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Edição 449

Equipa da VMER explica como atuar no Suporte Básico de Vida (c/video)

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A equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Centro Hospitalar Médio Ave dinamizou uma formação, que ensinou como “atuar numa situação de paragem cardiorrespiratória”. Atividade decorreu no pavilhão das Lameiras, em Vila Nova de Famalicão, no sábado, dia 23 de novembro.

Se encontrasse uma pessoa inanimada, saberia o que fazer? A equipa da VMER do CHMA – Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Centro Hospitalar do Médio Ave – realizou o primeiro masstraining em Suporte Básico de Vida, que tinha “como principal objetivo ensinar como atuar numa situação de paragem cardiorrespiratória”.

O evento, organizado em parceria com o INEM, o CHMA, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e com a colaboração de “várias entidades que generosamente patrocinaram o evento”, proporcionou formação a “cerca de 400 pessoas”, pertencentes a instituições públicas e privadas da sua área de intervenção, os concelhos da Trofa, Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão. 

Sílvia Ferreira decidiu participar por achar “fundamental” existir “um maior número de pessoas com este tipo de formação”, pois a “qualquer momento podemos estar perante uma situação real” e é “essencial estar preparada para ajudar a uma pessoa”. Durante o masstraining, os formandos aprenderam que “antes de poder ajudar alguém” têm que estar “em segurança” para “não se colocar como segunda vítima”. Depois, “numa primeira abordagem”, devem “aplicar técnicas básicas que podem ser muito úteis, como por exemplo ver se a pessoa está realmente a respirar ou não, colocar a pessoa numa posição confortável e aplicar o suporte básico vida”. “Até chegar a ajuda especializada podemos fazer toda a diferença. É um bocadinho cansativo, mas acho que vale a pena todos experimentarem a formação, se tiverem esta oportunidade, porque realmente a próxima vítima pode ser alguém próximo de nós”, declarou.

Também Ana Sá considerou que esta ação é “importante não só em casa como também no emprego”, aprendendo “como reanimar e socorrer uma pessoa antes de chamar o INEM”, o que pode “salvar muitas vidas”.

Segundo Francisco Sampaio, coordenador da VMER do CHMA, “atendendo ao número de inscritos”, a formação foi realizada em “duas sessões”, em que cada uma foi constituída pela “apresentação teórica do Suporte Básico de Vida, seguida de uma demonstração prática por elementos da equipa”, em bancas de simulação, onde os formandos puderam “exemplificar, aprender e tirar dúvidas das técnicas”, com “recurso a mais de 30 profissionais da VMER e da SIV (Suporte Imediato de Vida) do CHMA”.

Para o coordenador, o suporte básico de vida “deveria ser extensivo a todo o cidadão”, por entender que este é “um gesto de cidadania” e “o primeiro elo da cadeia de sobrevivência”. “Se alguém se sente mal, fica inconsciente ou não respira, não podemos depositar só nos bombeiros, no INEM e na Cruz Vermelha a possibilidade de chegarem muito rápido para tentar reanimar. Quem pede ajuda vai ter que iniciar manobras, portanto estas devem ser extensíveis a toda a população. São técnicas muito simples e, nos tempos atuais, são fáceis e reproduzíveis”, frisou.

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Francisco Sampaio contou que “já estão planeadas” mais ações de formação “provavelmente para 2014”, para desenvolver nos centros de saúde, não para os médicos, mais para os outros elementos que trabalham e que lidam com os doentes”. “Outras se seguirão com certeza”, concluiu.

O primeiro masstraining em Suporte Básico de Vida esteve enquadrado nas comemorações do quarto aniversário de existência da VMER no CHMA. Recorde-se que o Centro Hospitalar tem duas equipas de meios diferenciados: a VMER e a SIV. Enquanto a VMER, composta por cerca de 45 elementos, está sediada na unidade de Vila Nova Famalicão, a SIV, com cerca de 15 elementos, está sediada na unidade de Santo Tirso.

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Edição 449

Venham mais quinze!

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Gualter-Costa

Festejamos há dias com pompa e circunstância os quinze anos da realização do sonho de todos os trofenses, a criação no nosso concelho da Trofa. Uma realização com infinitamente mais pontos positivos do que negativos. Contudo, há ainda muito por materializar para se atingir a plenitude do nosso sonho coletivo de 1998.

É certo que devemos ter sempre em consideração que iniciamos a nossa odisseia como concelho com mais de um século de atraso em relação aos municípios nossos vizinhos, mas houve momentos ao longo dos últimos quinze anos, em que as forças, a vontade e até a astúcia pareceram fraquejar e não tiveram a energia suficiente para vencer o atrito do desenvolvimento e encurtar as assimetrias que ainda nos separam dos níveis de desenvolvimento e de oportunidades oferecidos pelos concelhos vizinhos.

Como trofenses, com identidade, autonomia e responsabilidades próprias, não podemos perder mais tempo nem desperdiçar mais oportunidades. Dadas as adversidades que se intuem num futuro próximo, este é mais do que nunca, tempo de estarmos unidos e de todos trabalharmos em conjunto em prol do nosso concelho. É tempo de sermos nós trofenses a assumir as rédeas da condução do nosso concelho e não deixarmos que os interesses centralistas ou dos concelhos vizinhos condicionem o nosso futuro. É imperativo reavivarmos o espírito de união e de trabalho mútuo que há 15 anos culminou com a criação do concelho da Trofa.

É urgente e necessária a definição de um conjunto de prioridades coletivas e de “consensos alargados” que permitam suprimir no mais curto espaço de tempo as principais carências do nosso concelho e as causas do seu congelamento económico, social, cultural, etc. Não basta devolver somente o orgulho. É necessário suprimir carências, arquitetar um futuro coletivo, ressuscitar a esperança.

Carências de sempre, como a falta de atratividade para a criação e fixação de novas empresas no perímetro do nosso concelho, as fracas acessibilidades que atrofiam dia após dia a nossa economia local, a organização quase anárquica do trânsito na nossa cidade que exponencia a poluição e os custos da mobilidade interna, o acentuado estado de abandono e de degradação dos nossos prédios urbanos que induz a guetização de algumas áreas da cidade e convida à emigração para os municípios vizinhos, o desleixo crescente dos nossos espaços públicos que reduz o potencial e a atratividade do nosso comércio local, a contínua desvalorização e degradação dos serviços públicos essenciais coloca em causa a universalidade no acesso aos mesmos, a reduzida e deficitária oferta cultural limita e não divulga a nossa criatividade e a nossa inovação, a frágil democracia local que bloqueia ou desvaloriza ideias inovadoras e afasta as populações da definição das prioridades coletivas. Carências que devem ser rapidamente suprimidas para que a Trofa e os trofenses recuperem a esperança num futuro melhor. Um futuro vivido num concelho de primeira, em linha com o do “sonho” de 1998.

O concelho da Trofa deve definir já hoje um conjunto de metas para os próximos quinze anos. Metas consensuais, simples, claras, percetíveis (e dentro dos possíveis aceites) por todos. Metas, que nos permitam suprimir nesse horizonte temporal todas as carências acima enunciadas. Só com objetivos comuns de longo prazo, poderemos preparar o futuro e traçar um rumo conhecido e aceite por todos. Devemos aprender e não repetir os erros do passado, mas não devemos martirizarmo-nos e deixar que os erros passados nos bloqueiem a vontade e nos condicionem irremediavelmente o futuro.

É uma tarefa hercúlea. Extenuante. Se fosse fácil não seria para gente da Trofa. Mas como trofenses, devemos sempre lembrarmo-nos de como há quinze anos atrás estivemos todos unidos e tivemos a ousadia e fibra suficiente para realizar um impossível.

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Hoje, nestes tempos de dificuldades e de austeridade que parece infinita, é importante continuarmos motivados e crentes num futuro melhor para o nosso concelho. Apesar de tudo, valeu a pena! Continuaremos à altura do desafio de nos próximos anos defendermos e elevarmos o nosso concelho a um concelho de referência. Talvez daqui por quinze anos possamos todos dizer “Agora sim, demos a volta a isto!”.

 

Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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Edição 449

Ser Autarca no século XXI

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Os tempos atuais são exigentes para todos os que exercem uma atividade profissional, mas também o são para quem tem a nobre missão da governança, seja local, regional ou nacional. Ser Autarca no século XXI, não deve ser para encher de vaidade quem é eleito, mas sim um compromisso de lutar para que o seu concidadão tenha uma melhor qualidade de vida. É, essencialmente, para isso que é eleito.

As mudanças verificadas na economia e nas finanças portuguesas, obrigam a que o Autarca moderno se assuma como agente de transformações geradoras de riqueza e bem-estar para as suas populações e um ator decisivo no desenvolvimento económico, social e cultural do território que tem por missão governar. O tempo do autarca “mestre-de-obras”, do “feirante” ou do “folclore” já passou, há muito tempo. Hoje, as exigências são bem diferentes!

Os desafios do Autarca moderno, em termos da estratégia de desenvolvimento económico e social e da gestão de uma forma global, são duma dimensão tal que não se confinam aos padrões de exigência do passado recente. O Autarca do século XXI precisa de ter uma visão estratégica para a realidade da sua autarquia na sua singularidade, sem dar continuidade à forma de gestão anterior ou “copiar” a do território vizinho. É bom que seja um visionário, pois será permanente a necessidade de inovação e geração de riqueza.

O Autarca do século XXI tem de ter a capacidade de olhar a estrada para além da curva, pois até à curva todos conseguem ver. Tem de olhar para os desafios que o futuro coloca duma forma criativa, marcando a coordenação necessária entre a gestão corrente que faz do seu quotidiano e a visão a longo prazo, que obriga à estratégia e à coerência na ação. É isso que marcará a diferença.

O novo Autarca alicerça-se num novo modelo de liderança em que o compromisso de responsabilidade está sempre presente. As suas boas decisões e as escolhas políticas acertadas, resultam quase sempre, da negociação, da procura de equilíbrios e da construção de consensos, mas nunca a qualquer preço. A sua livre escolha é sempre sobre as preferências e efeitos das escolhas assumidas. A sua decisão é um ato de consciência e de livre arbítrio, determinada pelo seu grau de conhecimento e de formação ética.

O Autarca moderno deve exercer a liderança, com visão estratégica, sem perder a carga simbólica, emocional, transcendental e política própria do cargo. Deve estabelecer com os cidadãos um diálogo direto, materializando uma relação de proximidade, fortalecida pelo seu realismo presencial, pois não deve esquecer que o eleitorado é cada vez mais seletivo nas suas escolhas.

É cada vez mais expressiva a determinação do voto pelo mérito pessoal e pela competência. Por tudo isto, o Autarca do século XXI precisa de revelar novos saberes, responder com eficácia aos desafios da atualidade e praticar a excelência na sua governação. A mudança está aí.

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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