O grande nepotista da história, Napoleão Bonaparte nomeou em 1809 três dos seus irmãos para reis de países ocupados pelo seu exército. Este imperador tinha muito a aprender com o atual primeiro ministro português António Costa que já teve a desfaçatez de ter nomeado quarenta familiares em funções públicas, incluindo pai, filha, marido e mulher no seu governo, e a lista de nomeações de familiares, cada dia que passa, não para de aumentar.

Costa é o maior matreiro da política portuguesa, pois levou o seu Partido Socialista a ter estrondosa derrota eleitoral nas últimas eleições legislativas, um péssimo resultado eleitoral, a segunda maior derrota do seu partido. Mesmo assim conseguiu chegar ao topo do poder depois de ter derrubado com pouca ética o seu antecessor na liderança do partido e ser nomeado primeiro-ministro, casando com os partidos à sua esquerda, silenciando e esvaziando com toda a naturalidade quer os comunistas quer os bloquistas.

Também conseguiu passar por entre os “pingos da chuva” em acontecimentos graves que aconteceram no país (incêndio de Pedrogão; não divulgação da lista das vítimas dos incêndios; “lei da rolha” imposta aos comandantes dos bombeiros; descredibilização das instituições; roubo das armas no quartel de Tancos; e muitos mais). Também não pode ser esquecido o facto de António Costa ter sido número dois do pior governo português em democracia, o malfadado governo “socrático” e já ninguém fala deste facto político.

O nepotismo – o favorecimento de parentes em detrimento de pessoas mais qualificadas – tem o seu expoente máximo em António Costa. Este mestre do nepotismo nem sequer responde aos jornalistas, quando questionado sobre as suas escolhas terem batido todos os recordes de nomeações de familiares demorou imenso tempo a responder e só disse barbaridades e banalidades. Em França existe uma lei a proibir a contratação de familiares de deputados e ministros. Também nos Estados Unidos da América existe há muito tempo uma lei semelhante.

O mais perigoso do nepotismo desta monarquia socialista é que quando se tiver de tomar uma decisão no governo que tenha implicações graves num ministério onde estão familiares, quem é que o ministro vai preferir prejudicar? Mesmo que seja muito competente, o ministro vai escolher o familiar, em detrimento do Estado. Obviamente!

A gravidade neste nepotismo terceiro-mundista é que o próprio Partido Socialista considera normal e, nos últimos tempos, foram vários defensores da “geringonça” que vieram a terreiro tentar justificar as nomeações familiares, com argumentos esfarrapados, para convencer os incautos, que a monarquia socialista é a melhor forma de governo a que os portugueses podiam aspirar. Em nenhum país democrático existe um governo com este tipo de relações familiares. Este nepotismo socialista é típico de monarquias absolutistas e de governos ditatoriais do terceiro-mundo.

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