em todas as acções distribuídas pelo concelho, o responsável máximo da JS não deixou de o direccionar para a freguesia, comparando a lista do PSD candidata à Junta como “uma equipa de vendedores, de agentes imobiliários, que cujo seu interesse é vender o parque”. E apelando a uma “nova política”, de “mudança e de futuro”, Marco Ferreira moldou o hino da Trofa para concluir a sua intervenção: “Eu sou da Trofa, a Trofa é nossa, temos orgulho mais que ninguém. Ó linda Trofa, tu mereces mudança e nós vamos lutar por essa mudança”.

E por entre gritos que entoavam PS, soltavam-se outros com o nome da candidata à Câmara Municipal da Trofa, última a discursar na terra que a viu nascer. Joana Lima começou por apelar à mudança, afirmando que “chega de 11 anos em que nada se fez”. “O que se tem feito tem sido mal feito e o que está por fazer não é nos próximos quatros anos que se fará”, sublinhou.

A candidata socialista acusou os elementos do executivo laranja de “continuarem a servir os mesmos e a fazer as coisas ao sabor de alguns e não de todos”.

“Eu quero uma atitude e uma postura diferente. Quero fazer um convívio intergeracional, em que todos possam discutir o futuro dos nossos projectos, porque para mim as pessoas estão em primeiro lugar”, frisou.

Considerando que o projecto de Bernardino Vasconcelos “está esgotado”, Joana Lima prometeu ainda que se for eleita vai reduzir “para metade” as taxas de ligação ao saneamento e abastecimento de água.

Joana Lima fez ainda questão de referir que a Câmara não respondeu aos requerimentos solicitados pelos vereadores socialistas durante o último mandato, inclusive um que questionava o executivo de qual a empresa que estava responsável pelos outdoors que a Câmara colocou pelo concelho a anunciar as obras do metro e das variantes. “Eu não tenho nada contra as empresas que fazem trabalhos para a Câmara, pelo contrário, quero louvá-las pelo facto de estarem tanto tempo à espera do seu dinheiro, eu tenho é contra as empresas que são criadas só para fazer trabalhos para a Câmara, porque é por isso que o dinheiro não chega”, atestou.

Depois desta acção de campanha, o PS prepara-se para mais uma, desta vez dedicado exclusivamente às mulheres, num jantar que se realizará no próximo sábado à noite.