No passado fim de semana teve lugar mais uma edição das Noites Ritual, um festival dedicado à música portuguesa com lugar firmado na agenda cultural da cidade do Porto. Na sua 23.ª edição, o festival voltou ao formato com entrada livre e contou com Blind Zero e David Fonseca como cabeças de cartaz.

A decorrer em paralelo com a Feira do Livro, o evento revestiu um novo formato, tendo apenas um palco onde atuaram duas bandas por noite: uma primeira banda saída da competição Rituais Emergentes que decorreu previamente, seguida de um cabeça de cartaz. Um formato que foi de encontro às vertentes “exclusivamente nacional” do festival e de “lançamento de novos projetos musicais do distrito do Porto” privilegiadas pela Câmara do Porto.

 Os The Crawlers foram até ao Pavilhão Rosa Mota mostrar o seu álbum de estreia No Rest For The Vicious. Duas guitarras, um baixo, uma bateria e muito rock. O público que se foi adensando com o decorrer da atuação da banda da Maia escutou No Rest For The Vicious, Holes in Between Us e Got a Lil’ More. David Lobão (O Bisonte) subiu ao palco num dos temas.

 Seguiram-se os Blind Zero com um energético concerto comemorativo dos 20 anos de carreira da banda. A jogar e casa, Miguel Guedes e companhia contaram com um público animado que foi acompanhando com danças e refrões músicas como Slow Time Love, Shine On, Back to The Fire e Recognize. Celebraram-se duas décadas de música, e Miguel Guedes não se esqueceu de agradecer e elogiar a todos os que organizaram o evento.

A banda O Incrível Homem Bomba abriu a segunda noite da 23ª edição das Noites Ritual. Voz, guitarra, baixo, bateria e teclado terão despertado a curiosidade de um pavilhão que se enchia com o decorrer do concerto. Gato Mitch, Canção do Diabo e Rainha Macabra fizeram parte do alinhamento.

David Fonseca voltou para pisar o palco das Noites Ritual, sete anos depois. De blazer preto e sapatilhas All Star pretas David Fonseca deu um concerto igual a si próprio, recheado de energia e muita empatia com um público que nitidamente estava ali para o ver, e para com ele cantar e dançar. What Life is For, Our Hearts Will Beat as One, Rocket Man, Cry 4 Love, Who are you?, Someone that Cannot Love, Superstars, Stop 4 a Minute fizeram parte de um alinhamento que juntou temas mais antigos com alguns mais recentes. Houve tempo ainda para inventar a música “Bicicleta no Porto” depois da alusão à tarde passada a andar de bicicleta pela cidade invicta, e para uma cover de Video Killed the Radio Star.

Texto: Joana Vaz Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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