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Edição 417

No Muro, Chuva não impediu a realização da via-sacra

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Comunidade paroquial de S. Cristóvão do Muro retomou a organização da via-sacra, que decorreu na tarde de sexta-feira, dia 29 de setembro, no salão paroquial da freguesia.

 Devido à “pouca” assistência, que “há cerca de três anos” o Grupo de Jovens Juventude Sem Fronteiras do Muro perdeu “o hábito” de organizar uma via-sacra.

Este ano, durante “uma reunião” do Conselho Pastoral, foram desafiados por Rui Alves, pároco de S. Cristóvão do Muro, a retomar “a tradição”. O grupo de jovens aceitou o desafio, com “todo o gosto”, tendo proposto fazer com “as crianças da catequese”. Seguiu-se a preparação das “roupas” e o “ensaio com os mais novos”.

Pedro Santos, presidente do grupo de jovens Juventude Sem Fronteiras do Muro, recordou a altura, em que era o grupo que organizava a via-sacra, tendo existindo “um ano” em que experimentaram “fazer com a catequese”, tendo o balanço sido positivo. “Vimos que era interessante, porque tinha outra envolvência. Acabamos por ter mais personagens e muitos mais papéis e, além disso, tinha outro papel mais lúdico e educativo de formação para as crianças da catequese, que depois vão crescendo e vão ficando com aquela ideia e lembram-se da via-sacra com mais movimento”, salientou.

O “tempo dificultou” o percurso da via-sacra, que ia ser feito desde a “igreja até à Capela de Santo Pantaleão”, que, como tem as cruzes, seria “sempre muito mais introspetivo”. “Para não deixarmos de fazer e não darmos uma desilusão aos miúdos, decidimos que fosse feito no salão paroquial da freguesia, onde se fez o melhor que se podia”, denotou.

A organização desta via-sacra “nunca deu muito trabalho”, pois “todos os grupos paroquias fizeram questão de se envolverem um bocadinho que fosse”, dando “outra dinâmica de comunidade”.

Rui Alves, pároco de S. Cristóvão do Muro, contou que, “durante este ano”, lançou um desafio aos anos de catequese, para “animarem a via-sacra” durante “todos os domingos da Quaresma, menos o do Senhor dos Passos e o de Ramos”. “Correu muito bem e hoje (sexta-feira) para concluirmos achamos que não havia melhor do que esta envolvência toda”, afirmou.

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Segundo o pároco, quando a via-sacra é representada “com cuidado”, aprende-se “sempre muito melhor”, despertando “no coração de uma criança” o “Jesus Cristo na vida do dia a dia”.

Para o padre Rui Alves foi “pena o tempo” que impossibilitou que percorressem o “percurso pedonal” até à capela de Santo Pantaleão. Contudo, a realização da via-sacra foi “bastante positiva e boa”, tendo parabenizado “toda a comunidade, de forma especial a catequese e o grupo de jovens, que estiveram sempre por trás a ajudar”, bem como a “envolvência dos pais”.

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Alunos da Forave solidários

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No último dia de aulas, antes das férias da Páscoa, a turma de Apoio Familiar e à Comunidade (AFC) 11/13 da Escola Profissional Forave dinamizou duas atividades inseridas no projeto de turma “AFC Saudável e Solidária”.

A iniciativa consistia numa caminhada solidária pelas ruas de Lousado. Os participantes foram “convidados a oferecer um género alimentar a uma instituição de solidariedade social de Vila Nova de Famalicão”, revelou fonte da organização.
Para além do exercício físico, o “espírito de partilha” esteve patente e todas as ofertas recolhidas já foram entregues à associação “Dar as Mãos”, que as fará chegar a quem mais precisa.

Após o exercício físico solidário, todas as turmas da Forave participaram no concurso “Mesas de Páscoa”, decorando uma mesa com “doces típicos desta festividade e partilhando-os com toda a escola”, assegurou fonte da organização.

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Socratinices requentadas do artista da cassete pirata

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Uma declaração prévia da intenção de escrever sobre José Sócrates: nunca votei nele; nunca acreditei nas suas palavras agridoces de encantar os mais distraídos; não gosto dele como pessoa; não gosto do seu estilo de fazer política; vejo nos seus olhos um olhar de ódio pela vida; vi no discurso da noite da derrota eleitoral, um discurso presidenciável; é minha opinião que foi o pior primeiro-ministro que nos governou em democracia; é o grande culpado, mas não o único, do descalabro das contas públicas; é um político com uma agenda escondida. Mesmo assim, acho que tem todo o direito a defender-se publicamente daquilo que é acusado. É assim a liberdade e a democracia.

Como se não bastasse a péssima governação com que José Sócrates “brindou” o país ao longo de seis anos, deixando os portugueses a pão e água, vem agora fazer de nós uns “camelos” a atravessar o deserto da ignorância. Nas suas falinhas mansas de “carneiro mal morto”, lá teve o seu tempo de antena para justificar a sua péssima governação. Depois de dois anos sabáticos parisienses, apareceu no seu estilo, em grande forma. Foram mais de noventa longos minutos de retórica persuasiva e manipuladora.

Com constantes golpes de rins, Sócrates lá foi adulterando factos, manipulando números, mentindo e apresentando verdadeiros embustes. E foram tantos. Num facto, José Sócrates tem razão; Cavaco Silva é também culpado pela situação a que Portugal chegou. É verdade! O Presidente da República deveria ter demitido o governo socialista quando o descalabro começou a acentuar-se, não fora as eleições presidenciáveis que estavam à porta. Com essa estratégia pessoal, Cavaco Silva relegou para segundo plano o interesse nacional. Deu no que deu, com o país a afundar-se cada vez mais.

José Sócrates manipulou os números das PPP – parcerias público-privadas, afirmando que no seu governo os encargos até baixaram, quando o que aconteceu nos seis anos de governação socialista foi uma quase duplicação desses encargos, passando de 16 mil milhões de euros em 2005, para quase 33 mil milhões em 2012; aumentou sempre os funcionários públicos e em 2009, ano de eleições, os aumentos foram de 2,9%, no valor nominal mais alto desde 2001; foi o primeiro a aplicar cortes salariais à Função Pública, pois em 2011, as reduções salariais variaram entre os 3,5% e os 10% para salários acima de 1.500 euros; afirmou que a dívida subiu mais com o atual Governo, mas ignorou que foram assumidas dívidas do passado nos períodos mais recentes e alteradas as regras contabilísticas, como em 2011, quando houve alterações contabilísticas que aumentaram a dívida pública, designadamente as associadas às ex-Scut’s e ao reforço de capital do BPN.

As socratinices requentadas do verdadeiro artista da rádio, tv disco e da cassete pirata estiveram à altura do estilo com que sempre nos habituou, da sua postura manipuladora, da sua arrogância e falta de humildade para reconhecer os graves erros cometidos. Ao contrário do seu camarada António Guterres, que recentemente pediu desculpas públicas pelos erros que cometeu na governação do país. Que diferença!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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