Comunidade paroquial de S. Cristóvão do Muro retomou a organização da via-sacra, que decorreu na tarde de sexta-feira, dia 29 de setembro, no salão paroquial da freguesia.

 Devido à “pouca” assistência, que “há cerca de três anos” o Grupo de Jovens Juventude Sem Fronteiras do Muro perdeu “o hábito” de organizar uma via-sacra.

Este ano, durante “uma reunião” do Conselho Pastoral, foram desafiados por Rui Alves, pároco de S. Cristóvão do Muro, a retomar “a tradição”. O grupo de jovens aceitou o desafio, com “todo o gosto”, tendo proposto fazer com “as crianças da catequese”. Seguiu-se a preparação das “roupas” e o “ensaio com os mais novos”.

Pedro Santos, presidente do grupo de jovens Juventude Sem Fronteiras do Muro, recordou a altura, em que era o grupo que organizava a via-sacra, tendo existindo “um ano” em que experimentaram “fazer com a catequese”, tendo o balanço sido positivo. “Vimos que era interessante, porque tinha outra envolvência. Acabamos por ter mais personagens e muitos mais papéis e, além disso, tinha outro papel mais lúdico e educativo de formação para as crianças da catequese, que depois vão crescendo e vão ficando com aquela ideia e lembram-se da via-sacra com mais movimento”, salientou.

O “tempo dificultou” o percurso da via-sacra, que ia ser feito desde a “igreja até à Capela de Santo Pantaleão”, que, como tem as cruzes, seria “sempre muito mais introspetivo”. “Para não deixarmos de fazer e não darmos uma desilusão aos miúdos, decidimos que fosse feito no salão paroquial da freguesia, onde se fez o melhor que se podia”, denotou.

A organização desta via-sacra “nunca deu muito trabalho”, pois “todos os grupos paroquias fizeram questão de se envolverem um bocadinho que fosse”, dando “outra dinâmica de comunidade”.

Rui Alves, pároco de S. Cristóvão do Muro, contou que, “durante este ano”, lançou um desafio aos anos de catequese, para “animarem a via-sacra” durante “todos os domingos da Quaresma, menos o do Senhor dos Passos e o de Ramos”. “Correu muito bem e hoje (sexta-feira) para concluirmos achamos que não havia melhor do que esta envolvência toda”, afirmou.

Segundo o pároco, quando a via-sacra é representada “com cuidado”, aprende-se “sempre muito melhor”, despertando “no coração de uma criança” o “Jesus Cristo na vida do dia a dia”.

Para o padre Rui Alves foi “pena o tempo” que impossibilitou que percorressem o “percurso pedonal” até à capela de Santo Pantaleão. Contudo, a realização da via-sacra foi “bastante positiva e boa”, tendo parabenizado “toda a comunidade, de forma especial a catequese e o grupo de jovens, que estiveram sempre por trás a ajudar”, bem como a “envolvência dos pais”.