Delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa dinamiza Noite Mágica, no dia 7 de dezembro, com o objetivo de angariar arroz para o refeitório social “Porta dos Sabores”.

No grupo de música “Os Acesos”, Fernando Jorge, Paulino Lima e Joaquim Torres vão cantar temas de Zeca Afonso. Há “momentos de poesia e música” com António Sousa e Ivo Machado, que vão deliciar os presentes com “a sua arte de cantar e dizer poesia”. O grupo de música tradicional portuguesa “A Rapaziada”, que está “sempre a ajudar quem mais precisa”, vai “contagiar com a sua alegria”. Há ainda as atuações da Escola Passos de Dança e da Escola Pé de Dança, que vão “surpreender com bonitas coreografias”. Sem esquecer o “grande momento de fado” protagonizado por Ercília Araújo e Joaquina Rodrigues, com Mário Lima na guitarra e Ricardo Reis na viola.

Este é o programa proposto pela delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) que, em parceria com o voluntário António Moreira, está a organizar a Noite Mágica, que decorre pelas 21 horas do dia 7 de dezembro, no auditório da sede da Junta da União de Freguesias de Bougado, em S. Martinho.

A organização convida a comunidade a “fazer magia”, através do “valor de entrada” de “dois quilos de arroz”, que vão permitir “suprir necessidades que têm em dar resposta aos crescentes pedidos que diariamente são encaminhados”. A técnica da CVP, Carla Lima, afirmou que esta necessidade já existe “há muito tempo” devido aos “pedidos crescentes” que chegam todos os dias. “Estamos à espera que as pessoas participem e que adiram, primeiro porque estamos numa época em que as pessoas ficam mais sensíveis e depois porque vão ser pessoas da Trofa a abrilhantar a iniciativa”, declarou.

O refeitório social já “passou o limite” de 50 inscritos, servindo, neste momento, refeições diárias a “57 pessoas”. Como o “espaço físico não dá para ter mais pessoas a almoçar”, a direção equaciona “outro espaço”, algo que já “está em cima da mesa para discutir”. “Vamos ter que ver como vamos dar a volta à situação, mas cada vez são precisos mais alimentos”, referiu, salientando que “o arroz é importantíssimo”.

Para António Moreira, que ambiciona recolher “uma tonelada de arroz”, esta é também uma maneira de “sensibilizar as pessoas”, que “nem se apercebem sequer da dificuldade de muita gente”. “Contribua com o seu donativo trazendo dois quilos ou mais de arroz, para que os mais desfavorecidos sintam menos a crise que atravessamos. Ajudem-nos a ajudar a Porta dos Sabores e a Cruz Vermelha”, apelou.

 

Agentes educativos aprendem sobre os sinais da violência doméstica

 O porquê da violência doméstica e de género e quais os seus sinais foram algumas das questões debatidas na ação de sensibilização, dinamizada pela delegação da Trofa do Cruz Vermelha Portuguesa, no dia 21 de novembro, na EB 2/3 de S. Romão do Coronado, e na qual participaram “63 professores e assistentes operacionais do Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas”.

A violência doméstica e de género foram os temas que estiveram em debate na ação de sensibilização, que a delegação organizou no âmbito do projeto “A Outra Face”.

A coordenadora do projeto, Carla Lima, afirmou que era “importante” falar desta problemática e “tirar algumas dúvidas”, uma vez que “a violência está a crescer” e “os professores sentem isso nas aulas”. Esta foi uma forma de “explicar o porquê da violência doméstica e de género”, para que a comunidade perceba “quando há alguns sinais de que isso acontece” e para que “esteja mais atenta”.

Carla Lima fez um balanço “muito positivo” da iniciativa, uma vez que foi “uma sessão participada”. “Estamos a falar de uma sessão pós-laboral em que as pessoas não recebem nada por estarem a participar e tivemos uma afluência positiva”, concluiu.