A equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Centro Hospitalar Médio Ave dinamizou uma formação, que ensinou como “atuar numa situação de paragem cardiorrespiratória”. Atividade decorreu no pavilhão das Lameiras, em Vila Nova de Famalicão, no sábado, dia 23 de novembro.

Se encontrasse uma pessoa inanimada, saberia o que fazer? A equipa da VMER do CHMA – Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Centro Hospitalar do Médio Ave – realizou o primeiro masstraining em Suporte Básico de Vida, que tinha “como principal objetivo ensinar como atuar numa situação de paragem cardiorrespiratória”.

O evento, organizado em parceria com o INEM, o CHMA, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e com a colaboração de “várias entidades que generosamente patrocinaram o evento”, proporcionou formação a “cerca de 400 pessoas”, pertencentes a instituições públicas e privadas da sua área de intervenção, os concelhos da Trofa, Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão. 

Sílvia Ferreira decidiu participar por achar “fundamental” existir “um maior número de pessoas com este tipo de formação”, pois a “qualquer momento podemos estar perante uma situação real” e é “essencial estar preparada para ajudar a uma pessoa”. Durante o masstraining, os formandos aprenderam que “antes de poder ajudar alguém” têm que estar “em segurança” para “não se colocar como segunda vítima”. Depois, “numa primeira abordagem”, devem “aplicar técnicas básicas que podem ser muito úteis, como por exemplo ver se a pessoa está realmente a respirar ou não, colocar a pessoa numa posição confortável e aplicar o suporte básico vida”. “Até chegar a ajuda especializada podemos fazer toda a diferença. É um bocadinho cansativo, mas acho que vale a pena todos experimentarem a formação, se tiverem esta oportunidade, porque realmente a próxima vítima pode ser alguém próximo de nós”, declarou.

Também Ana Sá considerou que esta ação é “importante não só em casa como também no emprego”, aprendendo “como reanimar e socorrer uma pessoa antes de chamar o INEM”, o que pode “salvar muitas vidas”.

Segundo Francisco Sampaio, coordenador da VMER do CHMA, “atendendo ao número de inscritos”, a formação foi realizada em “duas sessões”, em que cada uma foi constituída pela “apresentação teórica do Suporte Básico de Vida, seguida de uma demonstração prática por elementos da equipa”, em bancas de simulação, onde os formandos puderam “exemplificar, aprender e tirar dúvidas das técnicas”, com “recurso a mais de 30 profissionais da VMER e da SIV (Suporte Imediato de Vida) do CHMA”.

Para o coordenador, o suporte básico de vida “deveria ser extensivo a todo o cidadão”, por entender que este é “um gesto de cidadania” e “o primeiro elo da cadeia de sobrevivência”. “Se alguém se sente mal, fica inconsciente ou não respira, não podemos depositar só nos bombeiros, no INEM e na Cruz Vermelha a possibilidade de chegarem muito rápido para tentar reanimar. Quem pede ajuda vai ter que iniciar manobras, portanto estas devem ser extensíveis a toda a população. São técnicas muito simples e, nos tempos atuais, são fáceis e reproduzíveis”, frisou.

Francisco Sampaio contou que “já estão planeadas” mais ações de formação “provavelmente para 2014”, para desenvolver nos centros de saúde, não para os médicos, mais para os outros elementos que trabalham e que lidam com os doentes”. “Outras se seguirão com certeza”, concluiu.

O primeiro masstraining em Suporte Básico de Vida esteve enquadrado nas comemorações do quarto aniversário de existência da VMER no CHMA. Recorde-se que o Centro Hospitalar tem duas equipas de meios diferenciados: a VMER e a SIV. Enquanto a VMER, composta por cerca de 45 elementos, está sediada na unidade de Vila Nova Famalicão, a SIV, com cerca de 15 elementos, está sediada na unidade de Santo Tirso.