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Edição 417

Festas da Páscoa em Cidai preservam tradição

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Ajuntamento das cruzes e cortejo foram os momentos altos da festa da Páscoa, em Cidai. Na segunda-feira, o folclore da terra animou o largo.

 “A criança de sete a dez anos já conduz os bois, guarda o gado, apanha lenha, acarreta, sacha, colabora na cultura. Tem a altura de uma enxada e a utilidade de um homem. Sai de madrugada, recolhe às trindades, com o seu dia rudemente trabalhado.

Mandá-lo à escola, de manhã e de tarde, umas poucas de horas, é diminuir a força produtora do casal. Um aluno de mais na escola é assim um braço de menos na lavoura. Ora uma família de lavradores não pode luxuosamente diminuir as suas forças vivas.

Não é por o filho saber soletrar a cartilha que a terra lhe dará mais pão. Portanto tiram a criança à escola para a empregar na terra”. Este excerto de “Uma Campanha Alegre”, de Eça de Queirós, serviu como pano de fundo à exibição dos elementos do Grupo de Tradições Infantis de Cidai, o anfitrião no segundo dia das festas da Páscoa desse lugar, na freguesia de Santiago de Bougado.

Na tarde de segunda-feira, as crianças apresentaram uma roupagem e músicas novas, marcando uma nova fase da vida do grupo que foi o primeiro a atuar, na segunda-feira, 1 de abril. Seguiram-se os ranchos da freguesia: Grupo de Danças e Cantares e Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado.

Com “alguma dificuldade”, a ACRESCI (Associação Cultural Recreativa e Social de Cidai) preparou um orçamento para realizar as festas da Páscoa, cujo momento alto aconteceu ao fim da tarde de domingo, com o ajuntamento das cruzes, junto à imagem de Nossa Senhora de Fátima, no Largo Manuel Canejo.

Esta é uma “tradição” que a associação faz questão de manter viva. Depois do ajuntamento, segue-se o cortejo das cruzes, com as campainhas a tilintar até ao fim da rua. “Foi extraordinário. O desafio foi cumprido e teve muita adesão”, contou José Carlos Costa, presidente da ACRESCI.

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“A coletividade nasceu para garantir e fomentar as tradições, trazendo outras novidades. Mas a Páscoa é a tradição mais antiga de Cidai e tem toda a lógica que a associação não deixe acabar esta festa”, acrescentou.

A Junta de Freguesia de Santiago de Bougado “ajudou bastante” a preparar a festa, sublinhou José Carlos Costa. “Temos ajuda de outros, como a Câmara Municipal que tem colaborado assim como a população”, afirmou.

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Alunos da Forave solidários

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No último dia de aulas, antes das férias da Páscoa, a turma de Apoio Familiar e à Comunidade (AFC) 11/13 da Escola Profissional Forave dinamizou duas atividades inseridas no projeto de turma “AFC Saudável e Solidária”.

A iniciativa consistia numa caminhada solidária pelas ruas de Lousado. Os participantes foram “convidados a oferecer um género alimentar a uma instituição de solidariedade social de Vila Nova de Famalicão”, revelou fonte da organização.
Para além do exercício físico, o “espírito de partilha” esteve patente e todas as ofertas recolhidas já foram entregues à associação “Dar as Mãos”, que as fará chegar a quem mais precisa.

Após o exercício físico solidário, todas as turmas da Forave participaram no concurso “Mesas de Páscoa”, decorando uma mesa com “doces típicos desta festividade e partilhando-os com toda a escola”, assegurou fonte da organização.

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Socratinices requentadas do artista da cassete pirata

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Uma declaração prévia da intenção de escrever sobre José Sócrates: nunca votei nele; nunca acreditei nas suas palavras agridoces de encantar os mais distraídos; não gosto dele como pessoa; não gosto do seu estilo de fazer política; vejo nos seus olhos um olhar de ódio pela vida; vi no discurso da noite da derrota eleitoral, um discurso presidenciável; é minha opinião que foi o pior primeiro-ministro que nos governou em democracia; é o grande culpado, mas não o único, do descalabro das contas públicas; é um político com uma agenda escondida. Mesmo assim, acho que tem todo o direito a defender-se publicamente daquilo que é acusado. É assim a liberdade e a democracia.

Como se não bastasse a péssima governação com que José Sócrates “brindou” o país ao longo de seis anos, deixando os portugueses a pão e água, vem agora fazer de nós uns “camelos” a atravessar o deserto da ignorância. Nas suas falinhas mansas de “carneiro mal morto”, lá teve o seu tempo de antena para justificar a sua péssima governação. Depois de dois anos sabáticos parisienses, apareceu no seu estilo, em grande forma. Foram mais de noventa longos minutos de retórica persuasiva e manipuladora.

Com constantes golpes de rins, Sócrates lá foi adulterando factos, manipulando números, mentindo e apresentando verdadeiros embustes. E foram tantos. Num facto, José Sócrates tem razão; Cavaco Silva é também culpado pela situação a que Portugal chegou. É verdade! O Presidente da República deveria ter demitido o governo socialista quando o descalabro começou a acentuar-se, não fora as eleições presidenciáveis que estavam à porta. Com essa estratégia pessoal, Cavaco Silva relegou para segundo plano o interesse nacional. Deu no que deu, com o país a afundar-se cada vez mais.

José Sócrates manipulou os números das PPP – parcerias público-privadas, afirmando que no seu governo os encargos até baixaram, quando o que aconteceu nos seis anos de governação socialista foi uma quase duplicação desses encargos, passando de 16 mil milhões de euros em 2005, para quase 33 mil milhões em 2012; aumentou sempre os funcionários públicos e em 2009, ano de eleições, os aumentos foram de 2,9%, no valor nominal mais alto desde 2001; foi o primeiro a aplicar cortes salariais à Função Pública, pois em 2011, as reduções salariais variaram entre os 3,5% e os 10% para salários acima de 1.500 euros; afirmou que a dívida subiu mais com o atual Governo, mas ignorou que foram assumidas dívidas do passado nos períodos mais recentes e alteradas as regras contabilísticas, como em 2011, quando houve alterações contabilísticas que aumentaram a dívida pública, designadamente as associadas às ex-Scut’s e ao reforço de capital do BPN.

As socratinices requentadas do verdadeiro artista da rádio, tv disco e da cassete pirata estiveram à altura do estilo com que sempre nos habituou, da sua postura manipuladora, da sua arrogância e falta de humildade para reconhecer os graves erros cometidos. Ao contrário do seu camarada António Guterres, que recentemente pediu desculpas públicas pelos erros que cometeu na governação do país. Que diferença!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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